O Crescimento do Reino de Deus

O crescimento do Reino de Deus

O CRESCIMENTO DO REINO DE DEUS

 

Através de suas parábolas, o Senhor Jesus continua a revelar-nos os grandes mistérios do Reino de Deus. A Igreja é o Reino de DEUS em franca expansão sobre a terra, conforme o Senhor JESUS nos revela na parábola do grão de mostarda.

 

TEXTO BÍBLICO

Marcos 4.30-32; Mateus 13.31-33; Lucas 13.18,19

Marcos 4.30-32

30 E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?

31 É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra;

32 Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.

 

Mateus 13.31-33:

31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;

32 O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

33 Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

 

Lucas 13.18,19:

18 E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei?

19 É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.

 

A GRANDE COMISSÃO RESPONSÁVEL PELO CRESCIMENTO

28.19 IDE… ENSINAI… BATIZANDO. Estas palavras constituem a Grande Comissão de CRISTO a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja.

(1) A igreja deve ir a todo o mundo e pregar

o evangelho a todos, de conformidade com a revelação no Novo Testamento, da parte de CRISTO e dos apóstolos (ver Ef 2.20 ). Esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4).

(2) O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão (perdão) dos pecados (Lc 24.47).

Na promessa do recebimento de o dom do Espírito Santo (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de JESUS, do céu (At 3.19,20; 1 Ts 1.10).

(3) O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos que observarão os mandamentos de Cristo.

Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão.

As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer discípulos que se separam do mundo, que observam os mandamentos de Cristo e que o seguem de todo o coração, mente e vontade (cf. Jo 8.31).

(4) Note-se, ainda, que Cristo nos ordena a concentrar nossos esforços para alcançar os perdidos e não em cristianizar a sociedade ou assumir o controle do mundo.

Aqueles que creem em Cristo devem abandonar o presente sistema mundano maligno e separar-se da sua imoralidade (Rm 13.12; 2 Co 6.14), e ao mesmo tempo expor a sua malignidade (Ef 5.11).

(5) Os que creem em Cristo e no evangelho devem ser batizados em água.

Este ato representa o compromisso que assumiram, de renúncia à imoralidade, ao mundo e à sua própria natureza pecaminosa e de se consagrar sem reservas a Cristo e aos propósitos do seu reino (ver At 22.16).

(6) Cristo estará com seus seguidores obedientes, através da presença e do poder do Espírito Santo (cf. v. 20; 1.23; 18.20).

Devem ir a todas as nações e testemunhar somente depois que do alto sejam revestidos de poder (Lc 24.49; ver At 1.8).

28.20 Estou Convosco. Esta promessa é a garantia de Cristo para os que estão empenhados em ganhar os perdidos e ensinar-lhes a obedecer aos seus padrões de retidão. Jesus ressurgiu, está vivo, e pessoalmente tem cuidado de cada filho seu. Ele está contigo na pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16,26), e através da sua Palavra (Jo 14.23).

Não importa a tua condição – fraco, pobre, humilde, sem importância , Ele cuida de ti e vê com solicitude cada detalhe das lutas e provações da vida e concede a graça suficiente (2 Co 12.9), bem como a sua presença para te dar vitória até o fim (28;20, At 18.10). Esta é a resposta do crente, ante cada temor, dúvida, problema, angústia e desânimo.

AO GRÃO DE MOSTARDA

Mostarda: substantivo feminino

Angiospermas.design. comum a algumas plantas dos gên. Sinapsis e Brassica, da fam. das crucíferas; mostardeira, mostardeiro. Angiospermas. planta anual (Sinapsis alba), de distribuição cosmopolita, folhas liradas e comestíveis, e silíquas curtas; é planta melífera e constitui bom alimento para aves domésticas e porcos; as sementes maceradas fornecem condimento; mostarda-branca, mostardeira-branca.

Angiospermas. Mais comum em Israel m.q. mostarda-preta (Brassica nigra). Semente dessas plantas: culinária. pasta feita do pó dessas sementes, à qual ger. são adicionados mosto, vinagre, sal e especiarias, us. como condimento. Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: culinária. Qualquer molho ou pasta, a que se adiciona ou não a mostarda, us. como aperitivo.

 

O CRESCIMENTO DO REINO

1 – O Grão de Mostarda, o Fermento e a Semente que Cresce

O grão de mostarda que Jesus tinha em mente na sua parábola (Mateus 13:31-32) era provavelmente a mostarda preta, uma árvore que cresce até uma altura de aproximadamente 5 metros. “Entre os rabinos, um ‘grão de mostarda’ era uma expressão comum para qualquer coisa muito pequena” (ISBE, vol. 3, pág. 2101). Era uma verdadeira maravilha que uma árvore bastante grande para que as aves repousassem em seus ramos pudesse sair de uma tão pequena semente.

W. F. Adeney (Pulpit Commentary) aponta três aspectos do crescimento do reino que podem ser vistos na parábola do grão de mostarda;

Parece pequeno no começo: poucos, nos dias de Jesus, poderiam ter imaginado como ele e seu grupo não promissor de apóstolos viraria o mundo de cabeça para baixo dentro de poucos anos (Atos 17:6) e finalmente mudaria o curso da história mundial com suas palavras inspiradas.

Contém o centro da vida: uma pequena pedra não tem vida e não gerará nada. Para a semente de mostarda produzir uma grande árvore precisa conter a maravilhosa fonte de vida. Ainda que a palavra de Deus pareça insignificante para alguns, ela contém a fonte da vida espiritual que determina uma transformação radical na vida dos que creem.

2 – Tem grande desenvolvimento: ao pensar no desenvolvimento do reino alguns raciocinam em termos sectários e concentram a atenção no crescimento do número de indivíduos associados numa aliança de igrejas.

O reino, porém, não tem nada a ver com uma associação de igrejas locais; antes, envolve o domínio de Cristo nos corações dos indivíduos.

Portanto, o desenvolvimento do reino pode ser melhor visto não em crescimento estatístico numa “Lista de Igrejas”, mas nas mudanças poderosas nos indivíduos que são libertados de vidas vazias e egoístas, para se tornarem potências para o bem no mundo.

3 – A parábola do fermento mostra o modo penetrante pelo qual o reino influencia tudo o que toca.

Quando o fermento do reino está em nossos corações, colegas de trabalho ou da escola perceberão a influência fermentante provindo desse em nossas vidas.

A parábola da semente que cresce, em Marcos 4:26-28, salienta o maravilhoso crescimento do princípio básico do reino. Assim como os maravilhosos segredos da vida estão além de nossa compreensão, assim também está a ação da palavra de Deus no coração de uma pessoa.http://www.estudosdabiblia.net/a15_14.htm

4 –  A parábola do grão de mostarda e a do fermento, que se lhe segue, completam-se entre si.

Falam do crescimento do mal dentro do atual reino visível de Deus. A parábola do grão de mostarda fala do pequeno começo desse reino e seu desenvolvimento subseqüente no decurso do tempo. Ele começou apenas com Jesus e um grupo de discípulos dedicados (ver Jo 20.22; At 2.4).

No entanto, a manifestação atual e visível do reino crescerá até tornar-se grande, organizado e poderoso. Ele aceitará, nos seus ramos , (i.e., na sua comunhão) as aves do céu, i.e., elementos malignos que removem as sementes da verdade. Ver Mt 13.4,19, onde as aves figuram os agentes do mal.

Ver também Ap 18.2, onde a grande Babilônia (representando a igreja apóstata) torna-se morada de demônios e esconderijo de toda ave imunda e aborrecível (ver o comentário de Ap 2,3, a descrição de Cristo sobre a decadência

“Jesus diz que a semente de mostarda *é realmente a menor de todas as sementes’. Trata-se de hipérbole, designada a enfatizar a natureza minúscula da semente. Entre os rabinos esta semente era usada proverbialmente por sua pequenez (M. Nidá 5.2). O que Jesus quer dizer é que se torna um arbusto de tamanho significativo e até proporciona abrigo para pássaros.

Assim também o Reino dos Céus tem começo modesto não observado por muitos, mas eventualmente tem grande efeito. 0 avanço da igreja primitiva desde seu começo desanimador à transformação do império Romano fornece comentário apropriado para o significado da passagem. A referência à árvore indica um império em expansão (e.g., Ez 17.23; 31.1-9; Dn 4.10-12); os pássaros representam as nações do império (Dn 4.20-22 […]).

5 – “A Parábola do Fermento reforça o começo da semente de mostarda. 0 fermento tem imagem negativa ou má na Bíblia, como em Mateus 16.6,11.

‘Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus’. Também é usado negativamente no Antigo Testamento (e.g., Êx 12.15; Lv 2.11), embora também tenha imagem positiva (e.g., Lv 7.13; 23.15-18). Aqui Jesus usa o fermento para mostrar como um item pequeno não observado pode penetrar o todo. Muitos não reconhecem que o Reino esteja em ação, porque está escondido e é considerado insignificante por muitos.

Mas não devemos menosprezar o dia das coisas pequenas. 0 fruto segue a fidelidade (Gl 6.9). 0 trabalho do discípulo mais humilde pode ter efeitos de longo alcance” (SHELTON, James in AR- RINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.), Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.90).

 

CONCLUSÃO

Os Judeus aguardavam a manifestação visível e poderosa do Reino de Deus (Dn 2.44). A grandeza do Templo do Milênio, descrito na visão de Ezequiel (Ez 41-44), representa claramente o potencial do reino profético que seria estabelecido.

Segundo Daniel, por ocasião da inauguração do Reino do Altíssimo na terra, as nações serão esmiuçadas, e somente os fiéis reinarão eternamente (Dn 7.27). Entretanto, o Reino dos Céus, exposto por Cristo através das parábolas do Reino (Mc 4.11), opera interna, silenciosa e secretamente entre os homens. Sua acanhada manifestação disfarça toda a magnitude.

O pequeno grão de mostarda encobre seu potencial de crescimento, da mesma forma que o modesto movimento iniciado por Jesus, disfarçou o magnífico desenvolvimento do Reino de Deus. Portanto, resta-nos conscientizarmos que a responsabilidade pelo crescimento do Reino, Jesus passou aos seus discípulos, pela qual, nós também o somos.

 

Referências

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– Dicionário Online

– Apontamentos do Autor

– Lições Bíblicas CPAD

– Sumário das Revistas de 2005 – Jovens e Adultos Título: Parábolas de Jesus — Advertências para os dias de hoje – Comentarista: Elienai Cabral

 

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