A abrangência Universal da Salvação

A abrangência Universal da Salvação

A abrangência Universal da Salvação

 

A causa do pecado do homem é quem aponta para necessária e urgente e abrangente salvação em Cristo, pois como Paulo diz: “Todos pecaram…”. – Quando o homem pecou no Jardim do Éden, Deus fez a primeira promessa de salvação (Gn 3.15).

Entretanto, Deus, anteriormente, já preparara o meio para que o homem tivesse reatado a Sua comunhão com Deus; pois Ele era conhecedor de que o pecado afetaria o relacionamento Deus homem: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos levar a Deus” (1 Pe 3.18).

 

I – A ORIGEM DO PECADO NA ESFERA HUMANA

Ao contrário de Deus, que é eterno, o mal e o pecado tiveram um início; isto é, houve um tempo em que eles não existiam. Por ser Deus amor e santidade, e tudo o que Ele criou ser bom, o pecado não se originou Nele.

Ezequiel deixa claro que o pecado começou misteriosamente em uma criatura que foi criada boa: “Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você” (Ez 28:15, NVI). “Inculpável” (Heb. tamim, “completo”) descreve a integridade dessa criatura quando saiu das mãos do Criador. Note, também, que o pecado começou em um querubim, um ser exaltado.

Os querubins estavam mais próximos de Deus que quaisquer outros dos seres angelicais. Dois deles foram colocados como guardiões junto à entrada do Éden (Gn 3:24). Um par, feito de ouro, foi colocado sobre a arca da aliança (Êx 25:18-20).

A posição dos querubins na arca ilustra a posição elevada desses seres, que permaneciam à luz da presença de Deus na Sua habitação. Portanto, o pecado se originou em um ser celestial que estava muito próximo ao trono de Deus.

A expressão “no monte santo” de Deus” se refere ao templo celestial, em que Deus habita entre Suas criaturas, o centro do governo celestial.

A corrupção desse querubim, Lúcifer, estava arraigada em um egoísmo que abusara dos dons da beleza e da sabedoria que Deus lhe dera.

Misteriosamente, ele permitiu que suas emoções e sentimentos prevalecessem sobre a razão e, consequentemente, sua integridade foi corrompida. “Corrompeste a tua sabedoria” (Ez 28:17); Deus colocou a culpa justamente sobre o próprio Lúcifer.

Em vez de apegar-se à ordem divina, de acordo com a qual seus dons deviam ser usados para enriquecer os outros, Lúcifer percebeu sua superioridade sobre todos os outros em beleza, esplendor e sabedoria. “Pouco a pouco Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria” e a ordem de Deus foi desfeita.

Obs.: Romanos capítulo 2:

(a)  Merecemos a ira de Deus – Paulo continuará, até o terceiro capítulo, mostrando que todos os seres humanos são culpados, pecadores e merecedores da IRA DE DEUS. Somos pecadores do início ao fim da nossa vida! Por isso, merecemos a justiça de Deus, a sua IRA.

Somente com o conhecimento do evangelho de Jesus Cristo temos condições de receber a fé, para o arrependimento dos pecados, que nos abrirá os olhos para a salvação. E assim, seremos salvos da condenação em definitivo!

Aos que se arrependerem, “receberão a vida eterna e perseverarão em fazer o bem, procurando glória, honra e incorruptibilidade” (vs. 7). Mas, os que não se arrependerem: “indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade” (vs. 8).

  1. b) O cumprimento da lei não traz o arrependimento

Ele enfatiza que é a bondade de Deus que traz o arrependimento ao ser humano e não o cumprimento da lei. As vezes somos levados a condenar a prática dos outros e esquecemos que, também, somos pecadores. Não temos condições de escapar do julgamento divino pelo “simples” cumprimento da lei.

  1. c) Deus não faz acepção de pessoas

Todos, judeus ou não, são culpados e merecem a IRA de DEUS. É nesse contexto que Paulo fala que Deus não faz acepção de pessoas. Pois: “Todos aqueles que pecam sem conhecer a lei de Deus se perderão sem essa lei; mas todos aqueles que pecam conhecendo a lei serão julgados por ela” (vs. 12).

  1. d) E os que nunca ouviram a palavra da salvação?

Paulo fala que a lei de Deus foi escrita no coração do ser humano, por isso de alguma forma temos uma noção do que é/ou não bom. Lembremos que nem todos são ladrões, perigosos, etc…

Porém, devido ao pecado, nós por natureza não temos condições de gerarmos fé sozinhos para a salvação! Por isso, é urgente pregarmos o evangelho da salvação. As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perecendo sem o conhecimento da verdade.

O julgamento é certo. Para os que morreram ou morrerem sem o conhecimento do evangelho serão julgados pelos seus segredos ocultos. E os que ouviram a Palavra, pelo o que conheceram (vs. 13-16). http://www.internautascristaos.com/textos/artigos/estudo-da-carta-aos-romanos-capitulo-2#ixzz456oBPinZ

 

II – “TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS”.

Essa teoria acerca da origem do pecado em relação a humanidade é a mais correta por não haver contradição nas Escrituras Sagradas e por apresentar a maneira ideal para o indivíduo se liberta desse maldito mal que se alastrou sobre a humanidade de uma vez que os nossos pais pecaram.

O segmento protestante, ou evangélico, não crê em purgatório, nem classifica os pecados como venial, mortal ou capital. Seguindo os preceitos bíblicos, não existe pecado pequeno ou grande, pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”(Romanos 3.23).

O pecado nada mais é do que a transgressão aos mandamentos de Deus, segundo I João 3:4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Pecado é um ato, pois “cada um é tentado, quando atraído e engodado pelo seu próprio desejo.

Depois, havendo concebido o desejo, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1:14 e 15). Para que tenhamos salvação e desfrutemos da vida eterna, devemos tão somente crer (“Pela graça sois salvos, por meio da fé…” Efésios 2.8) que Jesus é nosso único e suficiente salvador, e confessar nossos pecados para sermos perdoados (“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” I João 1.9).

Lembre-se também que é necessário arrependimento, e não somente remorso, que nos leva a cometer novamente os mesmos erros por não termos mais lembrança da “culpa” que nos abateu.

 

III – O PENSAMENTO DE PAULO EM RELAÇÃO A ADÃO E CRISTO

Na comparação entre Adão e Cristo, nos é mostrado o triunfo da graça sobre o pecado. Com efeito, o pecado de Adão se estendeu por toda raça humana para perdição; assim também o sacrifício de Cristo tem efeito sobre todos os homens para a salvação. Adão representa a condenação do homem. Cristo representa a justificação do crente e consequentemente sua salvação.

A morte é a punição pelo pecado. É também o símbolo da morte espiritual, que separa o homem definitivamente de Deus. “Porque todos pecaram”.

O contexto demonstra que o pecado de Adão envolveu o restante da humanidade na condenação. Começamos a vida sem esperança de vivê-la sem pecado; nós a começamos com uma natureza pecaminosa.

Obs.: Há duas palavras em Romanos 3.24-25, que nos mostram como Deus resolveu o problema do pecador. São elas Redenção e Propiciação.

– REDENÇÃO: consiste na compra de um escravo e sua imediata libertação. Cristo mediante seu sacrifício nos comprou das garras do pecado de quem éramos escravos e nos deu a liberdade.

– PROPICIAÇÃO: é tornar favorável a justiça divina descrita na lei, mediante um sacrifício substituto e reparador, o qual leva sobre si as penas da lei, como resultado dos pecados do mundo, removendo ao mesmo tempo o impedimento que havia entre Deus e o homem. Propiciação se resume em remissão e perdão.

 

 IV – GENTIOS X ISRAEL X SALVAÇÃO

No plano de Deus quanto a salvação da raça caída em Adão se percebe que Paulo enfatiza a igreja de Roma nos dando a entender sobre uma necessidade de salvação fundamentada na culpabilidade universal da humanidade:

Dos gentios (1.18; 2.16)

Dos judeus (2.17 a 3.20)

Todos são pecadores (3.23)

Se a transgressão de Israel redundou em riquezas para o mundo, o seu abatimento em riquezas para os gentios – Riqueza do conhecimento de Cristo e o plano de salvação – que dirá da plenitude dos judeus, que bênçãos mais trará para toda humanidade?

Paulo tenta fazer com que a salvação e filiação com Deus dada aos gentios faça ciúmes a seu povo e isso os traga de volta para Deus.

 1 – Os Gentios foram enxertados (11.17-24)

Para haver o enxerto é preciso que se faça um corte na planta. A poda de alguns ramos, que eram os judeus que não aceitaram o Messias, abriu brechas na Oliveira para que os gentios fossem enxertados.

Uma vez enxertados somos participantes da seiva. Mas não pense que você foi enxertado por seus méritos, cuidado! Se os ramos originais foram cortados por causa de sua incredulidade, então devemos a cada dia com humildade reconhecer que somos dependentes da misericórdia de Deus. A raiz da Oliveira representa os Patriarcas. A Oliveira inteira representa o povo de Deus.

 2 – Israel será salvo (11.25-32)

Chegando a plenitude dos tempos, Israel será vivificado e restaurado. Deus se voltará para Israel por causa da Sua fidelidade ao pacto feito com os patriarcas.

A cegueira dos judeus chegará ao fim com a vinda do libertador de Israel, ou seja, Israel reconhecerá Jesus como o seu Messias. (http://www.santovivo.net/gpage217.aspx).

 

V – O PERDÃO DE CRISTO

A doutrina do perdão, proeminente tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável.

Central à doutrina do Antigo Testamento está o conceito de cobrir o pecado da vista de Deus, representado pela palavra heb. kapar. Isto é indicado pelas várias traduções da palavra tais como ‘apaziguar’, ‘ser misericordioso’, ‘fazer reconciliação’, e o uso mais proeminente na expressão ‘fazer expiação’, que ocorre 70 vezes na versão KJV em inglês.

Em Levítico 4.20, ela é agrupada com uma outra palavra proeminente do Antigo Testamento empregada para perdão, com o significado de “enviar ou deixar partir’. Consequentemente, em Levítico 4.20 está declarado: ‘O sacerdote por eles fará propiciação [de karpar], e lhes será perdoado [de salah] o pecado.

Uma terceira palavra heb., na’as, ocorre frequentemente com a ideia de ‘levantar’ ou ‘dispersar’ o pecado. […] Fica claro que o perdão depende de um pagamento justo, de uma penalidade pelo pecado.

Os sacrifícios do Antigo Testamento proporcionaram tipicamente e profeticamente uma expectativa do sacrifício final de Cristo.

O perdão como um relacionamento entre Deus e o homem depende dos atributos divinos de justiça, amor e misericórdia, e é baseado na obra de Deus ao providenciar um sacrifício apropriado (Dicionário Bíblico Wycliffe 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1501).

 

VI – O ALCANCE DA OBRA SALVÍFICA DE CRISTO

Há entre os cristãos uma diferença significativa de opiniões quanto à extensão da obra salvífica de Cristo. Por quem Ele morreu?

Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o Diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle).

O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção. Além dos textos bíblicos que demonstram ser a natureza de Deus de amor e de misericórdia, o versículo chave do universalismo é Atos 3.21, onde Pedro diz que Jesus deve permanecer no Céu ‘até aos tempos da restauração de tudo’.

Alguns entendem que a expressão grega apokastaseõs parttõn (restauração e todas as coisas) tem significado absoluto, ao invés de simplesmente ‘todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas’.

Embora as Escrituras realmente se refiram a uma restauração futura, não podemos, à luz dos ensinos bíblicos sobre o destino eterno dos seres humanos e dos anjos, usar este versículo para apoiar o universalismo.

Fazer assim seria uma violência exegética contra o que a Bíblia tem a dizer deste assunto (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática; Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 358).

 

CONCLUSÃO

A salvação que Cristo oferece é tão abrangente que alcança o mais vil pecador independentemente de cor, raça, sexo, credo, e etc.

De uma vez que fomos alcançados pela salvação em Cristo Jesus, cabe a nós estarmos firmes e esperançosos sabendo que a nossa redenção se cumprirá cabalmente quando não estaremos mais sujeitos a tropeçarmos na salvação que é para todos que Nele crer.

Paulo afirma que estamos mais perto da salvação do que quando aceitamos a fé: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (v.11).

Referências

– Bíblia de Estudo Plenitude (ARC)

– Apontamentos Teológico do Autor

– Dicionário Língua Portugues

. (http://www.santovivo.net/gpage217.aspx).

 

 

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