As manifestações do Espírito Santo

As manifestações do Espírito Santo

As Manifestações do Espírito Santo

Lição 10 da EBD do 3º trimestre de 2017

Deus é infinitamente poderoso para hoje derramar sobre nós o seu Espírito como um rio transbordante, assim como fez no passado.

 

Neste artigo você estudará sobre:

1. Fundamentos da manifestação do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamentos

2. A promessa do Pentecostes

3. A promessa do Pentecostes e sua universalidade

4. O Batismo com o Espírito Santo e os Dons Espirituais na vida do crente

Bons estudos!

 

TEXTOS BÍBLICO

Atos 2.1-6;

Atos 2 .1 E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;

2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

2Coríntios 12.1-7

2 Coríntios 12 .1 EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.

2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos ( se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe ) foi arrebatado ao terceiro céu.

3 E sei que o tal homem ( se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe )

4 Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

5 De alguém assim me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas.

6 Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve.

7 E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

 

FUNDAMENTOS DA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

Ao contrário do que supõem os inimigos da Obra Pentecostal, o batismo com o Espírito Santo não é uma prática destituída de doutrina; acha-se assentada num forte e inamovível fundamento bíblico-teológico.

Os escritores do Antigo e do Novo Testamento referem-se ao derramamento do Santo Espírito nestes últimos dias que começaram no Pentecostes.

Moisés.

Pressionado pelos encargos de sua missão, Moisés queixa-se a Deus para que o alivie daquele insuportável fardo (Nm 11.24,25). Responde-lhe o Senhor, então, que haverá de repartir-lhe o Espírito entre setenta varões idôneos e incorruptíveis.

E os setenta puseram-se a profetizar, inclusive Eldade e Medade, que se encontravam fora do arraial. Josué, porém, já enciumado pelo profeta, fez-lhe uma recomendação carente de oportunidade acerca de ambos: “Senhor meu, Moisés, proíbe-lho” (Nm 11.28).

Voltando-se para seu valoroso servo, o servo de Jeová repreendeu-o: “Tens tu ciúmes por mim? Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!” (Nm 11.29).

Nesta passagem de Números, os israelitas já podiam ter um vislumbre, embora pálido, do que seria o Pentecostes.

Isaías.

Conhecido como o evangelista do Antigo Testamento, Isaías vaticina a efusão do Espírito Santo: “Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Is 44.3).

Joel.

Ele recebe o justo epíteto de profeta pentecostal, descerra a História da Salvação e mostra a descida do Espírito Santo como a inauguração do período conhecido como os derradeiros dias:

“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Jl 2.28,32a).

João Batista.

O predecessor de Nosso Senhor Jesus Cristo prediz o batismo com o Espírito Santo: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11).

Jesus.

O Filho de Deus promete a efusão do Espírito: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele), de mim ouvistes.

Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.4,5).

A PROMESSA DO PENTECOSTES (vv.16-18)

Foi o profeta Joel, no Antigo Testamento, a quem Deus revelou com mais detalhes o derramamento do Espírito nos últimos tempos (Jl 2.23-32).

Joel foi, talvez, o primeiro dos profetas literários (profetas que escreveram suas mensagens), o que salienta ainda mais a sua profecia sobre o Pentecostes (At 2.16-21,33).

O termo “Pentecostes”, nesta lição, é uma referência ao batismo com o Espírito Santo, e não à festa judaica de mesmo nome que ocorria cinqüenta dias após a páscoa (At 2.1; 20.16; 1 Co 16.6).

“Derramarei o meu Espírito” (v.17).

Assim diz Deus neste versículo. Isso fala de grande abundância e fartura espirituais, qual um rio que enche até transbordar em suas margens, mediante chuvas volumosas.

Quando tal poder desce sobre a igreja, ela se torna como um incontável, poderoso e invencível exército, como está profetizado em Ezequiel 37.10.

Os discípulos mudaram muito para melhor, após serem revestidos desse poder divino no cenáculo em Jerusalém. É só comparar o desempenho deles nos Evangelhos, como eram e o que faziam, com o relato de suas vitórias no livro de Atos, após a experiência pentecostal do capítulo 2.

A profecia de Joel (Jl 2.28-32).

Os versículos 28 a 32 de Joel, no texto hebraico, perfazem um capítulo à parte — o 3. De fato, a grandeza e o alcance do assunto desta passagem — o futuro derramamento do Espírito sobre a igreja — requer um capítulo à parte!

Esta sublimidade, pode ser relacionada ao que está revelado em 2 Coríntios 3.7-12, principalmente o v. 8, que diz: “Como não será de maior glória o ministério do Espírito?”

Aleluia! Esta passagem, juntamente com Romanos 8, é uma das mais ricas de toda a Bíblia sobre o indizível e glorioso ministério do Espírito nesta era da igreja. Ler Is 55.1; 44.3.

Obs.: “[…] Os pentecostais acreditam que a experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é crucial para a Igreja contemporânea.

Stronstad diz que as implicações da teologia de Lucas são claras: Já que o dom do Espírito era carismático ou vocacional para Jesus e a Igreja Primitiva, assim também deve ter uma dimensão vocacional na experiência do povo de Deus hoje’.

Por quê? Porque a Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja em Atos dos Apóstolos, precisa de poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo e Cristo.

O Espírito veio no dia de Pentecostes porque os seguidores de Jesus precisavam de um batismo no Espírito que vestisse de poder o seu testemunho, de maneira que outros pudessem também entrar na vida e na salvação’.

E, por ter vindo no dia de Pentecostes, o Espírito volta repetidas vezes, visando o mesmo propósito” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal o de Janeiro: CPAD, 1996, p.456). O Espírito Santo nos dá a força necessária para aguarda a segunda vinda de Cristo.

 

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A PROMESSA DO PENTECOSTES E SUA UNIVERSALIDADE (vv.17,18).

Nos tempos do Antigo Testamento, o Espírito Santo, por via de regra, permanecia entre os fiéis (Ag 2.5; Is 63.11).

Há poucos casos de homens a quem Deus encheu do seu Espírito para missões específicas, como os costureiros de Êxodo 28.3; Bezalel (Êx 31.3; 35.31); e Josué (Dt 34.9).

Habitação do Espírito.

Nesta dispensação da igreja, isto é, do corpo místico dos salvos em Cristo, o Espírito habita em toda pessoa por Ele regenerada e salva por Jesus (Jo 14.16,17; 1 Jo 4.13; Rm 8.9).

Ao mesmo tempo, Jesus também quer batizar os crentes com o Espírito Santo, revestindo-os com poder para o serviço do Senhor (At 1.5; 2.1-4, 32, 33; Lc 24.49).

Foi essa capacitação sobrenatural nos crentes dos primeiros tempos, o segredo do rápido e vitorioso avanço do reino de Deus, apesar das limitações, sofrimentos e perseguições.

Não há outra explicação. Hoje, com tantos recursos da ciência moderna, saberes e técnicas aprendidas nas escolas, o avanço é lento e, às vezes, quase nenhum.

É a diferença entre a requintada armadura de Saul sem o Espírito de Deus (1 Sm 16.14), e o jovem Davi desprovido dela, mas ungido e possuído pelo Espírito Santo (1 Sm 16.13).

“Sobre toda a carne” (v.17).

Isso fala de algo da parte de Deus para todos, em todos os países, povos e raças do mundo. Também de imparcialidade.

“Vossos filhos e vossas filhas”

Para a família, o lar; também, sem distinção de sexo.

“Vossos jovens e vossos velhos”

Sem distinção de idade, pois Deus quer usar a todos, de um modo ou de outro.

“Servos e servas”

Não há discriminação social. Deus abençoa os que são pequenos em si mesmos, mas elevados no Senhor (Sl 115.13; Hb 8.11).

Este manancial está a fluir desde o Dia de Pentecostes. O v.16 afirma: “isto é o que foi dito pelo profeta”. Não é apenas para o futuro, mas também para os dias atuais.

Obs.: “[.,.] A xenolalia é, ao mesmo tempo, a mais difícil variação da glossolalia para documentar e a mais amplamente registrada.

Por exemplo, Emílio Conde relatou, na obra História das Assembleias de Deus no Brasil, p.67, que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raimunda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito SantoEla falou em línguas estranhas com tanto poder que os assistentes encheram-se de temor de Deus.

Os judeus negociantes da cidade haviam comparecido ao batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouvira que não se conteve e clamou em alta voz no meio da multidão: ‘Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher está falando a minha língua’.

O judeu não era crente. Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em hebraico” (ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.332).

 

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E OS DONS ESPIRITUAIS NA VIDA DO CRENTE

1 – O Batismo

O batismo no Espírito Santo é a experiência subseqüente a salvação que capacita o crente:

(1) ao ministério evangelístico (At 1.8; 8.1-40);

(2) a falar em outras línguas (At 2.4; 10.45,46);

(3) a testemunhar com poder e ousadia (At 4.7-22,31);

(4) agir sobrenaturalmente (At 5.1-11; 13.8-12; 6.8; 16.16-20);

(5) a servir a igreja em suas necessidades sociais (At 6.1-7);

(6) atender a chamada ministerial específica (At 13.1-4; 26.29; 10.1-48; At 20.24);

(7) a contribuir com o avanço do Reino de Deus (5.14-16,42; 6.7; 8.25; 9.31; 19.20; 28.31);

(8) a glorificar e orar a Deus poderosamente (At 10.45,46; 16.15; 4.31; Ef 5.18-20; Cl 3.16; Rm 8.26; Jd v.20).

Por essas e outras inumeráveis razões o crente deve orar e glorificar intensamente a Deus a fim de que receba a magnífica promessa do batismo no Espírito Santo.

2 – Dons Espirituais.

Recursos extraordinários que o Senhor Jesus Cristo, mediante o Espírito, colocou à disposição da Igreja, visando:

1) o aperfeiçoamento dos santos;

2) a ampliação do conhecimento, do poder e da proclamação do povo de Deus; e:

3) chamar a atenção dos incrédulos à realidade divina. Os dons espirituais dividem-se em três grupos:

3 – Os Dons e sua classificação

A – Dons de Revelação. Palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos. Através dos quais a igreja é capacitada a conhecer de maneira sobrenatural.

B – Dons de Poder. Fé, Maravilhas e Cura. Por intermédio dos quais a Igreja pode agir de forma extraordinária.

C – Dons de Alocução. Línguas, interpretação e profecia. Por meio dos quais a Igreja recebe a graça de proclamar os arcanos divinos de modo milagroso (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.127-28).

Obs.: Glossolalia – “[Do gr. glosso, língua + latia, falar em língua] Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas.

[…] A glossoláia, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja”. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp. 201-02.

 

CONCLUSÃO

É bem visto que, muitas inovações, modismos e práticas descabidas e antibíblicas vêm afetando o genuíno Movimento Pentecostal, inclusive a Assembléia de Deus.

Precisamos voltar sempre ao cenáculo para receber mais poder (Ef 5.18), mas igualmente, manter a “sã doutrina” do Senhor (Tt 2.1,7; 1 Tm 4.16).

Busquemos um maior e contínuo avivamento espiritual, segundo a doutrina bíblica, como fez o salmista: “Vivifica-me segundo a tua Palavra” (Sl 119.25,154).

 

Referências 

– Bíblia do Pregador Pentecostal (ARC)

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– Apontamentos Teológico do Autor

– Dicionário Online da Língua Portuguesa Online

– Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 3º Trimestre de 2006  – Título: As Doutrinas Bíblicas Pentecostais – Comentarista: Antonio Gilberto – Lição 4: O batismo com o Espírito Santo – Data: 23 de Julho de 2006

 

Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior. Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC. Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB). Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama). Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI). Conferencista, Seminarista, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

 

 

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