O Pátio do Tabernáculo

O Pátio do Tabernáculo

O Pátio do Tabernáculo

 O Pátio do Tabernáculo tinha uma posição especial entre as tribos de Israel.

Isso aponta para a necessidade de termos a consciência da centralidade do Pai Celestial em nossa vida e num mundo onde múltiplas coisas nos convidam a violar a centralidade divina.

Texto Bíblico (Êxodo 27.9-19)

Pátio ou Átrio

A descrição do tabernáculo na bíblia começa com o quarto de dentro – o Santo dos Santos também traduzido como Santíssimo Lugar.

No entanto quando começou a construção do tabernáculo, as partes de fora foram feitas primeiro. Dessa maneira é que vamos descrever o tabernáculo – de fora para dentro. A bíblia deixa muito claro que a intenção é que esse fosse um lugar santo para se reunir.

Todos os materiais usados eram raros e valiosos, indicando que qualquer coisa associada a Deus era para ser da melhor qualidade. As paredes da tenda eram feitas de madeira de acácia que cresce naturalmente no Oriente Médio.

Quando o tabernáculo era desmontado para ser movido, muitas famílias tinham trabalhos específicos. O tabernáculo era cercado por um átrio cercado (Êxodo 27:9-21).

A moldura da cerca era feita de acácia coberta por prata e descansava numa base de bronze. Cortinas de linho cobriam essa moldura de fora. Elas eram penduradas em ganchos de prata de uma vara de prata. A entrada, na face leste do átrio, era coberta por cortinas bordadas com cores as cores azul, roxa e escarlate.

O Altar de Sacrifício no Pátio

Nesse átrio estavam o lavatório e o altar. O altar se era o primeiro objeto localizado na entrada do átrio. Os pecadores não podiam entrar diante da presença de Deus, eles tinham que oferecer um sacrifício por seus pecados.

É claro que os cristãos acreditam que Jesus Cristo foi o sacrifício pelos pecados de todo o mundo, então podemos entrar na presença de Deus sendo humildes e pedindo perdão.

Mas nos tempos do Velho Testamento, coisas – geralmente animais e grãos – eram oferecidos a Deus como parte da redenção dos pecados.

Esse altar foi desenhado para queimar sacrifícios. O altar foi construído de madeira oca e coberto por bronze. Isso o tornava leve o suficiente, apesar de seu tamanho, para ser carregado em varas cobertas de bronze que passavam por argolas em bronze nas suas beiradas (Êxodo 27:1-8).

Uma grelha de bronze ficava no meio do altar para permitir que o ar fluísse para dentro do fogo. Baldes para as cinzas, ganchos para a carne, as bacias para recolher o sangue e as panelas também eram feitas de bronze.

Nos cantos do altar havia dois chifres também cobertos por bronze. Esses chifres podem ter sido úteis para amarrar os animais que seriam sacrificados, e eles também eram simbólicos. Como sinal de proteção uma pessoa em Israel podia ir ao altar e bater nos chifres.

Em tempos modernos, pessoas que se sentem ameaçadas ainda procuram um santuário numa igreja quando elas sentem que não há proteção ou justiça em qualquer outro lugar.

Entre o altar e a tenda da congregação do tabernáculo havia um lavatório ou pia de bronze (Êxodo 30:17-21). A sua localização – na entrada da tenda da congregação – evitava que as partes interiores do tabernáculo se contaminassem com poeira.

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Deus é santo, e ele exigia que os sacerdotes se limpassem antes de começarem a ministrar na tenda do tabernáculo. O lavatório era feito de bronze e espelhos. As mulheres que serviam na entrada do átrio do tabernáculo doaram os espelhos.

Observação

“[…] Faz-se necessário examinar mais de perto alguns aspectos da obra redentora de Cristo. Várias palavras bíblicas a caracterizam. Ninguém que leia as Escrituras de modo perceptivo pode fugir à realidade de que o sacrifício está no âmago da redenção, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Êx 12.1-13). Deus veria o sangue aspergido e ‘passaria por cima’ daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as suas mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: ‘Meu sacrifício’).

Era um substituto sacrifical (isto é: ‘Sacrifico isto em meu lugar’)” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.352).

O Pátio, os utensílios e seus respectivos significados

1 – O átrio do tabernáculo – Êx 27: 9-19; Êx 38: 9-20.

Novamente, considerando o côvado como tendo cinquenta centímetros de comprimento para facilitar o entendimento, nós vamos descrever agora o átrio exterior do Tabernáculo ou pátio ao redor do Tabernáculo.

O pátio ao redor tinha cinquenta côvados de largura (aproximadamente vinte e cinco metros) e cem côvados de comprimento (cinquenta metros) – Êx 27: 9-19; Êx 38: 9-20. Ao redor, as cortinas eram de linho fino retorcido (Êx 27: 9) com dois metros e meio de altura e suportadas por quarenta colunas de bronze, com bases de bronze, ganchos e vergas de prata, distribuídas em vinte colunas do lado sul e vinte colunas do lado norte.

No lado oeste, as cortinas tinham cinquenta côvados de comprimento (vinte e cinco metros) e dez colunas com bases de bronze, ganchos e vergas de prata. O lado oriental tinha cinquenta côvados de comprimento, separados em duas partes, com cortinas de quinze côvados de comprimento (sete metros e meio) para um lado, com três colunas e três bases.

O outro lado era de igual medida. Na entrada do Pátio do Tabernáculo havia uma cortina de estofo azul e púrpura e carmesim, e de linho fino retorcido, com quatro colunas e quatro bases de bronze e ganchos de prata (Êx 27: 18; Êx 38: 18-20), e cujas medidas eram: vinte côvados de comprimento (dez metros) e cinco côvados de altura (dois metros e meio de altura).

Em Êx 38: 19-20, podemos também ler em relação a isso: “As suas quatro colunas e as suas quatro bases eram de bronze, os seus ganchos eram de prata, e o revestimento das suas cabeças e as suas vergas, de prata.

Todos os pregos do tabernáculo e do átrio ao redor eram de bronze”. A bíblia também diz (Êx 27: 17) que todas as colunas ao redor do átrio eram ligadas por vergas de prata; seus ganchos eram de prata, e as suas bases, de bronze. Todos os utensílios do tabernáculo para o serviço dos sacerdotes (Êx 27: 19) eram de bronze.

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2 – Pátio do Tabernáculo – cortinas Pátio do Tabernáculo – estacas          

Voltando ao cobre (bronze) sobre o qual nos referimos na segunda coberta do Tabernáculo, este metal nos fala do juízo e do julgamento de Deus sobre o pecado, o que implica em arrependimento por parte do pecador (O Senhor me falou muito sobre isso no salmo 51 quando Davi clama pelo Seu perdão após ter pecado com Bate-Seba), e justiça por parte de Deus.

3 – Barras de metal

  • Ouro = algo extremamente precioso, algo separado para Deus, a glória de Deus.
  • Prata = obediência a Deus levando à santificação; redenção.
  • Cobre = juízo e julgamento de Deus sobre o pecado.

Na maioria das vezes (exceto na segunda coberta do Tabernáculo), o cobre (bronze) foi um metal usado no pátio externo do santuário, onde eram feitos os sacrifícios por quem havia pecado e precisava do perdão de Deus. Até os sacerdotes ofereciam sacrifícios por si mesmos e se purificavam para depois entrar no Lugar Santo e queimar incenso.

Para nós, hoje, isso diz respeito em especial àqueles que ainda estão no mundo, em pecado (para fora das cortinas de linho), e não conhecem o Senhor, e precisam se arrepender, receber o Seu perdão através do sangue de Jesus (passar pelo altar do holocausto e pela bacia de bronze), para depois ter acesso ao coração de Deus e deixá-lo fazer dos seus corpos um santuário vivo para Ele (ser um tabernáculo onde o Espírito Santo habita).

  • Quando Deus enviou Jesus a Terra, o homem já havia pecado demais e esgotado ‘o cálice da ira de Deus’:
  • Is 51: 17: “Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que da mão do Senhor bebeste o cálice da sua ira, o cálice de atordoamento, e o esgotaste”.
  • A ira de Deus é o Seu antagonismo firme, constante, contínuo e descomprometido para com o pecado em todas as suas formas e manifestações: Rm 1: 18: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”.

4 – A ira de Deus precisava ser propiciada.

Deus precisava fazer Sua justiça; e a justiça de Deus é o Seu modo justo de justificar os injustos através do sangue, no caso, o sangue do Seu Filho.

A morte de Jesus na cruz pagando o preço dos nossos pecados nos libertou do diabo, cancelou a nossa dívida e nos reconciliou com Deus. Em outras palavras, fez a justiça, nos justificou e nos fez justos aos olhos de Deus Pai.

5 – Utensílios do Átrio Exterior

Utensílios do tabernáculo Utensílios do tabernáculo

A – A bacia de bronze

Vamos agora para Êx 38: 8; Êx 30: 17-21, textos que falam sobre a bacia de bronze. A bacia de bronze era o lugar onde os sacerdotes lavavam as mãos e pés antes de entrar na tenda da Congregação para queimar o incenso sagrado, ou quando apresentavam ofertas queimadas ao Senhor.

B – O altar do holocausto ou altar de bronze

Em Êx 27: 1-8; Êx 38: 1-7 a bíblia descreve o altar do holocausto, de madeira de acácia e coberto de bronze, medindo cinco côvados de comprimento, cinco côvados de largura e três de altura (aproximadamente dois metros e meio x dois metros e meio x um metro e meio), com chifres (pontas erguidas) em cada canto, que serviam para amarrar os animais do sacrifício.

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Para o serviço no altar de bronze foram feitos alguns objetos como: recipientes para recolher a sua cinza, pás, bacias para o sangue dos animais, garfos e braseiros, também de bronze.

A grelha de bronze era em forma de rede e tinha quatro argolas nos cantos, sendo colocada dentro do altar até a metade da sua altura.

O altar de bronze também tinha argolas na parte externa, por onde se passavam os varais de madeira de acácia coberta com bronze para ser carregado.

Obs.: No pátio era o lugar onde todo o povo ficava, portanto pode-se imaginar que ali acontecia de tudo e chegavam pessoas carregando todos os tipos de bagagens existenciais das consequências de seus atos. Tudo podia acontecer naquele pátio. Era ali também que os sacerdotes abençoavam o povo.

O Pátio era o único meio de entrada

A porta era o único meio de entrada. Todas as vezes que era armado, sua única porta (10m x 2,5m) ficava para o nascente. As 12 tribos faziam acampamento ao redor do Tabernáculo, formando grupos de 03 tribos à frente, 03 do lado direito, 03 do lado esquerdo e 03 na retaguarda. O Tabernáculo ficava sempre no meio do acampamento, indicando que Deus deseja estar no centro do nossas vidas.

  • “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. – João 14:6.
  • “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” – Ml. 4:2.
  • “Eu sou a porta; se alguém entrar a casa; o filho fica entrará e sairá, e achará pastagens.” João 10.9

–  Outras referências: Ex. 27:9-19, 38:9-20, Hb 10:19-22, Ef. 2:11-13, Sl. 65-4, 96:8, Lv. 9:1-6, 6:9.

  • tinha 4 colunas
  1. Mateus – Rei

      2. Marcos – Servo

      3. Lucas – Varão Perfeito

  1. João – Deus
  • A porta está aberta a todos
  • A porta é suficiente para todos

O animal levado precisa ser conferido e o sangue do animal é totalmente derramado. “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hb 9.22). Todas as vezes que era armado, sua única porta (10m x 2,5m) ficava para o nascente.

As 12 tribos faziam acampamento ao redor do Tabernáculo, formando grupos de 03 tribos à frente, 03 do lado direito, 03 do lado esquerdo e 03 na retaguarda. O Tabernáculo ficava sempre no meio do acampamento, indicando que Deus deseja estar no centro do nossas vidas.

Conclusão

Portanto, vimos que o Pátio do Tabernáculo era a área externa do templo, onde todos podiam entrar menos os leprosos, os impuros e castrados. Sabemos que Jesus é a porta (lugar de acesso), que nos leva aos céus e não há outra opção.

Fiquemos firmes, de uma vez que entramos por Ele (Jesus) que nos fez aproximou de Deus pelo seu Divino amor já que estávamos longe de sua presença. Sl 65.04. Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo. Sl 92.13 – Sl 96.08.

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