Benignidade um escudo protetor contra as porfias

Benignidade um escudo protetor contra as porfias

Benignidade um escudo protetor contra as Porfias

Nesse artigo trataremos sobre a benignidade um escudo protetor contra as porfias.

A benignidade é amor compassivo e expressa o nosso relacionamento com o próximo, a expressão do amor de uma pessoa para com outra, contudo, é diferente do uso secular e popular.

Lembrando que a benignidade entre os irmãos é uma ordenança bíblica (Ef 4:32).

Texto Bíblico Colossenses 3.12 – 17

Definição Teológica do termo Benignidade

A palavra benignidade em Gaiatas 5.22 é tradução do termo grego cherestotes, que significa bondade como qualidade de pureza e também como disposição afável de caráter e atitudes.

Abrange ternura, compaixão e brandura. Em Mateus 11.30, a palavra chrestotes é usada para descrever o jugo de Jesus.

Ele disse: ‘Porque o meu jugo é suave [chrestos], e o meu fardo é leve’. O jugo de Cristo fala do desenvolvimento de uma vida disciplinada através da obediência, submissão, companheirismo, serviço e cooperação. Clique aqui e leia mais sobre a formação do caráter cristão.

É uma relação cortês, gentil e aprazível (benigna) porque está baseada no compromisso e amor, e não na força e servidão.

Temos um Mestre a quem servir, porque o amamos, e também servimos uns aos outros em razão de nosso amor por Ele. Servir sem amor é intolerável — servir por amor é o mais alto privilégio.

A palavra chrestos também é usada em Lucas 5.39 para descrever o vinho velho, que é melhor ou doce. Não há amargura nesse vinho. Esta ideia nos ajuda a entender melhor o que o apóstolo Paulo nos diz em Efésios 431,32 e 5.1,2 (GILBERTO, Antônio. O Fruto do Espírito; A plenitude de Cristo na vida do crente. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 90).

Gálatas 5.22

A palavra benignidade, no original do Novo Testamento, não significa apenas a qualidade de ser puro e bom, mas também, ser devotado a atos e a atitudes bondosas. O termo também expressa ternura, compaixão e brandura.

Em Mateus 11.30, a mesma palavra é usada para descrever o jugo de Jesus. Ele disse: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.

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O jugo de Cristo refere-se ao desenvolvimento de uma vida disciplinada através da obediência, submissão, companhia, serviço e cooperação.

É uma relação cortês, gentil e agradável, porquanto se baseia no compromisso e no amor, e não na força e na servidão. Servimos ao nosso Mestre porque o amamos, e servimos uns aos outros em consequência de nosso amor por Ele.

Servir sem amor é insuportável — servir por amor é o mais sublime privilégio. Benignidade um escudo contra protetor contra as porfias.

Exemplo de personagens Bíblicos que foram Benignos

1. Jó. Este servo de Deus não foi apenas paciente, mas também um exemplo significativo de benignidade e bondade: “Eu era o olho do cego e os pés do coxo; dos necessitados era pai e as causas de que não tinha conhecimento inquiria com diligência; e quebrava os queixais do perverso e dos seus dentes tirava a presa… O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante” (Jó 29.15,17; 31.32).

2. Davi. É comovente a benignidade imparcial de Davi em favor da casa de seu inimigo, Saul. O salmista demonstrou o mais sublime grau desta virtude, considerando-a como “beneficência de Deus” (2Sm 9.1-3).

Também aprendemos a agir desta forma através da instrução de Paulo a Timóteo: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso [benigno] para com todos” (2Tm 2.24).

3. Jesus. O Mestre demonstrou benignidade até ao final, na cruz. Enquanto estava pendurado na cruz, providenciou alguém para cuidar de sua mãe (Jo 19.26,27), suplicou perdão em favor de seus inimigos (Lc 23.34), e demonstrou, em sua forma mais sublime, o sentido real de ser benigno e misericordioso com os outros ao entregar-se por nós.

4. Paulo. Antes de sua conversão, era conhecido por sua inclemência para com os cristãos, segundo ele mesmo testemunhou. Contudo, ao tornar-se uma nova criatura em Cristo, declarou: “Fomos brandos [benignos] entre vós, como a ama que cria seus filhos” (1Ts 2.7).

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5. Estevão. Ele foi um exemplo de benignidade. Ao invés de desejar a morte de seus opressores, orou por eles enquanto estava sendo apedrejado até morrer (At 7.59,60).

Benignidade

A palavra grega chrestotes nos faz lembrar Cristo, o exemplo supremo da benignidade. Paciência e benignidade estão juntas na primeira linha da descrição do amor de Deus (1Co 13.4).

Paulo nos conclama a seguir o exemplo de Cristo, a sermos benignos e compassivos, perdoando uns aos outros (Ef 4.32). A severidade não é o modo de agir do corpo de Cristo. A mútua estima e respeito, sim.

A benignidade é o bálsamo que nos une, à medida que aprendemos a dar valor uns aos outros. Até mesmo os dons são resultados da benignidade de Deus para conosco. Benignidade um escudo contra protetor contra as porfias.

Bondade

O significado essencial de agathosune, traduzido por ‘bondade’, é a generosidade que flui de uma santa retidão dada por Deus. Paulo recomenda: ‘comunicai [reparti] com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade’ (Rm 12.13), para ‘repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28). A razão básica dos dons é ser uma bênção ao próximo.

A bondade, ou generosidade, nos leva à preocupação com as pessoas de modo prático e dinâmico, onde quer que estas se encontrem. A Igreja Primitiva sabia praticar a mútua generosidade, sem medo de exagerar nos cuidados” (LIM, David. Os dons espirituais. In HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia sistemática: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.490). Leia mais sobre a bondade que confere vida.

Definição do termo Porfia

Erithia denota ambição, egoísmo, rivalidade, sendo voluntariosidade a ideia subjacente na palavra; por conseguinte, denota ‘fazedor de partidos de divisões’.

É derivado, não de éris. ‘discussão’, mas de erithos. ‘mercenário, pessoa capaz de tudo por dinheiro’; por conseguinte, o significado de ‘buscar ganhar seguidores’, facções, ‘porfias, contendas’.

É traduzido em 2 Coríntios 12.20 por ‘porfias‘, não é improvável que o significado aqui seja rivalidade ou ambições vis (todas as outras palavras na Lista expressam ideias abstraias em vez de facções).

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Também ocorre em Gálatas 5-20; Fp 1.17; 2.3; Tg 3.14,16. Em Romanos 2.8 é traduzido como adjetivo, ‘contencioso’. Para conhecer mais leia, Dicionário Vine, CPAD, p. 884.

A ordem ‘pendências, invejas, iras, porfias’, é a mesma em 2Co 12.20 e Gl 5.20. A ‘porfia’ é fruto do ciúme. Contraste com o adjetivo sinônimo hairetikos, que ocorre em Tito 3.10, ‘faccioso’ (ARA), que causa divisão, não necessariamente ‘herege’ (RC), no sentido de manter falsa doutrina” (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 884-85).

Cristo nosso exemplo

Cristo é nosso exemplo de como andar em amor, como oferta de cheiro perfumado. As ofertas pelo pecado descritas no Antigo Testamento não eram perfumadas.

Mas isto é dito acerca de Jesus, nossa oferta pelo pecado, que se deu em ternura, compaixão e brandura, porque Ele nos amou. Cristo é o nosso modelo supremo de caráter.

Jesus demonstrou em sua forma mais elevada o significado de ser benigno e misericordioso uns para com os outros. É por isso que para o apóstolo Paulo Ele era a oferta de cheiro perfumado, oferecida em amor.

Em 1Pedro 2.3, a versão Almeida Revista e Atualizada traduz o termo grego chrestotes (ou chrestos) por ‘bondoso’; ‘Se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso’.

Referência semelhante no Antigo Testamento ocorre em Salmos 34.8: ‘Provai e vede que o Senhor é bom’, o que fala de brandura. Estes versículos bíblicos dizem respeito a experimentar de modo pessoal a benignidade de Deus” (GILBERTO. Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente,2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004,p. 91).

Conclusão

Portanto, a bíblia nos mostra que a salvação é adquirida mediante a no sacrifício vicário do Filho de Deus, e não por causa de nossa bondade e santidade.

Contudo, como cristãos, devemos refletir o caráter de Cristo através da manifestação do fruto do Espírito produzido em nós. Não somos salvos por meio das boas obras, mas, para praticá-las. Benignidade um escudo contra protetor contra as porfias.

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