A Mordomia do Tempo

A Mordomia do Tempo

A Mordomia do Tempo

 A mordomia do tempo requer que saibamos aproveitar bem a vida que temos, vivendo para Deus, com temor, sabedoria e paciência (Ec 9.8).

Texto Bíblico (Eclesiastes 3.1-8)

Deus está acima do Tempo

Administrando o tempo que Deus nos dá. O primeiro grande princípio da nossa mordomia do tempo é o fato de que Deus é o Senhor do tempo e, que a sua administração torna-se para nós, o exemplo nesse sentido (Sl 31.15; At 17.26).

O tempo é dádiva de Deus. Ora, o tempo é uma dádiva divina que devemos utilizar sabiamente (Sl 90.12). Quando o salmista ora dizendo: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”, somos por Deus advertidos e conscientizados acerca da administração do tempo.

A expressão “contar os nossos dias” dá a ideia da preciosidade do tempo e também da brevidade da nossa vida nesta existência temporal. Cada minuto nosso é precioso e indispensável. E o seu correto e oportuno aproveitamento é que nos torna sábios, isto é, capazes de vivê-los bem.

Conceitos acerca do Tempo

Deus não quer que sejamos escravos cegos do tempo; ele quer que aprendamos “a contar nossos dias”, isto é, que administremos nosso tempo, de tal forma, que isso redunde em nosso bem tanto nas casas temporais como nas espirituais.

Conceitos errôneos acerca do tempo. Eis alguns erros que devem ser evitados na administração do nosso tempo.

a) Para onde foi o tempo?

Quando não conseguimos fazer todas as coisas necessárias no tempo disponível, o problema não está no tempo, mas sim no seu uso.

O tempo sempre está disponível; nós é que o sufocamos com atividades em demasia e sem priorização, num determinado momento. “Contar os dias” também significa contar o tempo, isto é, planejar todas as atividades possíveis dentro do tempo disponível, dentro de um critério de prioridade, conforme a importância das coisas.

b) O tempo voa.

É outra expressão comum dos que trabalham, porém, não conseguem executar as tarefas no tempo disponível.

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c) O tempo cuidará do caso.

Esta frase é usada por quem não consegue resolver um certo problema no tempo desejado. Como crentes em Cristo, devemos entender que não é o tempo que trará solução a um problema, mas sim que “devemos dar o devido tempo” para cuidar do caso.

d) Não tenho tempo.

A questão toda não é a nossa falta de tempo, e sim, nossos critérios de prioridades no tempo que dispomos. A má administração do tempo provoca confusão e desorganização. Na vida de serviço cristão, a prioridade é do Reino de Deus (Mt 6.33).

e) Matar o tempo.

Esta é uma expressão comum dos que não estão fazendo nada em certo momento. Matar o tempo é destruí-lo, não aproveitá-lo, não administrá-lo para o que for útil. Quem assim faz peca contra Deus, contra si mesmo e contra o próximo.

Conceitos bíblicos acerca do tempo.

Do ponto de vista bíblico, o tempo relaciona-se com aspectos “temporais e eternos” da vida humana.

a) A vida humana neste mundo é temporária, isto é, limitada ao tempo (Sl 90.3-6,8,10). A nossa vida física aqui é passageira, por isso, o tempo é precioso e precisa ser sabiamente administrado.

b) O homem tem um elemento eterno dentro de si. Sim, alma e espírito são imortais. Uma coisa é o tempo da vida física; outra, é o tempo do homem depois da morte. A garantia de uma eternidade feliz está em seguir fielmente ao Senhor, agora.

O Tempo deve ser usado com sabedoria

O uso negativo do tempo.

a) O desperdício do tempo.

O tempo deve ser usado à medida que o temos em nossa frente. Uma vez que se deixe de usá-lo não se pode mais reavê-lo. Cada segundo é precioso. Por isso, desperdiçá-lo significa perdê-lo irrecuperavelmente. Deus nos deu tempo para que usemo-lo sabiamente, em proveito próprio, para o próximo e para glória de Deus.

b) Desperdiçar o tempo com coisas fúteis.

Quantas vezes perdemos tempo em conversas fúteis, sem edificação alguma, nem para a alma, nem para a mente, nem para ninguém (2Tm 2.16). O cuidado com a língua não pode ser negligenciado (Tg 3.6,10). Não deve sair da nossa boca nenhuma palavra torpe (Ef 4.29). É isso o que a Bíblia ensina.

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O uso positivo do tempo.

a) Planeje seu tempo.

“Tudo tem seu tempo determinado” (Ec 3.1). Nesta expressão bíblica, entendemos, não só que o nosso tempo é predeterminado por Deus, mas que nós devemos ser metódicos quanto ao seu uso.

b) Cultive a pontualidade.

“Não sejais vagarosos no cuidado” (Rm 12.11). Há uma justificativa falida contra a pontualidade que muito prejudica e que ouvimos sempre: “Antes tarde do que nunca”. A pontualidade faz parte do caráter cristão.

c) Procure remir o tempo.

Não significa diminuí-lo, nem aumentá-lo. Significa aproveitar ao máximo (Ef 5.16; Cl 4.5). (No original, a frase literalmente significa aquisição; adquirir; comprar em relação ao tempo). Devemos também, remir o tempo na esfera espiritual, no sentido de dar prioridade às coisas espirituais como, evangelização, cultos de doutrina, meditação bíblica individual, culto doméstico etc.

Tempo e Tempo

Deus nos deu o tempo. Ele não vive no tempo. O tempo é nosso, da humanidade. É um dom de Deus a cada ser humano. Ora, se o tempo é um dom que Deus nos concedeu, concluímos que, como dom, devemos saber como administrá-lo.

Deus nos cobra por tudo que fazemos de errado, inclusive a má administração do nosso tempo. Por isso o apóstolo Paulo disse: ‘Remindo o tempo porquanto os dias são maus’.

Existem muitas pessoas as quais pensam que o tempo é de Deus. De certa forma, estão certas. Quem criou esta dimensão e nos colocou nela foi Deus. Mas Deus fez o tempo para nós. O tempo é nosso. 0 tempo é dádiva, é próprio da humanidade.

Ela deve saber como aproveitá-lo, como usufruir dele o máximo que puder, sem erros; se não desvalorizará as suas próprias almas. Pensemos nisso um pouco mais e no sentido da individualidade” (DANIEL, Silas. Reflexões sobre a Alma e o Tempo: Uma teologia de chronos e kairós. Rio de janeiro: CPAD, 2001, p.124).

Administração

[…] Quando o tempo é bem aproveitado, ele se torna satisfatoriamente extenso para os que o achavam curto por ser veloz e prazerosamente veloz para quem não gostava dele por achá-lo extenso.

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Uma indagação interessante e oportuna seria: ‘Como aproveitar bem o meu tempo?’ A resposta óbvia seria: fazendo o que gosto e o que me faça progredir. Fazer o que não gostamos é ruim demais. Quando faço o que não gosto, faço malfeito e perco o meu tempo, angustio a vida.

Todavia, se doso bem o tempo medido com o tempo vivido, e este último é vivenciado intensamente no que gosto de fazer, tudo se encontra no seu devido lugar e não há mais insatisfação. Existe ainda uma contraposição: não é verdadeira a afirmativa de que há coisas que fazemos e devemos fazer mesmo sem gostar? Sim, por causa da necessidade.

Primeiro a obrigação (no sentido de dever, mesmo que sem prazer); depois os trabalhos que eu gosto de fazer (dever com prazer ou coisas que são boas para mim, mesmo que não sejam tão imprescindíveis) e, por fim, o lazer. Quando não seguimos essa regra, a relação entre tempo medido e tempo vivido não é satisfatória” (DANIEL, Silas. Reflexões sobre a Alma e o Tempo: Uma teologia de chronos e kairós. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.134).

Conclusão

A mordomia cristã do tempo é a base para o êxito administrativo de todas as esferas da vida do cristão. Por isso, o tempo deve ser santificado ao Senhor. Precisamos reservar, diariamente, um momento para orar, ler a Palavra e estarmos a sós com Ele, porque, todas as outras necessidades serão supridas.

Jesus ensinou que devemos enfocar, primordialmente, assuntos espirituais em nossa comunhão com Ele. Não é errado cuidar do que é indispensável à vida material. A falha está na preocupação angustiosa, e na ansiedade que ocupa todo o tempo e revela a falta de no cuidado do Pai.

– Bibliografia

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– A Bíblia de Estudos das profecias. E.R.A.

– Dicionário Online            

– Apontamentos Teológico do Autor

– BEP e Revista da www.cpad.com.br

– Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 4º Trimestre de 2003 –  Título: Mordomia Cristã — Servindo a Deus com excelência – Comentarista: Elienai Cabral – Lição 8: A mordomia cristã do tempo – Data: 23 de Novembro de 2003

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