Fidelidade firmes na fé em Jesus Cristo

Fidelidade Firmes na fé

FIDELIDADE FIRMES NA FÉ

 

No inicio da conversão, muitos desenvolvem uma fé inabalável, revelando sua fidelidade ao Senhor.

Mas com o passar dos anos, diante das muitas dificuldades, os crentes vão esmorecendo na fé e comprometendo a sua fidelidade para com o Senhor.

Não podemos nos esquecer que precisamos permaneceríeis até o fim (Ap 2.10). É preciso perseverar! Vivemos tempos difíceis e somente um coração fiel a Deus e a sua Palavra pode nos livrar das heresias e da apostasia para vivermos em fidelidade firmes na fé.

 

Neste artigo você estudará sobre:

1. Definição de Fidelidade

2. Argumento Teológico

3. O perigo da Idolatria

4. A fidelidade identificada

5. Fé no Antigo Testamento

Bons estudos!

 

TEXTO BÍBLICO

(Hebreus 10.35 – 39)

35 Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão.

36 Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.

37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.

38 Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.

 

DEFINIÇÃO DE FIDELIDADE

1 – Fidelidade

Esta palavra é corretamente traduzida em Romanos 3.3 (fidelidade). Gálatas 5.22, a ARA corrige fé (ARC) por fidelidade.

Fé, pistis,, primeiramente, ‘persuasão firme‘, convicção fundamentada no ouvir (cognato de peitho, ‘persuadir’, sempre é usado no Novo Testamento acerca da ‘fé em Deus ou em Jesus, ou às coisas espirituais. A palavra é usada com referência:

(a) à confiança (por exemplo, Rm 3.25);

(b) à fidedignidade, fidelidade, Lealdade (por exemplo, Mt 23.23);

(c) por metonímia, ao que é criado, o conteúdo da crença, a fé (At 6.7); (d) à base para a ‘fé’, a garantia, a certeza (At 17.31);

(e) a um penhor de fidelidade, fé empenhada (1Tm 5.12).

Elementos da Fé

Os principais elementos da em sua relação com o Deus invisível, em distinção da fé no homem, são ressaltados sobretudo no uso deste substantivo e do verbo correspondente, pisteuo.

Tais elementos são:

(1) uma firme convicção, produzindo um pleno reconhecimento da revelação ou verdade de Deus (por exemplo, 2 Ts 2.11,12);

(2) uma entrega pessoal a Ele (Jo 1.12);

(3) uma conduta inspirada por tal entrega (2 Co 5-7)” (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002,p.648).

ARGUMENTO TEOLÓGICO

A fidelidade como fruto do Espírito tem muito a ver com a moral e ética crista. Esse fruto abençoado coloca o padrão cristão no nível de responsabilidade em palavras e ação.

Houve um tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor, e um aperto de mão era tão bom quanto um contrato assinado. Isto não parece ser verdade em nossos dias.

Mas o homem que anda com Deus é diferente, porque nele está o fruto que é lealdade, honestidade e sinceridade. O Espírito Santo sempre concede poder para o cristão ser um homem de palavra.

A fidelidade como fruto do Espírito nos torna leais a Deus, leais a nossos companheiros, amigos, colegas de trabalho, empregados e empregadores. O homem leal apoiará o que é certo mesmo quando for mais fácil permanecer calado. Ele é leal quer esteja calado.

Ele é leal quer esteja sendo observado, quer não. Este princípio é ilustrado em Mateus 25.14-30. Os servos que eram fiéis e fizeram como foram instruídos mesmo na ausência do senhor foram elogiados e recompensados.

O servo infiel foi castigado” (GILBERTO, Antônio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2004 p. 112). Fidelidade firmes na Fé.

 

IDOLATRIA, UM PERIGO

Idolatria

“Esta é uma transliteração da palavra gr. eidolatrio, cujo significado entendemos ser ‘a adoração a ídolos; a adoração a imagens como divinas e sagradas’.

Como uma criatura ligada ao tempo e ao espaço, o homem tem estado especialmente inclinado a prestar adoração a algum tipo de símbolo visível de divindade.

Ele aparece anelar por manifestações tangíveis da presença divina. Durante a história humana, esta atitude tomou várias formas e manifestações.

Mesmo que o homem tenha abandonado a adoração ao verdadeiro Deus, ele não renunciou à religião, mas procurou substituir o verdadeiro Deus por um deus falso que tivesse de acordo com seu próprio gosto.

A proibição da idolatria é um dos poucos conceitos absolutos e imutáveis no sistema judaico de ética (juntamente com o incesto e o assassinato).

A adoração sem a imagem de Jeová anunciava não meramente que Ele era maior do que a natureza, mas que também não era limitado por ela.

No Antigo Testamento, há muitos termos hebraicos usados como escárnio à idolatria, indicando sua infância e obscenidade, bem como seu absoluto vazio.

Todas as camadas da lei judaica dão testemunho da oposição a se fazer um retrato de Deus. Os dois primeiros mandamentos proíbem a adoração de imagens, bem como a adoração a qualquer outro deus (cf. Êx 20).

A idolatria era classificada como uma ofensa de estado e cheirava a traição, devendo ser punida com a morte (Dt 17.2-7) (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 946).

Heresiologia

A palavra ‘heresiologia’ deriva-se do vocábulo grego hairesia, que significa opinião escolhida, seleção, preferência, e ‘logia’ – tratado ou estudo. Assim a palavra exprime: Estudo sobre a opinião escolhida, em oposição a uma disciplina aceita, acatada.

É, pois, uma doutrina falsa. A Bíblia fala de heresia em 2 Pedro 2.1 e Judas 4, e afirma que é um fruto da carne (Cl 5.20). Para conhecer mais leia, Heresiologia, Coleção Ensino Teológico, CPAD, p. 12.

 

A FIDELIDADE IDENTIFICADA

Seis Tipos de Fé:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé…” (Gálatas 5:22). Esta tradução diz fé, em vez de fidelidade, como um dos aspectos do fruto do Espírito.

Porém, conforme veremos, a palavra fidelidade é a tradução mais exata. No seu sentido mais amplo, a fé é a nossa inabalável crença em Deus e no evangelho, pelo que a fé é o tronco e não o fruto.

O fruto do Espírito aparece como qualidades ou atributos; a fidelidade é o atributo daquele que tem fé. Antes de podermos estudar o sentido da fidelidade como fruto do Espírito, temos que primeiro compreender o significado da palavra fé.

Para tanto, examinaremos os seis aspectos da fé. Fidelidade firmes na Fé. A fé expressa-se de diversas maneiras:

1. A fé natural.

Todos nascem com natural, a qual está simplesmente relacionada com o raciocínio humano. Essa é a fé que alguém tem quando toma um avião.

É preciso crer que o avião está em boas condições mecânicas e que tem tudo quanto é necessário para o pôr em condições de voar.

Também é preciso crer que o piloto tem a preparação e a capacidade necessárias para fazer o avião levantar voo, aterrando no destino certo.

Todos os dias precisamos de exercer a nossa fé natural de muitas maneiras. Como quando comemos alimentos preparados por outras pessoas, quando atravessamos um cruzamento de trânsito intenso, quando ligamos o interruptor de uma lâmpada, e em todas as nossas relações com outras pessoas.

Dependemos de certas crenças baseadas em experiências passadas, que mostram que isto ou aquilo é digno da nossa confiança. Nesse sentido, uma pessoa pode ter uma crença intelectual ou fé de que Deus existe, mesmo sem desfrutar de relacionamento pessoal com Ele.

2. A fé salvadora.

Essa fé é derramada nos nossos corações pela Palavra de Deus, ungida pelo Espírito Santo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Essa é a fé que Deus desperta nos nossos corações quando ouvimos a mensagem do evangelho.

A nossa parte consiste em agir de acordo com essa fé, confessando os nossos pecados e aceitando o dom da salvação de Deus.

Quando o carcereiro perguntou ao apóstolo Paulo: “… Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” a resposta de Paulo foi: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo…” (Atos 16:30-31).

3. A fé viva.

Depois de aceitarmos Cristo, temos uma fé que é uma firme e inabalável confiança em Deus; uma fé perseverante. Essa fé faz-nos confiar em Deus, não importa o que aconteça, porque estamos seguros em Cristo.

A fé viva impede que sejamos vencidos pelas nossas tribulações. Essa é a fé expressa por Paulo, em 2 Coríntios 4:13: “E temos, portanto, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Cri, por isso falei…”.

4. O dom da fé.

Esta fé consiste num dom sobrenatural do Espírito Santo, concedido à Igreja conforme a Sua vontade: “E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé…” (1 Coríntios 12:9).

Esta fé é exercida na Igreja através de milagres, curas e outras manifestações do Espírito de Deus. Esta é a fé de Deus operando através do homem.

5. O fruto da fé (fidelidade).

Diferente do dom da fé, a fé como fruto do Espírito cresce dentro de nós (2 Coríntios 10:15; 2 Tessalonicenses 1:3). Jesus mencionou essa fé em Marcos 11:22: “…Tende fé em Deus”.

Literalmente, essas palavras significam: “Tendo a fé que vem de Deus”. Essa fé revela-se por uma qualidade ou atitude de confiabilidade.

6. A fé como crença.

Aquilo em que se crê, isto é, o conteúdo da nossa crença, é também chamado de fé, conforme se vê em Actos 6:7: “E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedeciam a fé”.

Por outras palavras, aqueles sacerdotes aceitaram a doutrina cristã; foram conquistados pelo poder das verdades de Cristo. Essa doutrina, essas verdades, tornaram-se a sua fé.

 

FÉ NO ANTIGO TESTAMENTO

De aman é que vem a palavra hebraica emun, “fé”, usada em Deuteronômio 32:20 no sentido negativo, em relação aos israelitas infiéis.

Daí também vem a palavra hebraica omenah, “confiança”, que encontramos em Êxodo 18:21, sobre a nomeação de homens dignos de confiança. A palavra amém também deriva de aman, conforme vemos em Números 5:22.

Então, destes exemplos podemos ver que a ideia principal em torno do conceito de fidelidade, no Antigo Testamento, está relacionada com confiança, firmeza e certeza.

No Novo Testamento, a palavra grega pistis é traduzida em português pela palavra “fé”.

A sua ideia central é a de total persuasão ou convicção com base em algo que se ouviu dizer, conforme vemos em Romanos 10:17: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. No texto de Mateus 23:23, o termo grego pistis está relacionado com confiança ou fidelidade.

É interessante observar que Jesus afirmou com ênfase que Ele é a verdade, e que n’Ele devemos confiar ao usar a expressão dupla “Ámen, ámen” por nada menos de vinte e cinco vezes no evangelho de João.

As Bíblias em português traduzem essas expressões de Jesus, “Ámen, ámen”, por “em verdade, em verdade”. A primeira dessas expressões de Jesus está em João 1:51.

A palavra Fé no Antigo Testamento

A palavra fé aparece muito poucas vezes no Antigo Testamento, embora estivesse bem presente na vida dos santos daquele tempo. O texto de Hebreus 11:2 diz que foi pela fé que os antigos obtiveram bom testemunho.

Esse capítulo da Epístola aos Hebreus ocupa-se em descrever em pormenor a fé de muitos santos do Antigo Testamento. Eles foram salvos através da fé, da mesma maneira que qualquer outra pessoa pode ser salva hoje em dia. Fidelidade firmes na Fé.

Contudo, foram salvos pela fé no vindouro Cordeiro de Deus, ao passo que nós somos salvos pela fé no mesmo Cordeiro que já foi morto.

Eles viviam à sombra da Sua vinda futura e nós vivemos na realidade dessa vinda (Colossenses 2:17). A única diferença pois, é que, na sombra a realidade nem sempre é vista, mas ela está lá, está presente!

Para exemplificar, o livro de Ester é a admirável narrativa do salvamento sobrenatural, pela mão de Deus, do povo de Israel, embora o nome de Deus não seja ali mencionado uma única vez.

A Sua “sombra” está lá, embora Ele não seja visto. Aqui temos uma verdade consoladora – mesmo quando não vemos Deus presente num determinado curso de eventos, sabemos que Ele está lá, pronto para nos ajudar.

Promete-nos o texto de Salmos 121:5: “O Senhor é quem te guarda: o Senhor é a tua sombra à tua direita”. A palavra fé é mencionada só duas vezes no Antigo Testamento: em Deuteronômio 32:20 e em Habacuque 2.4.

A confiança em Deus

Porém, a sombra da fé pode ser vista e sentida por todos os livros do Antigo testamento. Isso é confirmado em Hebreus 11.

Este capítulo também indica, com clareza, que a fidelidade é o verdadeiro sentido da fé como fruto do Espírito. Já dissemos que a palavra grega pistis é traduzida tanto por fé, como por fidelidade, em diferentes versões das Escrituras.

A razão disso é que no nosso relacionamento com Jesus Cristo há dois aspectos a serem considerados na nossa fé. A fé é a íntima relação entre o nosso espírito e o nosso Mestre, Jesus Cristo.

Em primeiro lugar ela consiste na nossa confiança n’Ele, de que Ele nos salvou completamente (João 1:12; Hebreus 7:25). Em segundo lugar, a fé em Cristo resulta na total entrega da pessoa salva ao seu Salvador.

O primeiro desses aspectos da fé liga-nos a Jesus como o nosso Salvador; e o segundo liga-nos a Ele em total lealdade: “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:6).

Por conseguinte, os dois usos principais da palavra grega pistis referem-se ao acto da fé e à nossa fidelidade ao Senhor.

No grego secular, a palavra grega pistis era geralmente empregada para indicar “confiabilidade”, uma característica da pessoa em quem podemos confiar.

Confiabilidade é um termo que significa apenas “digno de confiança”, referindo-se a alguém em quem podemos confiar totalmente. Essa confiabilidade tem o sentido de fidelidade ante padrões de verdade e de fidelidade no trato com outras pessoas.

A pessoa digna de confiança é aquela em quem sempre podemos confiar que fará o que é certo e que cumprirá a sua palavra. Assim, a fidelidade como fruto do Espírito envolve as ideias básicas de integridade, fidelidade, lealdade, honestidade e sinceridade.

 

CONCLUSÃO

A fidelidade, fruto do Espírito, nos ajuda a nos mantermos fiéis até o fim assim como foi alguns homens de Deus na Bíblia, tais como: José foi um líder notável e um fiel servo de Deus.

Preferiu ir para a prisão do que ser infiel para com o seu Senhor. O registro da sua grande fidelidade encontra-se em Gênesis 37-48.

Josué foi escolhido para conduzir os israelitas à Terra Prometida, porque era homem fiel e digno de confiança. Um dos exemplos da sua fidelidade encontra-se em Josué 9, quando ele manteve a sua palavra, recusando-se a executar os gibeonitas. 

A obediência de Moisés envolveu três atitudes:

(1) Ele recusou-se a ser conhecido como filho da filha do Faraó.  (Hebreus 11:24). Por outras palavras, ele preferiu seguir o caminho de Deus, em vez de desfrutar dos privilégios da realeza.

(2) Ele preferiu ser maltratado na companhia do povo de Deus. A fidelidade na obediência é comprovada quando temos de tomar decisões que, humanamente falando, nos são prejudiciais.

(3) Ele deixou o Egito, sem temer a ira do rei. Algumas vezes, a obediência requer do crente que deixe alguma coisa para trás. Moisés fez tudo isso porque era um fiel servo do Senhor. 

Davi foi homem dotado de grande fé. É inspirador considerar como David confiava em Deus; como confiava na fidelidade do Senhor; nas Suas promessas.

Quando David foi coroado rei de todo o povo de Israel, Deus prometeu-lhe que a sua casa e o seu reino perdurariam para sempre. Imediatamente David ficou perante o Senhor (2 Samuel 7:16-18).

Certamente foi um tempo de grande refrigério espiritual para Davi, porque logo que ele saiu daquele recinto sagrado obteve uma notável vitória sobre os filisteus. Fidelidade firmes na Fé.

 

Referências

– Bíblia do Pregador Pentecostal (ARC).

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC).

– Apontamentos Teológico do Autor.

– Dicionário da Língua Portuguesa Online.

– Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 1º Trimestre de 2005 – Título: O Fruto do Espírito — A plenitude de Cristo na vida do crente – Comentarista: Antonio Gilberto – Lição 7: Benignidade e bondade: O fruto gêmeo – Data: 13 de fevereiro de 2005

– http://portugues.globalreach.org/portugues/images/S6361_07.pdf

 

Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior. Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC. Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB). Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama). Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI). Conferencista, Seminarista, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

 

 

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