O Altar do Holocausto

O Altar do Holocausto

O Altar do Holocausto

 Os holocaustos da Antiga Aliança serviam para apontar para o holocausto perfeito de Cristo. No altar tudo é oferecido a Deus.

Texto Bíblico (Êxodo 27.1,2,6,7)

O Altar

Vem da palavra latina ‘altus’, echamava-se assim por ser coisa construída em elevação, empregando-se para sacrifícios e outros oferecimentos. A significação mais usual da palavra hebraica e grega é ‘lugar de matança’.

Duas outras palavras em hebraico (Ez 43.15), e uma em grego (At 17.23), traduzem-se pelo termo ‘altar’, mas pouca luz derramam sobre a significação da palavra.

Depois da primeira referência (Gn 8.20), estão relacionados os altares com os patriarcas e com Moisés (Gn 12.7, 22.9, 35.1,1 – Êx 17.15, 24.4).

As primeiras instruções com respeito ao levantamento de um altar, em conexão com a Lei, acham-se em Êx 20.24,25. Devia ser de terra, ou de pedra tosca, e sem degraus. Havia dois altares em relação com o tabernáculo, um no pátio exterior, e outro no Santo Lugar. o primeiro chamava-se altar de bronze, ou do holocausto, e ficava em frente do tabernáculo.

Era de forma côncava, feito de madeira de acácia, quadrado, sendo o seu comprimento e a sua largura de sete côvados, e a altura de três côvados – estava coberto de metal, e provido de argolas e varais para o fim de ser transportado nas jornadas do povo israelita pelo deserto.

Em cada um dos seus quatro cantos havia uma saliência, a que se dava o nome de ponta. Não havia degrau, mas uma borda em redor para conveniência dos sacerdotes, enquanto estavam realizando o seu trabalho.

Pois que os sacrifícios eram oferecidos neste altar, a sua situação à entrada do tabernáculo era para o povo de israel uma significativa lição de que não havia possível aproximação de Deus a não ser por meio do sacrifício (Êx 27.1 a 8 – 38.1). http://biblia.com.br/dicionario-biblico/a/altar/

O sacrifício do Holocausto

A primeira vez que a palavra holocausto aparece na Bíblia é em Gênesis 22.2, onde Deus pede a Abraão que sacrifique seu único filho em holocausto. Isso significa que esse tipo de sacrifício já era feito mesmo antes de Deus dar leis de como fazer esse tipo de sacrifício ao seu povo através de Moisés.

Mas a lei sobre o sacrifício de holocausto foi dada apenas no tempo da antiga Aliança feita por Deus com Moisés e com o povo de Israel no Antigo Testamento. Dessa aliança sugiram diversas leis dadas por Deus para que o povo fosse santo.

Várias dessas leis falavam acerca de sacrifícios de animais ordenados por Deus para fins específicos (para perdão de pecados, para gratidão, para purificação, etc.). Naquela época, por exemplo, Deus ordena que se sacrifiquem animais pelo pecado do ser humano; esses animais seriam substitutos do ser humano e, assim, ele seria perdoado.

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Observação: Argumento Teológico

“Sendo que as palavras subentendem o livramento de um estado de escravidão mediante o pagamento de um preço então, de que fomos libertos? A contemplação dessas coisas é motivo de grande alegria! Cristo nos livrou do justo juízo de Deus que realmente merecíamos, por causa dos nossos pecados (Rm 3.24,25).

Ele nos livrou das consequências inevitáveis de se quebrar a lei de Deus, que nos sujeitava à ira divina. Embora não façamos tudo quanto a Lei requer, já não estamos debaixo de uma maldição. Cristo tomou sobre si essa maldição (Gl 3.10-13).

A sua redenção conseguiu para nós o perdão dos pecados (Ef 1.7) e nos libertou deles (Hb 9.15). Ele, ao entregar-se por nós, remiu-nos ‘de toda iniquidade [gr. anomia]’ (Tt 2.14) ” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.357).

A sublimidade do Altar do Holocausto no Tabernáculo

O altar é uma figura da cruz, onde Jesus passou pelo fogo do juízo divino. Esses sacrifícios repetitivos sobre o altar aceso são tipos do sacrifício único feito por Jesus Cristo ( Levítico 6:1-13).

Entregar no altar o que tem valor O Senhor instruiu que o altar ficasse sempre aceso Altar aceso é a lei do holocausto– No altar Deus cheira o suave cheiro O altar é um lugar de entrega de um animal sem defeito e do derramamento de sangue; o lugar onde algo valioso é entregue ao Senhor para ser queimado em adoração a Ele.

A exigência de Deus para que a oferta fosse sem mancha demonstra que devemos trazer para o altar de Deus o que é melhor, isto é, algo de valor. 

Ao exigir que Isaque fosse oferecido em sacrifício e não Ismael, Deus exige de Abraão o filho que lhe era mais querido. Todos que desejam agradar a Deus no altar devem aprender com Abraão que fez a vontade do Senhor e recebeu a provisão divina.

Deus estabelece que o fogo sobre o altar deveria arder durante todo o dia e toda a noite (Lv 6.12). O fogo aceso representava a presença de Deus e por isso não poderia se apagar jamais, no deserto este cuidado era tomado, manter o altar aceso, ainda que em baixa intensidade.

A intensidade desse fogo em nossas vidas é ativada pelas lenhas da comunhão diária através da vida de santificação, adoração, meditação na palavra, jejum e oração.

Esse bom cheiro hoje é oferecido a Deus por uma Igreja separada deste mundo, consagrada ao Senhor e santificada pelo sangue de Jesus, pela ação da Palavra de Deus e pelo Espírito Santo. O holocausto era uma oferta de cheiro suave ao Senhor

Altar de Bronze

O altar de bronze Deus criou o homem para que O adorasse. Jesus disse que Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4.23). Uma oferta de – Um altar de adoração Assim, se aproximou de Jesus e O adorou: “E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.” (Mt 8.2).

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O altar de bronze (holocausto) ficava no pátio do tabernáculo (Êx 27:2; 40:6) onde o fogo deveria arder continuamente. O altar de ouro (incenso) ficava dentro do santuário (Êx 30:1,6).  eram oferecidos os sacrifícios cruentos era queimado o incenso aromático pela manhã e tarde. Em ambos os altares o cheiro era agradável a Deus, isto é, Deus aceitava a adoração. O altar de bronze (holocausto) e o altar de ouro (incenso)

A fé é essencial para a adoração do ofertante no altar. Se aproximar do altar sem fé é apenas formalismo; é procurar encontrar o Senhor Deus e entendê-lo pela razão humana.  Foi também pela fé que Abraão ofereceu Isaque (Hb 11.17). Não basta apenas ofertar (Hb 11.6).

O autor aos Hebreus enfatiza que Abel foi movido pela fé (Hb 11.4).  Aprendemos pela Palavra de Deus a importância de ofertarmos ao Senhor não simplesmente para cumprir uma ordenança ou liturgia, ou um mero formalismo ritual mas movidos pela confiança, convicção, certeza concreta (Hb 11.1), que se expressa em ação, como demonstrado por Abel, Abraão e outros.

Quando uma oferta é trazida ao altar do Senhor tem também o sentido da adoração. Quando o profeta Elias restaurou o altar de Israel e Deus enviou fogo do céu para consumir a oferta (1Rs 18.38), o povo adorou ao Senhor (1Rs 18.39).

Um altar aceso continuamente significa uma adoração continuada, uma adoração que não pára e que não esteja sujeita a situações que o adorador venha passar. A adoração da Igreja não é afetada pelas crises desta vida, pelas enfermidades ou pelas tempestades que possam advir.

Altar, Alegria e Perdão

Alegria pelo perdão A alegria é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22). Alegria pela presença de Deus– Alegria por ser o altar de Deus, a morte e ressurreição de Cristo nos deu esta alegria por termos comunhão com Deus e pelas gloriosas promessas a todos os que permanecerem fiéis, perseverando até o fim (Mt 24.13).

Essa alegria só é alcançada quando contemplamos Cristo, que foi sacrificado por nós. O perdão só pode ser dado por Jesus, porque com Ele está o perdão (Sl 130.4) O perdão concede ao penitente: alegria imediata, alívio da consciência culpada e restauração da comunhão com Deus.

O Homem sem Deus procura de muitas maneiras se justificar perante o Senhor, mas nenhuma delas consegue conceder alegria ao homem, pois não lhe dá a certeza de ter alcançado o perdão.

Obras Meritórias meditação transcendental praticar a mendicância  O altar é lugar de encontro entre Deus e o homem. O pecador, ao ouvir a voz de Deus, teme e se esconde (Gn 3.10), mas no altar tem uma vítima que toma o lugar do pecador, que muda o medo em alegria (Nm 10.10).

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Em uma tradução livre o salmista está dizendo que, quando vai ao altar de Deus, ele encontra uma alegria que alegra a alegria dele. “Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Sl 43.4).

Seja no calor do dia, ou no frio da noite, que esta chama esteja sempre acesa. Temos de empreender todos os esforços para que o altar esteja aceso continuamente, para que a qualquer momento possamos oferecer a nossa oferta de cheiro suave ao Senhor. https://www.slideshare.net/EderTome/lio-7-o-altar-sempre-acesso-88010282

Jesus, o Holocausto perfeito

Os holocaustos oferecidos no Antigo Testamento não podiam expiar em definitivo o pecado do homem. Isso significa que os holocaustos apresentados na Antiga Aliança eram imperfeitos transitórios. Por esse motivo os holocaustos eram constantemente repetidos.

Todos os dias sacrifícios eram oferecidos em holocausto a Deus, além da ocasião especial do dia da expiação, quando uma vez por ano o sumo sacerdote entrava no lugar mais secreto do Tabernáculo (Levítico 16:12-34).

O escritor de Hebreus fala muito sobre a natureza temporária dos holocaustos na Antiga Aliança. Ele diz que através deles o pecador não podia desfrutar de uma purificação completa de sua consciência alcançando o perdão total e definitivo de seus pecados (Hebreus 9:11).

Somente Jesus, o holocausto perfeito, foi capaz de fazer isto. Ele redimiu seu povo de uma vez por todas. Ele ofereceu sua própria vida em holocausto para a expiação do pecado de seu povo. Os holocaustos da Antiga Aliança serviam para apontar para o holocausto perfeito de Cristo.

Essa conexão está clara em toda a Escritura, como por exemplo, quando Deus providenciou o carneiro para que Abraão pudesse oferecê-lo em holocausto em lugar de Isaque. Aquele sacrifício substituto tipificou o sacrifício de Jesus Cristo. Ele morreu no lugar de suas ovelhas para que estas pudessem viver.

Jesus, o holocausto perfeito, reconciliou o pecador, que merecia a morte, com Deus. O fogo do juízo de Deus que consumia o holocausto pela expiação do pecado passou sobre Cristo no Calvário. É por causa de Jesus, o holocausto perfeito, que o redimido não é consumido. Entenda também por que Deus é fogo consumidor. https://estiloadoracao.com/holocausto-significado-na-biblia/.

Conclusão

Hoje, Deus não usa mais altares passageiros, feitos de terra, nem altares de pedra que podem ser destruídos ou de madeira para ser carregado, mas Deus quer usar nossas vidas para manifestar sua presença.

Paulo certa vez esteve em um templo pagão e viu diversos altares e soube diferenciar todos eles até encontrar um altar diferente onde estava escrito “ao Deus desconhecido” (Atos 17.23).

O apóstolo Paulo discerniu aquele altar e estrategicamente pregou para o povo declarando que o Deus a quem serve é maior que tudo e todos, criou o universo e nos salvou por um sacrifício verdadeiro de seu Filho Jesus Cristo que morreu na cruz para nos salvar.

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