Arrependimento e Fé para Salvação

Arrependimento e Fé para Salvação

ARREPENDIMENTO E FÉ PARA SALVAÇÃO

 

O arrependimento expressa uma mudança no interior do homem.

O arrependimento é diferente de o remorso. Neste, a pessoa fica apenas revivendo o fato, o remorso não apresenta uma solução para o problema.

O arrependimento faz com que o pecador, na sua tristeza, volte-se para Deus mediante a Fé.

 

TEXTO BÍBLICO                 

Atos 2.37-41

37 E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?

38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

40 E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.

 

ARREPENDIMENTO E FÉ

O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma ‘virada contra’ (o arrependimento) e uma Virada para’ (a fé).

As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv (‘virar para trás’, ‘voltar’) e nicham (‘arrepender-se’, ‘consolar’). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus.

A pessoa também pode desviar-se do bem ou desviar-se do mal, isto é, arrepender-se, O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia de arrependimento.

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de ‘voltar-se’ para Deus e metanoeõ/metanoia para a ideia de ‘arrependimento’ (At 2.38; 17.30; 20.21; Rm 2.4).

Utiliza-se de metanaeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo Testamento, é mais que uma mudança intelectual.

Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas. Embora o arrependimento por si só não possa salvar, é impossível ler o Novo Testamento sem tornar consciência da ênfase deste sobre aquele.

Deus ‘anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam’ (At 17.30). A mensagem inicial de João Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.17) e dos apóstolos (At 2.38) era ‘Arrependei-vos’.

Todos devem arrepender-se, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23) (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 368).

Obs.: O cumprimento da lei não traz o arrependimento – Ele enfatiza que é a bondade de Deus que traz o arrependimento ao ser humano e não o cumprimento da lei.

As vezes somos levados a condenar a prática dos outros e esquecemos que, também, somos pecadores. Não temos condições de escapar do julgamento divino pelo “simples” cumprimento da lei.

A FIRMEZA DA FÉ

1 – Fé

“Entre as declarações bíblicas sobre o assunto, esta é a fundamental: ‘Abraão creu [heb. mon], no senhor, e foi lhe imputado isto por justiça’ (Gn 15.6). Moisés ligou a rebelião e desobediência dos israelitas à sua falta de confiança no Senhor (Dt 9.23,24).

A infidelidade de Israel (Jr 3.6-14) forma um nítido contraste com a fidelidade de Deus. A fé abrange a confiança. Podemos ‘depender’ do Senhor ou nEle ‘fiar-nos’ (heb. batach) com confiança.

Quem assim fizer será bem-aventurado (Jr 17.7). Alegramo-nos porque podemos confiar no seu nome (SI 33.21) e no seu amor inabalável (SI 13.5). Podemos também ‘refugiar-nos’ (heb. casah) nEle, conceito este que afirma a fé (SI 18.30).

No Novo Testamento, o verbo pisteuõ (‘creio, confio’) e o substantivo pistis (‘fé’) ocorrem cerca de 480 vezes. Poucas vezes o substantivo reflete a ideia da fidelidade como no Antigo Testamento (por exemplo, Mt 23.23; Rm 3-3; Gl 5.22).

Pelo contrário, normalmente funciona como um termo técnico, usado exclusivamente para se referir à confiança ilimitada (com obediência e total dependência) em Deus (Rm 4.24), em Cristo (At 16.31), no Evangelho (Mc 1.15) ou no nome de Cristo (Jo 1.12). Tudo isso deixa claro que, na Bíblia, a fé não é ‘um salto no escuro’.

Somos salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Crer no Filho de Deus leva à vida eterna (Jo 3.16). Sem fé, não poderemos agradar a Deus (Hb 11.6).

A fé, portanto, é a atitude da nossa dependência confiante e obediente em Deus e na sua fidelidade. Essa fé caracteriza todo filho de Deus fiel. É o nosso sangue espiritual (Cl 2.20)” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 369,370).

 

A FÉ SALVÍFICA

1 – O exercício da Fé

Não podemos, obviamente, exercer a fé salvífica à parte da capacitação divina. Mas ensina a Bíblia que, quando cremos, estamos simplesmente devolvendo o dom de Deus?

Seria necessário, para protegermos o ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé somente, insistir que a fé não é realmente nossa, mas de Deus?

Alguns citam determinados versículos como evidências em favor de semelhante opinião. J. I. Packer diz: ‘Deus, portanto, é o autor de toda a fé salvífica (Ef 2.8; Fp 1.29)’. H. C. Thiessen afirma que há um lado divino da fé, e um lado humano’, e então declara: A fé é um dom de Deus (Rm 12.3; 2 Pe 1.1) outorgado sobrenaturalmente pelo Espírito de Deus (1Co 12.9).

Paulo diz que todos os aspectos da salvação são um dom de Deus (Ef 2.8), e por certo a fé está incluída aí’ (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 370).

2 – O Que é Fé Salvadora

É o tipo de fé em Cristo Jesus, que se faz necessário da parte do homem para ser salvo. A Bíblia destaca: “Porque pela graça , sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vos; é dom de Deus” (Ef 2.8).

A fé é, pois, um dom concedido por Deus. Ouvindo a pregação do Evangelho, a pessoas entra em contato com Deus. Toda a iniciativa é de Deus em apontar o homem o caminho da salvação, em doar Seu Único Filho para ser sacrificado pela humanidade.

3 – Somos salvos pela

Fé (para incluir tudo em uma palavra): do pecado.  Essa é a salvação que é pela fé. Esta é aquela grande salvação predita pelo anjo, antes que Deus trouxesse seu Primogênito ao mundo: “Chamarás a ele pelo nome de Jesus, porque ele deverá salvar seu povo de seus pecados”.

E nem aqui, ou em qualquer outra parte dos escritos santos, há qualquer limitação ou restrição. A todo seu povo, ou como é expresso em todo lugar, “todo aquele que acredita nele”, ele salvará dos seus pecados; desde o original até o atual, passado e presente pecado, “da carne e do espírito”. Pela fé nele, eles estão salvos tanto da culpa quanto do poder dela.

Obs.: PENTECOSTALISMO: Os pentecostais concordam que o Arrependimento e a Fé são as respostas do ser humano ao chamado de Deus para a salvação. Segundo o teólogo pentecostal Daniel Pecota, o Arrependimento e a Fé são dois aspectos fundamentais da conversão.

Não há verdadeira conversão sem arrependimento, sem reconhecimento do erro praticado. Fazer essa autoanálise, por natureza, é constrangedor, doloroso e vergonhoso, mas é a partir desse gesto que o arrependimento começa refletir o processo de metanoia, ou seja, uma mudança de mentalidade, uma nova natureza tomando o lugar da antiga, o “novo homem” assumindo o lugar do “velho homem”.

Da mesma forma, podemos dizer que não há verdadeira conversão se não houver a fé autêntica na pessoa bendita do Filho como o único Senhor, Salvador e Rei de nossa vida, pois ao reconhecermos a tragédia do nosso pecado, também reconheceremos que a única maneira de sermos salvos dessa tragédia é entregando-se a Cristo e aceitando a obra salvífica no Calvário que Ele fez por amor a nós.

Essa fé não é natural, mas a que faz o ser humano se entregar por completo a Deus em pura confiança nEle. Assim como fez Abraão, que creu no Senhor e foi abençoado por Deus (Gn 15.6).

Como Moisés que confiava inteiramente em Deus e corrigiu o povo que não confiava no Altíssimo com a mesma intensidade do legislador israelita (Dt 9.23,24). Fonte: Ensinador Cristão – n° 72

 

CONCLUSÃO

A pregação de Jesus Batista enfatizava o arrependimento: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 3.2).

O homem necessita de arrepender-se: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15b). O homem se arrepende e se volta para Deus, então toda a tristeza cai por terra! Que alegrai recebe o pecador! Foi perdoado. Só Jesus pode dar a certeza do perdão de pecados.

Tendo recebido a Cristo, o homem deve produzir frutos de arrependimento, isto é, demonstrar por suas ações que abandonou o pecado: “Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento” (At 26.20).

Referências

– A Bíblia Plenitude – E.R.C.

– Dicionário Online

– Apontamentos Teológicos do Autor

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