Justificação somente pela fé em Jesus Cristo

Justificação somente pela fé em Jesus Cristo

Justificação somente pela fé em Jesus Cristo

 

A Justificação como um ato Divino satisfaz plenamente os processos da Lei Divina por meio da Justiça de Cristo beneficiando assim o pecador que o recebe como seu suficiente Senhor e Salvador.

 

Neste artigo você estudará sobre:

1. Justificação

2. A Salvação sem méritos humanos

3. O Justo viverá da fé

Bons estudos!

 

DEFININDO O TERMO

1 – Justificação

É, sem dúvida, um ato divino, como já dissemos na introdução deste comentário, que tem um caráter jurídico que implica em declarar justo o pecador. Segundo Daniel B. Pecota, na obra Teologia Sistemática, Uma Perspectiva Pentecostal (CPAD):

“O termo Justificação refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo, na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas consequências eternas declarando-os plenamente justos aos seus olhos”.

Já Myer Pearlman por sua vez, define o ato da justificação dizendo é a livre graça de Deus pelo qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos aos seus olhos somente por ser imputada a justiça de Cristo, que se recebe pela fé.

2 – Significado da Justificação

O Verbo “justificar” aparece 39 vezes somente no Novo Testamento sendo 27 das quais nos escritos Paulino nos dando a compreender a importância que teve o assunto da justificação para o Apóstolo dos Gentios.

O ato vai além de um mero conceito jurídico humano e diminuto, e de um estéril pronunciamento forence. Através da justificação, sublime doutrina fundamental, o pecador se arrependido passa a ser visto por Deus como um justo.

Sendo assim, a justificação traz para nós um sentido representativo da vida (Rm 5:17-19), perdão dos pecados (vv. 7,8), cujo resultado é a santificação.

Quando Cristo ressuscitou estava Ele nos dando a garantia da Justificação dos nossos pecados quando passamos a crer no ato milagroso da ressurreição que originou não somente a nossa justificação, mas também a nossa bendita salvação (Rm 4:25). (Lições Bíblicas da EBD Jovens e Adultos de 1988 – Pr. Ezequias Soares).

A posição do pecador

Contudo, a justificação não deixar de representar para nós a posição espiritual do miserável pecador diante de Deus, onde o mesmo (pecador) se torna sem culpa e esperançoso passa a ter comunhão com o criador, comunhão essa, perdida lá no Éden em Adão, mas que agora foi oferecida por Cristo no seu sacrifício expiatório na cruz do calvário.

Para descrever a ação de Deus ao justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. Tsaddiq: Êx 23:7; Dt 25:1, I Rs 8:32; Pv 17:15) e pelo Novo Testamento (gr. Dikaio: Mt 12:37; Rm 3:20; 8: 33,34), sugere um contexto judicial e forence.

Não devemos, no entanto, considera-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem, contudo, sê-lo. Por estarmos nEle (Ef 1:4,7,11), Jesus Cristo tornou-se a nossa justiça (I Co 1:30). Deus credita ou contabiliza (gr. Logizomai) sua justiça em nosso favor.

Ela é imputada a nós. Em Romanos 4, Paulo cita dois exemplos do Antigo Testamento como argumento em favor da justiça imputada. A respeito de Abraão diz que “creu ele no Senhor, e foi lhe imputado (hb. Chashav) isto por justiça (Gn 15:6). E veja que isto ocorreu antes de Abraão ter obedecido a Deus no tocante à circuncisão, sinal da aliança.

De modo talvez, ainda mais dramático, Paulo cita Salmos 32:2, no qual Davi pronuncia uma bênção sobre “o homem a quem o Senhor não imputa maldade” (Rm 4:8); II Co 5:19). (Pecota, Daniel B. – A obra Salvífica de Cristo. In HORTON, S.M. Teologia Sistemática. RJ; CPAD, 1996, P. 372).

Ainda sobre o Patriarca Abraão

É bom ressaltarmos aqui sobre a sua fé. Tudo começa quando Abraão partiu de Harã tendo, o mesmo, 75 anos de idade e com a promessa divina em que Deus multiplicaria a sua descendência, e dar-lhe a terra de suas peregrinações.

Lembramos que essa mesma promessa foi ratificada estando o Patriarca já avançado na idade e o mesmo não titubeou, mas creu no poder de Deus mediante a sua promessa.

Agora vejamos que não somente a idade de Abraão está avança como também a da sua esposa, sara, que além do mais era estéril e o período da maternidade havia passado. ALELUIAS!

Quando Paulo cita Romanos capítulo 4 observamos que ele argumenta o que está escrito em Gênesis 15:6 que diz: “E ele creu no Senhor e foi-lhe imputado isto por justiça” e isto não pelas obras, mas sim, pela fé.

Ainda sobre o Rei Davi

Vimos Paulo citando o Salmo 32 que no contexto de Gn 15 corresponde o mesmo verbo “imputar” que não é outra coisa, se não, creditar ou lançar na conta de uma pessoa, ou seja, Deus credita a justiça na conta do pecador, que é o equivalente a Deus contar os homens pecadores como justos por causa, simplesmente, que eles creem e não por causa de suas obras.

Sendo assim, no caso do crente, embora pecador na condição humana, é porto na posição (imputado) de justo. Quando o Salmista diz que bem-aventurado é o homem que obtém o perdão divino, ele quer dizer que o perdão é de graça (gratuito), só depende do pecador buscar e crer na infinita bondade e misericórdia de Deus.

 

A SALVAÇÃO SEM MÉRITOS HUMANO

1 – A Justificação sem a justiça humana

Então, que diremos; que Abraão, nosso antepassado, obteve pelo esforço próprio? Tendo tranquilizado o seu questionador judeu hipotético de que o foco do evangelho na confiança fiel não anula a Lei, mas a confirma (Rm 3:31).

Assim, Paulo trata de uma segunda objeção que ele poderia levantar: E z´khut-avot, os méritos do antepassado?” (Rm 11:28,29). Não há dúvida de que, no século I da E.C., espalhou-se a doutrina de que os descendentes podem se beneficiar e até reivindicar salvação com base na justiça dos seus antepassados.

Os adversários de Jesus fizeram exatamente esta reivindicação em João 8:33, os próprios inimigos de Paulo obviamente estavam usando a ideia em II Coríntios 11:22 e João Batista, o imersor, repreendeu seus indagadores antes de eles terem a chance de dizer: “Abraão é nosso pai” (Mt 3:9).

Há um núcleo de bases bíblicas para esta crença: “E porque amou os seus antepassados, ele escolheu a descendência deles” (Dt 4:37); veja também Êxodo 32:13).

2 – A salvação em Cristo

A salvação é um dos conceitos espirituais mais importantes no cristianismo, junto com a divindade de Jesus Cristo e a definição do Reino de Deus.

Após a queda do gênero humano, através da desobediência a Deus, é o Próprio Deus quem salva os homens. Através da sua Graça (dom, favor não merecido). Deus ama os homens desde toda eternidade, mesmo sabendo que iriam desobedecê-lo.

Assim, já tinha o remédio para a humanidade, Ele entregaria seu Filho, Jesus, que daria a vida como resgate de muitos, para o perdão dos pecados e para a santificação do gênero humano.

Assim como Maria tem possuía nenhum mérito para ser mãe de Jesus, segundo a carne, também não tínhamos nenhum mérito para alcançarmos a salvação da nossa alma.

Para nós protestantes a Salvação vem pela graça de Deus. Tendo Jesus sofrido na cruz do Calvário o castigo do pecado, pode agora dar a salvação ao pecador.

É igual a uma permuta: Jesus Cristo leva sobre si o pecado do ser humano e este pode obter o perdão que Cristo dá, ao se tornar o único e pessoal Salvador do pecador confesso e crente. (Fonte ABC Doutrinário // Ilgonis Janait. 7ª edição revisada – Rio de Janeiro: JUERP, 2000.). Justificação somente pela fé em Jesus Cristo.

 

O JUSTO VIVERÁ DA FÉ

Semelhante a alguns crentes na Galáxia, que se dispunham a abandonar o princípio da fé pelas obras da lei, assim também a Igreja Católica Apostólica Romana, na Idade Média, no período Medieval contrariava a sã doutrina de Paulo com pretextos de barganha e poder político.

A Bíblia Apologética de Estudo nos traz um resumo de como Deus intervém no assunto demonstrando que o homem continua incapaz de produzir méritos suficientes para obter a salvação, por isso usou um home chamado Martinho Lutero para iniciar uma revolução que libertaria muitos do engano que diz obter salvação pelas obras. Vejamos:

A faísca foi lançada em 1517, ocasião em que a campanha das indulgências, em favor da Basílica de São Pedro, em Roma, estava a todo vapor. Tetzel, um Padre Dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo.

“Dizem“ que cada vez que cai a moeda na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório”, asseverava ele. Diante disso, Lutero resolveu protestar, fixando suas 95 teses na porta da igreja em Wittenberg (Alemanha), condenando o uso das indulgências.

Em resposta, o Papa Leão X emitiu a bula Exsurg Domine, ameaçando Lutero de excomunhão. Mas era tarde demais. As teses de Lutero já haviam sido distribuídas por toda a Alemanha. Lutero, então, foi chamado a comparecer à dieta Worms, para se retratar.

Mas respondeu que não poderia se retratar de nada do que disse: Foi na dieta de Spira, em 1529, que os cristãos reformistas, pela primeira vez, foram apelidados de “protestantes”, devido ao protesto que os príncipes Alemães fizeram diante do autoritarismo do catolicismo.

Os ideais de reforma

Nessa época, os ideais da reforma já estavam estourando em diversas partes, como, por exemplo, em Zurique, sob o comando de Zuinglio, na França, sob a liderança de Calvino, e nos países baixos.

Em todos esses países, houve perseguição aos reformadores e aos novos protestantes. A perseguição se tornou ainda mais intensa com o movimento contra-reforma, promovido pelo catolicismo. Era um método de represália. A reforma enfrentou cem anos de guerras religiosas dos reis católicos contra os protestantes.

Mas saiu vitoriosa, prosperou, e as igrejas protestantes foram fundadas em todas as partes do mundo. Hoje, graças a Deus, uma grande parcela da população ocidental é protestante. E o Brasil caminha a passos largos para ser conquistado totalmente pelo protestantismo. ( Bíblia Apologética de Estudo, ICP Edição ampliada, página 1333).

 

CONCLUSÃO

Diferente do Catolicismo Romano, Judaísmo, Espiritismo e outras seitas, Paulo demonstra na carta endereçada a igreja de Roma que a salvação jamais pode ser mérito humano, ou seja, resultado das obras, (Is 64:6).

Mas o Apóstolo dos Gentios identifica, através da justificação em Cristo, que a salvação, que não é obra do acaso, é um ato soberano da graça de Deus por intermédio de Cristo Jesus na vida do homem pecador (Ef 2:8,9; Tt 2:11). Justificação somente pela fé em Jesus Cristo o nosso salvador.

 

REFERÊNCIAS

– Bíblia de estudo Apologética (ICP)

– Apontamentos Teológicos do autor

– Dicionário Língua Portuguesa

– (Fonte ABC Doutrinário // Ilgonis Janait. 7ª edição revisada – Rio de Janeiro: JUERP, 2000).

. (Comentário Judaico do Novo Testamento CJNT. David H. Stern, páginas 387,388).

– (Pecota, Daniel B. – A obra Salvífiva de Cristo. In HORTON, S.M. Teologia Sistemática. RJ; CPAD, 1996, P. 372).

 – (Lições Bíblicas da EBD Jovens e Adultos de 1988 – Pr. Ezequias Soares).

 

Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC. Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama). Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI). Conferencista, Seminarista, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

 

 

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