Vivendo de forma Moderada em Jesus Cristo

Vivendo de forma Moderada

VIVENDO DE FORMA MODERADA

 

O fruto do Espírito pode ser visto na relação que alguém tem consigo mesmo. Também pode ser traduzido como “temperança”.

No sentido original, o termo grego descreve a capacidade de uma pessoa conter-se a si mesma. Exercendo o domínio próprio, submetemos todas as nossas vontades à obediência a Cristo, vivendo de forma moderada.

 

Neste artigo você estudará sobre:

1. Definição da palavra Temperança

2. Argumentação Social

3. Prostituição e Glutonaria, obras da carne

4. A vida controlada pelo Espírito

Bons estudos!

 

TEXTO BÍBLICO

(1 João 2.12-17).

12 — Filhinhos, escrevo-vos porque, pelo seu nome, vos são perdoados os pecados.

13 — Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.

14 — Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.

15 — Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

16 — Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.

17 — E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

 

DEFINIÇÃO DA PALAVRA TEMPERANÇA

“A palavra grega egkrateia significa ‘temperança’ ou ‘domínio próprio’ até sobre paixões sensuais. Inclui, portanto, a castidade.

Essa ênfase não aparece nos textos de Romanos 12 e 1 Coríntios 12—14. Por outro lado, o contexto anterior oferece um tratamento completo do assunto.

Em Efésios 4.17-22, a vida nova é contrastada nitidamente com a antiga. A imoralidade não tem lugar na vida de uma pessoa que procura ser vaso de bênçãos nas mãos de Deus. Se o viver santo não acompanhar os dons, o nome de Cristo é envergonhado.

O ministério verdadeiramente eficaz perde seu impacto. Os milagres talvez continuem durante algum tempo, mas Deus não recebe nenhuma glória. Os milagres não garantem a santidade, porém a santidade é vital para o verdadeiro ministério espiritual” (HORTON, Stanley H. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.492).

“A temperança não é apenas moderação. É controle próprio. O verbo correspondente é usado para os atletas que precisam se controlar em tudo para serem vitoriosos (1 Coríntios 9.25).

O Espírito nem sempre remove todos os desejos da carne, e, certamente, nem todos os impulsos e tendências da carne. Mas parte do seu fruto é que Ele nos ajuda a desenvolver o autocontrole que domina esses desejos, impulsos, paixões e apetites.

O autocontrole não aparece automaticamente. O que o Espírito faz é ajudar-nos a disciplinar a nós mesmos”. Para conhecer mais leia, A Doutrina do Espírito Santo, CPAD, p.194.

ARGUMENTAÇÃO SOCIAL

Vivemos numa sociedade onde os excessos da vida são estimulados diariamente, como o acesso ao consumo diante das propagandas midiáticas prometendo “céus e terras”. Os Shoppings Centers talvez seja o maior exemplo do reflexo desse espírito consumista.

A imagem dos rodízios, onde as pessoas comem muito mais do que seria o adequado para o seu bem estar.

Os valores exorbitantes de aparelhos de telefone celular, bolsas importadas e tantos outros itens que não fazem parte da realidade econômica da maioria das pessoas, mas que impõem a ela a necessidade de adquirir sem poder. Esse é o “espírito” do nosso tempo!

A palavra “temperança” também é apontada como “domínio próprio” ou “autodomínio”. Conforme 1 Coríntios 9.27, a palavra mostra que a temperança ou o autodomínio é uma virtude do Espírito Santo que nos ajuda a dominar nossos impulsos carnais.

É a virtude de conter a si mesmo, conter todos os vícios enumerados pelo apóstolo Paulo: a prostituição, a impureza, a indecência, a glutonaria e as bebedices.

Deus nos dar poder para resistir e nunca nos deixarmos dominar por esses vícios. É urgente nos encontrar vivendo de forma moderada.

 

PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, OBRAS DA CARNE

1 – Prostituição

“Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

“A Bíblia defende consistentemente a pureza moral e mantém uma posição firme contra a prostituição de qualquer tipo. Várias proibições podem ser encontradas na lei mosaica (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.21).

O livro de Provérbios está repleto de advertências àqueles que desejam procurar prostitutas. Os mesmos riscos eram enfrentados pelos crentes do Novo Testamento, pois vários cultos da fertilidade ainda prevaleciam no Império Romano e o aspecto geral da moralidade no primeiro século era bastante baixo.

A proibição contra a prostituição era incluída nas proibições gerais sobre os relacionamentos sexuais ilícitos, claramente expressas no Novo Testamento” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1254).

O ser humano anda na corda bamba entre o equilíbrio e a falta de moderação. Em Gálatas, a palavra grega que aparece para prostituição é porneia. O termo se refere a todo tipo de imoralidade sexual.

Note que as três palavras que aparecem no texto bíblico de Gálatas 5 — prostituição, impureza e lascívia —, embora tenham significados distintos, têm a mesma conotação: imoralidade sexual. Ou seja, a conduta que vai à contramão da vontade de Deus em relação à vida sexual.

Aqui, há um grande apelo do apóstolo aos crentes da Galácia para cultivarem uma vida íntima de acordo com a vontade de Deus. Isso demandaria equilíbrio espiritual!

“Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus.

Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às ideias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (cf. Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la.

Considerando padrões a baixa moralidade que prevalece em nossos dias, precisamos de dirigentes do tipo dos apóstolos, para conclamar a igreja a obedecer aos padrões divinos de retidão” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1847).

 2 – Glutonaria

“Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9 ).

Truphe, ‘luxo, suntuosidade, afetação, diversão, festança, folia’, é encontrada em 2Pe 2.13 (‘deleites’, literalmente, ‘contando se divertir no dia do prazer’). Em Lucas 7.25, é usada com a preposição em, ‘em’, e traduzido por ‘em delícias’.

Komos, ‘divertimento, folia, pândega, orgia’, a concomitância e consequência da bebedeira, é traduzido no plural em Romanos 13.13; Gl 5.21 e 1Pe 4.3 (‘glutonarias’).

Gaster (glutão) denota ‘barriga, ventre’. É usado em Tito 1.12, com o adjetivo argos, ‘ocioso, preguiçoso’, metaforicamente, para significar glutão; em outro lugar, ocorre em Lucas 1.31” (Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.676).

Junto com a glutonaria, podemos destacar também as bebedices. Com glutonaria, o texto bíblico se refere ao ato de comer demasiadamente ao ponto de se tornar em vício.

Ao lado das bebedices, a glutonaria está numa posição onde o apóstolo Paulo rechaça o vício na vida dos que seguem a Jesus.

Os vícios descritos em Gálatas revelam um estilo de vida hedonista, fruto da cultura pagã dos tempos de Paulo. Cada um vivia conforme seu gosto e sua maneira de ver a vida.

O que não é diferente da realidade atual. Por isso, somos instados pelo apóstolo a ter uma vida equilibrada, manifestando a virtude da temperança em toda a nossa maneira de viver. Isso nos ajuda a estar vivendo de forma moderada.

 

A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO (Vivendo de forma moderada)

1. Vida frutífera.

Quando o crente não se submete ao Espírito, cede aos desejos da natureza pecaminosa. Mas, ao permitir que Ele controle sua vida, torna-se um solo fértil, onde o fruto é produzido. Mediante o Espírito, conseguimos vencer os desejos da carne e viver uma vida frutífera. Portanto, vale a pena conhecer o Espírito Santo.

a) Segredo da batalha espiritual. Para ser vencedor nesta batalha, o segredo é andar no Espírito (Gl 5.24,25). Como fazemos isto? Ouvindo a sua voz, seguindo a sua liderança, obedecendo às suas ordens, confiando nEle e dependendo dEle.

b) Fruto e obras. Para mostrar o quanto é acentuado o contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito, o escritor aos Gálatas alistou-os no mesmo capítulo (Gl 5).

Desde que o Espírito Santo dirija e influencie o crente, o fruto se manifestará naturalmente nele (Rm 8.5-10). Da mesma maneira acontece ao ímpio, cuja natureza pecaminosa é quem o governa.

c) Fruto conforme a espécie. Cada um produz fruto segundo a sua espécie. Em João 14.16, lemos as palavras de Jesus aos discípulos: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. A palavra outro, no original, denota “outro da mesma espécie”.

O Espírito Santo é da mesma espécie que Jesus. Logo, é de sua natureza produzir um caráter semelhante ao de Cristo no crente. É da natureza da carne pecaminosa produzir maldade.

A Palavra de Deus é absoluta ao declarar que “os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21b). Estas obras da carne são características dos que vivem em pecado (Rm 7.20).

2. Maturidade e equilíbrio cristãos.

A Palavra de Deus afirma que o crente é recompensado ao dar toda a liberdade ao Espírito Santo para produzir, em seu interior, as qualidades de Cristo.

O capítulo 1 de 2 Pedro trata da necessidade de o crente desenvolver as dimensões espirituais da vida cristã. Com este crescimento, vem a maturidade e a estabilidade fundamentais para uma vida vitoriosa sobre a natureza velha e pecaminosa do homem (2Pe 1.10b.11). Clique aqui e leia mais sobre a formação do caráter cristão.

 

CONCLUSÃO

Portanto, a dimensão final do fruto do ESPÍRITO é a temperança ou autocontrole, isto é, o domínio sobre o ego.

É ilustrada através do treinamento rígido e da disciplina de atletas dos antigos tempos, que se empenhavam em conquistar o prêmio (Hoje, isso acabou e os chamados atletas são apenas profissionais e não mais vocacionais).

A temperança implica dominar as paixões sensuais e moderar os hábitos diários, ao invés de satisfazer os próprios desejos. Que Cristo e o Espírito Santo nos ajude a estar vivendo de forma moderada.

 

Referências

– Bíblia do Pregador Pentecostal (ARC)

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– Apontamentos Teológico do Autor

– Dicionário da Língua Portuguesa Online

 

Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior. Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC. Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB). Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama). Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI). Conferencista, Seminarista, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

 

 

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