Quando a Família age por conta própria

Quando a Família age por conta própria

Leitura Bíblica – Gênesis 12.1-3; 16.1-5

Deus faz promessas a Abrão

O encontro de Deus com Abraão

O encontro de Deus com Abrão é relatado em Gênesis 12:1-4, quando Deus chama Abrão para sair da terra de seus antepassados e ir para uma terra que Ele lhe mostraria. É nesse momento que Deus faz a primeira promessa a Abrão de que Ele faria dele uma grande nação.

Mais tarde, em Gênesis 15:1-6, Deus aparece novamente a Abrão e reitera a promessa de que ele teria uma grande descendência, apesar de ainda não ter filhos. Nesse encontro, Deus faz uma aliança com Abrão e confirma a promessa de que ele seria pai de muitos filhos.

Finalmente, em Gênesis 17:1-8, Deus aparece novamente a Abrão, agora com 99 anos de idade, e muda o seu nome para Abraão, que significa “pai de muitas nações”. Nessa ocasião, Deus reitera a promessa de que ele teria um filho com Sarai, agora chamada Sara, e que essa promessa seria cumprida por meio de Isaque.

O cumprimento da promessa divina é relatado em Gênesis 21:1-7, quando Sara finalmente dá à luz a Isaque aos 90 anos de idade e Abraão tem 100 anos. A espera de Abraão pela realização da promessa divina foi longa, mas ele permaneceu fiel e confiante em Deus, e a promessa foi cumprida de acordo com a palavra de Deus.

A dúvida diante da espera

A dúvida de Abrão diante da espera é uma experiência comum a todos os que creem em Deus. Na Bíblia, encontramos diversos exemplos de homens e mulheres que passaram por momentos de incerteza e questionamentos em relação às promessas divinas. O salmista Davi, por exemplo, escreveu: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o teu rosto?” (Salmo 13:1). O profeta Jeremias também expressou sua angústia diante das dificuldades: “Justo és, ó Senhor, ainda que eu pleiteie contigo; todavia, alegarei contigo a minha causa. Por que prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que praticam o mal?” (Jeremias 12:1).

Assim como Abrão, que teve sua abalada diante da espera, também podemos ser tentados a duvidar da fidelidade de Deus em cumprir suas promessas. Mas a Palavra de Deus nos exorta a confiar nele em meio às tribulações: “Considerai como é grande este homem, a quem o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos. E, sem dúvida alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive” (Hebreus 7:4-8). Portanto, devemos olhar para a vida de Abraão como um exemplo de perseverança na fé, confiando que Deus é fiel para cumprir todas as suas promessas (2 Timóteo 2:13).

Deus garante a Abraão o cumprimento

No Novo Testamento, a fé de Abraão e a fidelidade de Deus às suas promessas são citadas como exemplos para os cristãos. Em Romanos 4, o apóstolo Paulo usa a história de Abraão para mostrar que a justificação vem pela fé e não pelas obras. Ele enfatiza que Abraão creu em Deus e isso lhe foi creditado como justiça, mesmo antes da circuncisão e antes mesmo de ter um filho. Paulo destaca que a fé de Abraão foi forte e que ele não duvidou da promessa de Deus, mas “foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido” (Rm 4.20-21).

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Portanto, a história de Abraão nos ensina sobre a fidelidade de Deus às suas promessas, a importância da fé em momentos de dúvida e a justificação pela fé.

Ampliando o Conhecimento

Quando Sarai diz a Abrão que “o Senhor me tem impedido de gerar” (Gn 16.2), ela está demonstrando uma visão equivocada de Deus, como se Ele não tivesse o poder de cumprir sua promessa de dar um filho a eles. Essa falta de fé e confiança em Deus levou Sarai a buscar soluções humanas para seu problema, em vez de esperar pacientemente pelo cumprimento da promessa divina.

A Bíblia de Estudo Pentecostal destaca que, na cultura da Mesopotâmia, era comum que a esposa estéril permitisse que seu marido tivesse um filho com sua serva, e que esse filho seria considerado legítimo da esposa. No entanto, a tentativa de Abrão e Sarai de usar Agar como meio para ter um filho não teve a aprovação de Deus.

O Novo Testamento também faz referência a essa história, destacando que o filho de Agar, Ismael, foi o produto do esforço humano, em contraste com o filho de Sara, Isaque, que foi um milagre divino (Gl 4.22-31).

Portanto, a lição que podemos extrair dessa história é a importância de confiar em Deus e em suas promessas, em vez de buscar soluções humanas para nossos problemas. Deus é fiel e poderoso para cumprir suas promessas em nossas vidas, e devemos confiar Nele e esperar pacientemente pelo cumprimento de suas promessas.

Interferência no Plano de Deus

A tentativa de Sarai em “ajudar” a Deus

Um herdeiro seria por meio de sua serva, Agar (Gn 16.1-2). Essa ação revelou a falta de fé de Sarai na promessa divina e a tentativa de “ajudar” Deus a cumprir o que Ele já havia prometido. Entretanto, o plano de Sarai não era a vontade de Deus, e isso só trouxe conflitos e problemas para a família de Abrão. Agar concebeu Ismael, mas isso não foi o cumprimento da promessa de Deus, que havia prometido um filho para Abrão e Sarai (Gn 15.4-5).

Além disso, essa tentativa de Sarai em “ajudar” Deus pode ser comparada com outras histórias bíblicas em que personagens tentam fazer a vontade de Deus de uma maneira que não é a Sua. Por exemplo, no episódio de Saul e a oferta que ele fez antes da batalha contra os filisteus (1Sm 13.8-14), ele desobedeceu a ordem de Deus de esperar por Samuel para oferecer sacrifícios. Outro exemplo é a história de Jacó e Rebeca, em que ela ajuda Jacó a enganar seu pai, Isaque, para receber a bênção de primogênito (Gn 27.1-29). Em ambos os casos, a tentativa de ajudar a vontade de Deus de uma maneira não aprovada por Ele só trouxe consequências negativas.

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Os dois vacilam na fé

O exemplo de Abraão e Sara nos mostra a importância de confiar plenamente em Deus e não vacilar na fé. A Bíblia nos ensina que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6), e que a dúvida pode nos levar a caminhos perigosos.

Além disso, a Palavra de Deus também nos alerta sobre as consequências de interferirmos nos planos divinos. Em Provérbios 3:5-6, está escrito: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.

O problema da precipitação

A Bíblia nos ensina que a precipitação e a falta de confiança em Deus podem trazer consequências graves. O salmista diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3.5). Além disso, o apóstolo Paulo escreveu: “Não vos inquieteis por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças” (Filipenses 4.6).

Infelizmente, Abraão e Sara não seguiram esses princípios. Eles se precipitaram ao tentar ajudar a Deus a cumprir a promessa do filho por seus próprios meios. No entanto, a Bíblia nos ensina que a ajuda de Deus vem no tempo e da forma certos. O salmista diz: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Salmo 40.1).

A história de Abraão e Sara também nos ensina sobre o perigo da desobediência. Quando Sara sugeriu que Abraão tivesse um filho com Agar, ela estava indo contra a vontade de Deus. A Bíblia diz que “não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Provérbios 21.30). Infelizmente, a atitude deles teve consequências negativas para eles e suas famílias.

Portanto, a lição que podemos tirar dessa história é que precisamos confiar em Deus e esperar pacientemente em Seu tempo e da Sua forma. Não devemos tentar ajudar a Deus com nossos próprios esforços, pois isso pode levar a resultados desastrosos. Em vez disso, devemos buscar a direção de Deus em oração e confiar em Sua sabedoria e orientação.

As consequências de uma decisão precipitada

O conflito na família de Abraão

O conflito na família de Abraão é um exemplo claro das consequências das atitudes precipitadas tomadas pelo casal. A situação criada pela decisão de Sara em dar sua serva Agar a Abraão como esposa secundária, gerou ciúmes e hostilidade entre as mulheres e, consequentemente, conflito dentro do lar. Esse conflito só foi resolvido com a intervenção divina, quando Deus prometeu a Abraão que Isaque seria o herdeiro da promessa (Gn 17.19-21). No entanto, mesmo após essa promessa divina, o conflito persistiu entre os irmãos Ismael e Isaque, fruto das decisões precipitadas tomadas por seus pais.

A Bíblia apresenta diversos exemplos de conflitos familiares, como o de Caim e Abel (Gn 4.1-16), de Ismael e Isaque (Gn 21.8-21), de Jacó e Esaú (Gn 27-28), entre outros. Esses conflitos geralmente têm origem em atitudes precipitadas, falta de diálogo, desobediência à vontade de Deus e falta de perdão. A Bíblia nos ensina que é preciso buscar a sabedoria de Deus para lidar com as situações conflituosas em nossas famílias (Pv 3.5-6), perdoar uns aos outros (Ef 4.32) e buscar a reconciliação (Mt 5.23-24).

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A fraqueza de Abraão

A falta de fé e a carnalidade podem nos levar a decisões equivocadas e que trazem consequências negativas. A Bíblia nos mostra que a fé é fundamental na vida cristã e que, sem ela, é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Abraão teve momentos de fé, mas também vacilou em sua caminhada. No entanto, Deus é fiel e cumpre suas promessas, mesmo diante de nossas fraquezas.

A história de Abrão também nos lembra que precisamos buscar a direção de Deus em todas as decisões que tomamos, especialmente aquelas que afetam nossos relacionamentos familiares. Jesus nos ensina que, quando confiamos em Deus e buscamos sua vontade em primeiro lugar, todas as outras coisas nos serão acrescentadas (Mateus 6.33).

Uma opinião equivocada acerca de Deus

A história de Abraão e Sara nos ensina sobre a importância da dependência absoluta de Deus em nossas vidas, como mencionado em Provérbios 3.5: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento”. Além disso, o papel dos homens de Deus como líderes espirituais em suas casas é destacado em várias passagens bíblicas, como Efésios 5.23: “Porque o marido é o cabeça da esposa, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador”.

No entanto, a história de Abraão e Sara também nos ensina sobre as consequências de nossas escolhas e a importância de não agir precipitadamente, como em Tiago 1.19-20: “Saibam disto, meus amados irmãos: cada um deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”.

Devemos confiar em Deus e em suas promessas, mesmo quando parece que as circunstâncias estão indo contra nós, como em Romanos 8.28: “E sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”.

Em resumo, a história de Abraão e Sara nos lembra da importância da dependência de Deus em nossas vidas, do papel dos homens de Deus como líderes espirituais em suas casas e das consequências de nossas escolhas precipitadas.

Conclusão

De fato, a Bíblia nos alerta sobre a importância de confiar plenamente nas promessas de Deus e não tentar interferir em seus planos. O Salmo 27:14 nos diz: “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.” e em Provérbios 3:5-6, lemos: “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”

Além disso, a Bíblia também nos mostra exemplos de pessoas que confiaram em Deus e viram suas promessas se cumprindo em suas vidas. Abraão, por exemplo, esperou por muitos anos até que o filho da promessa, Isaque, nascesse (Gn 21:1-3). José, também passou por muitas adversidades até que a promessa de Deus se cumprisse em sua vida, tornando-se governador do Egito (Gn 50:20).

Portanto, devemos confiar plenamente em Deus e em suas promessas para nossas vidas, sem tentar interferir em seus planos. Pois, como diz em Provérbios 19:21: “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do SENHOR permanecerá.”

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