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A Mordomia do Cuidado com a Terra

A Mordomia do cuidado com a terra
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A Mordomia do cuidado com a Terra

 Quando Deus criou a Terra, não a deixou sem governo, mas criou, também, um mordomo habilitado para administrá-la.

Texto Bíblico Gênesis 1.26-30

A preservação do Meio Ambiente

Ecologia.

Esta é uma palavra técnica e científica, alusiva a nossa subsistência como seres vivos. Ela tem a ver com o cuidado que devemos ter com as coisas que dão sustentação à vida na Terra. É a preservação do meio ambiente. O elemento inicial do termo ecologia, eco, vem de oikos, habitação.

Ecologia é, pois, a “ciência do habitat”, ou seja, o conhecimento do mundo físico que habitamos. O ar puro, os alimentos saudáveis, a água, a vegetação e a vida animal são elementos vitais que precisam estar em perfeita harmonia com a natureza criada (Gn 1.20-25). Deus criou o homem para que o mesmo fosse seu mordomo no controle e preservação das coisas criadas (Gn 1.26-28).

Ecossistema.

“Todo conjunto formado por um ambiente inanimado (solo, água, atmosfera) e os seres vivos que habitam na terra” (Gn 1.6-10). A Terra tem um rico ecossistema que faculta aos seres vivos as condições de viverem harmoniosamente.

Esses seres: animais e vegetais vivem em função uns dos outros (Gn 1.11,12,20-22). Se tal sistema vital for desrespeitado, muitos danos e desequilíbrios prejudicarão a todos, o que vem ocorrendo por toda a parte, pela ação predatória, ilegal e criminosa do ser humano.

O desmatamento irracional e perverso das florestas; a poluição dos rios e mares; a fumaça industrial na atmosfera; e tantos outros elementos corrosivos da natureza, alteram todo o ecossistema.

Uma vez alterado o “meio-ambiente”, as consequências serão desastrosas, tais como acontece com as enchentes, a mortandade de peixes dos rios, enfim, a destruição da flora e da fauna em geral.

Essa realidade deve despertar a Igreja de Cristo para o cumprimento do seu papel na sociedade, ensinando os cristãos a portarem-se com sabedoria nesse ambiente criado por Deus para nele vivermos, habitarmos e sermos felizes.

Desenvolvimento sustentável.

Devemos nos preocupar com esta questão na Escola Dominical? Lembremo-nos que nós como igreja, somos “o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5.13,14). O crente deve ser exemplo também como cidadão e membro da comunidade.

É evidente que a comunidade política e a científica, e não a igreja, devem ser os vanguardeiros nesta luta, mas a igreja também, pois, enquanto aqui estivermos, usaremos os bens e os recursos deste mundo com a devida prudência e sabedoria (1Co 7.31).

Obs.: Preserva os “rastros” de Deus – A crença na existência de Deus sempre esteve vinculada às suas obras, entrementes, muitas filosofias foram criadas sobre a natureza como o panteísmo por exemplo, que confunde o Criador com a criatura.

Biblicamente a natureza significa o mundo criado, onde Deus faz imperar suas leis e desenvolve seus propósitos. Neste sentido, a criação provê uma notável lição objetiva que nos ensina a grandiosidade de Deus, sua sabedoria, poder e incontestável majestade.

Como diz as Escrituras: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.19,20).

Para que o homem se conscientize do cuidado que deve ter com o meio ambiente e a natureza, deve, em primeiro plano, crer incondicionalmente na existência de um Deus criador, pessoal e presente que jamais abandonou suas criaturas ao sabor do acaso (Artigo — Prof. Marcos Tuler — chefe de Educação Cristã, CPAD).

O Ecossistema criado por Deus

O que o ecossistema representa para o homem. Ecossistema diz respeito ao equilíbrio da natureza criada; o ambiente do qual dependemos para viver.

Quando Deus criou os céus e a terra (Gn 1.1-3.6-11,14-18,20,21,24-28), estabeleceu regras e leis naturais para preservação do “meio ambiente”, com todos os elementos vitais da natureza que são a água, a terra, a vegetação, a atmosfera, os animais e o homem. Deus criou os céus e a terra do nada, isto é, sem o uso de material preexistente.

Porém, o homem físico foi feito da argila da terra, isto é, “formado do pó da terra” (Gn 2.7). Os elementos moral e espiritual, alma e espírito, foram criados por Deus.

Aqui merece destaque o fato de que a primeira criatura humana foi formada a partir de algo já existente, a terra, e foi-lhe conferida a capacidade de governá-la e preservar seu sistema de subsistência.

Deus plantou um jardim para o homem (Gn 2.8). Deus, ao preparar o jardim do Éden para o homem, entregou-lhe a missão de administrá-lo e preservar os seus valores. O homem foi feito mordomo de Deus na terra. (Gn 1.26; 2.15; Sl 8.6).

Deus estabeleceu leis naturais de preservação para o mundo criado. Ele estabeleceu leis que regulam todo o sistema físico criado, não só na terra, mas em todo o orbe. Ele fez separação entre dia e noite (Sl 74.16; 148.3). Ele criou as estações e climas que promovem as mudanças e renovações de temperatura e suas manifestações (Gn 1.14; 8.22; Sl 74.17).

Ele controla a natureza de todo o universo (Sl 19.1-6). Ele faz soprar os ventos e controla a medida das águas dos rios e mares (Jó 28.25). Ele criou leis biológicas onde as espécies se multiplicam e obedecem a estas leis (Gn 1.11,12). Ele criou as leis da meteorologia, isto é, as leis que regulam as estações, com sol, chuva, frio e calor (Jó 28.26; At 14.17).

A preservação do meio ambiente é uma obrigação de toda a criatura humana. As consequências do descumprimento disso estão se tornando trágicas. Nada temos a ver com o movimento filosófico religioso (e disfarçadamente ocultista) da Nova Era que endeusa o assunto em apreço, mas, por outro lado, somos administradores designados por Deus, da água que bebemos, das plantas que a terra nos dá para mantimento e do ar oxigenado que respiramos.

Deus criou o homem e o tornou o centro desse ecossistema. Ao criar o homem, Deus o dotou de santo temor, de capacidade, de inteligência, sentimento e vontade, por isso, o homem foi criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-28).

Essa capacidade racional e sentimental tinha por objetivo fazer do homem o centro de toda a criação, o mordomo da criação. Por causa do pecado, a alma humana foi corrompida, e o homem passou a agredir os bens criados pelo Todo-Poderoso, isto é, o meio ambiente vem sendo agredido por causa do pecado e os seus recursos naturais prejudicados.

O homem foi feito guardião do meio em que vive. A Bíblia declara que o homem foi posto no jardim do Éden para o lavrar e guardar (Gn 2.15).

Portanto, um mordomo é um guardião das coisas que Deus criou para benefício do próprio homem. O pecado afetou as relações entre o Criador e sua criatura (Ef 2.12-17). O próprio Deus preparou um plano de restauração dessa relação, estabelecendo a paz com o homem e desfazendo a inimizade.

Obs: […] Teólogos como Agostinho e Tomás de Aquino sustentaram que a lei humana deve refletir a ordem moral criada por Deus — que pode ser reconhecida tanto pelo crente como pelo não crente, já que é uma ‘lei escrita no coração […]’. […] A lei natural ditada pelo próprio Deus […] é normativa em todos os países em todos os tempos, escreveu o grande jurista do século XVIII, Sir William Blackstone. ‘Nenhuma lei humana tem qualquer valor, se for contrária a esta; e as leis humanas que são válidas derivam toda sua força e autoridade, mediata ou imediatamente, dessa lei original’” (E Agora Como Viveremos? CPAD, pp.33,472).

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Argumento Teológico

“Ao refletir sobre o momento em que o propósito de Deus para a criação será cumprido, Paulo escreve: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18).

Paulo, então, revela que toda a criação está gemendo, em ardente expectativa por esse momento (8.19-22). Assim também os crentes, apesar das bênçãos que têm recebido. Eles igualmente gemem, esperando a redenção do corpo (8.23-25).

Nesse ínterim, porém, ‘sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto’ (Rm 8.28). O fato de possuírem os seres humanos a capacidade de amar a Deus pressupõe que a humanidade foi dotada com o livre-arbítrio na criação.

Posto que a totalidade da criação aponta para o propósito salvífico de Deus, é de esperar que haja neste propósito provisão suficiente para toda a humanidade, inclusive uma chamada universal à salvação.

Os propósitos salvíficos de Deus também resultaram na criação de uma criatura com livre-arbítrio” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.229).

Argumento Bíblico

“A base bíblica para esse entendimento é a narrativa da criação, onde nos é dito que Deus falou e tudo veio a existir do nada (Gn 1 e Jo 1.1-14). Tudo o que existe veio à existência mediante o seu comando, e é por essa razão sujeito a Ele, encontrando propósito e sentido nEle.

A implicação é que em todo assunto que investigamos, desde ética econômica até ecologia, a verdade só é encontrada em conexão com Deus e sua revelação. Deus criou o mundo natural e as leis naturais. Deus criou os nossos corpos e as leis morais que nos mantêm saudáveis.

Deus criou as nossas mentes e as leis da lógica e da imaginação. Deus nos criou como seres sociais e nos deu os princípios para instituições sociais e políticas. Deus criou um mundo de beleza e princípios de criação estética e artística.

Em toda área da vida, conhecimento genuíno significa discernir as leis e ordenanças pelas quais Deus estabeleceu a criação, e então permitir que essas leis modelem a maneira pela qual devemos viver […].

– […] Teólogos como Agostinho e Tomás de Aquino sustentaram que a lei humana deve refletir a ordem moral criada por Deus — que pode ser reconhecida tanto pelo crente como pelo não crente, já que é uma ‘lei escrita no coração […]’. […] A lei natural ditada pelo próprio Deus […] é normativa em todos os países em todos os tempos, escreveu o grande jurista do século XVIII, Sir William Blackstone. ‘Nenhuma lei humana tem qualquer valor, se for contrária a esta; e as leis humanas que são válidas derivam toda sua força e autoridade, mediata ou imediatamente, dessa lei original’” (E Agora Como Viveremos? CPAD, pp.33,472).

Conclusão

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Nesta lição, aprendemos que somos cooperadores de Deus na manutenção do mundo que Ele criou e exercemos o papel de mordomos de todas as coisas vitais para nossa subsistência.

A diferença entre um ser humano e um animal é imensa, a começar do componente imaterial do ser humano, alma e espírito com seus atributos, a racionalidade e a personalidade. E isso sem falar no seu elemento físico (1Co 15.39). Preservar a natureza é, para o homem, uma questão de racionalidade.

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