Contra os falsos profetas

Contra os falsos profetas

Contra os falsos Profetas

A presente lição é um alerta para o crente viver de maneira prudente. É preciso sensibilidade e discernimento espiritual para discernir a fonte das profecias. Os falsos profetas contrapõem a Palavra de Deus e lançam dúvidas no coração do seu povo

Texto Bíblico (Ezequiel 13.1-10)

O início do Ministério dos Profetas

Profeta: [Do heb. Nabi; do gr. prophetes]. “No Antigo Testamento, era a pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para falar por Deus e em lugar de Deus”. Os profetas do Antigo Testamento inspiram e instruem não somente a Israel, mas a Igreja de Cristo. O Senhor Jesus Cristo e os seus apóstolos fizeram-lhes referências, reconhecendo a autoridade espiritual deles.

Contexto histórico (v.24).

Nos versículos 11 a 15 do capítulo 11 de Números, observamos que Moisés, por causa de seu trabalho excessivo, sentiu-se incapaz de satisfazer plenamente às necessidades do povo, e isso o deixou frustrado. Todos os homens de Deus passam por experiências similares. Quando chegamos a esse ponto, Deus vem em nosso socorro (Sl 121.1,2). Foi nesse contexto que o Senhor, para aliviar a carga de Moisés, repartiu o Espírito que estava sobre o seu servo entre setenta anciãos de Israel, a fim de ajudar o grande legislador do povo hebreu a desempenhar o seu ministério (vv.16,17).

Moisés iniciou o ofício profético em Israel (vv.25,26).

O verbo “profetizar” aparece aqui pela primeira vez nas Escrituras Sagradas: “[…] quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram” (v.25); “[…] e profetizavam no arraial” (v.26). Foi com essa congregação de setenta homens dos anciãos do povo hebreu que Moisés iniciou ao que posteriormente ficou conhecido como o ministério profético em Israel. Apesar de o verbo ter a sua primeira menção no livro de Números, a figura do profeta está presente desde a época patriarcal. Embora não se saiba qual era exatamente a sua função nesse período, parece-nos incluir a intercessão, visto que Deus disse a Abimeleque acerca de Abraão: “[…] porque profeta é e rogará por ti” (Gn 20.7).

“Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta” (v.29).

A resposta de Moisés demonstra que qualquer pessoa podia ser profeta, desde que tivesse uma chamada divina específica. Essa expressão se confirma na história do Antigo Testamento, pois os profetas e profetisas como Débora e Hulda, por exemplo, vieram de diversas tribos, famílias e classes sociais (Jz 4.4; 2 Rs 22.14). Veja ainda o caso de Amós, que era camponês (Am 7.14). Diferentemente dos sacerdotes, os profetas não precisavam pertencer a certa família sacerdotal, como a de Arão; também não havia restrição de idade nem objeção quanto às condições físicas. O ministério profético, como instituição, teve início em Israel por meio de Moisés.

OBS: ARGUMENTO TEOLÓGICO – Profetas apóstatas – “Em total descaso dos grandes princípios do concerto que eles tinham jurado cumprir, o povo de Deus havia tomado para si outros deuses e feito outras alianças. Não admira que o Senhor levantasse Ezequiel e outros profetas para confrontar o povo por essa apostasia. Para piorar as coisas, muitos dos próprios profetas conduziram ao caminho do declínio espiritual. É verdade que na maioria dos casos eles eram autodesignados porta-vozes sem terem a mensagem do Senhor (Ez 13.1-7). Tinham tampado as rachaduras dos muros de segurança do concerto de Israel, muros que estavam em desintegração (v.10), anunciando paz onde não havia paz (v.16). Por fim, estes charlatões, com todos os instrumentos de adivinhação, seriam expostos ao que verdadeiramente são – cegos que guiam cegos – e cairiam na arruína (vv.8,9,17-21)” (ZUCK, Roy. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.401-02).

O Profeta

Seu significado.

A palavra hebraica usada no Antigo Testamento para “profeta” é nābî’. Sua etimologia é incerta, mas o verdadeiro significado é possível pelo seu uso nas Escrituras. O diálogo entre Deus e Moisés (Êx 4.14-16) esclarece o sentido do termo, o qual é “falar em nome Deus”. Por conseguinte, é ser um “porta-voz”, um “embaixador” (veja a ilustração do ofício com Moisés e Arão em Êxodo 7.1,2). Deus sabe todas as coisas, conhece o fim desde o princípio; seu conhecimento é absoluto e perfeito em tudo (Is 46.9,10). Portanto, quem fala em seu nome anuncia o futuro como se fosse presente. Isso explica o estreito vínculo de “profetizar” com “prever o futuro” e, ainda, “revelar algo impossível de saber através de recursos humanos”, ações possibilitadas apenas por Deus.

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Sua abrangência. Tanto o substantivo “profeta” como o verbo “profetizar” têm amplo significado no Antigo Testamento e em nossos dias.

O termo “falso profeta” aparece na versão grega dos setenta, conhecida como Septuaginta (LXX), e em o Novo Testamento; porém, não existe nas Escrituras hebraicas. Assim, o termo aplica-setambém a adivinhos, falsos profetas e profetas das divindades pagãs das nações vizinhas de Israel, sendo identificados como tais pelo contexto (Js 13.22; 1 Rs 22.12; Jr 23.13).

Expressões correlatas.

Vidente, por exemplo, possui dois termos hebraicos que o identifica nas Escrituras: hozeh e roeh (hōzer e rō’eh na transcrição técnica). Ambos apresentam dois sentidos: ver com os olhos físicos e ver introspectivamente, ou seja, ver com o espírito, por isso, o profeta é chamado de “homem de espírito” (Os 9.7).Houve um período na história profética de Israel em que os profetas eram identificados simplesmente como “videntes” (1 Sm 9.9).

OBS: ARGUMENTO VETEROTESTAMENTÁRIO – “Os profetas do AT eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam- se muito acima de seus contemporâneos. Nenhuma categoria, em toda a literatura, apresenta um quadro mais dramático do que os profetas do AT. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles, logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influencia na história da redençao. […] Os profetas exerceram considerável influencia sobre a composição do AT. Tal fato fi ca evidente na divisão tríplice da Bíblia Hebraica: a Torá, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1001).

O Ministério

Havia o ministério dos profetas?

Há quem negue a existência da escola e do ministério dos profetas como instituição em Israel nos tempos do Antigo Testamento. Entendemos que no ministério mosaico iniciou-se a atividade profética em Israel (Nm11.25). Entretanto, o profetismo, como movimento, surgiu séculos depois. Mais tarde vemos que Samuel presidia a congregação de profetas em Naiote, região de Ramá, onde residia (1 Sm 7.17; 19.19-23). E adiante, vemos a existência de uma escola dos profetas composta por “filhos” dos que exerciam o ofício (2 Rs 2.3,5,1 5). É importante ressaltar que “filho”, na Bíblia, significa também “discípulo, aprendiz” (Pv 3.1,21; 2 Tm 2.1; Fm v.10). Note que o texto sagrado revela a existência de uma organização de profetas bem estruturada, e Eliseu chegou a ser o mestre deles (2 Rs 6.1-3).

A corporação profética.

O termo original para “ministério, serviço” não é o mesmo referente à atividade dos profetas. A expressão “ministério do profeta” ou “dos profetas”, na ARC, como aparece nas leituras diárias desta lição, significa na verdade “por meio dos profetas”, como registra a ARA. O vocábulo “ministério” indica o serviço religioso específico e especial, desempenhado pelos levitas (1 Cr 6.32), pelos sacerdotes (1 Cr 24.3) e pelos apóstolos (At 1.25). Isso, porém, não é em si mesmo prova da inexistência de uma corporação profética em Israel (1 Sm 10.5).

Classificação.

Os profetas do Antigo Testamento são categorizados em clássicos, ou profetas escritores, e os conhecidos também como profetas não-escritores ou orais. Estes últimos são também chamados não literários, os quais não escreveram seus oráculos, como Samuel, Elias e Eliseu. Os profetas clássicos são também chamados de literários, os quais escreveram suas profecias, como Isaías, Jeremias, Ezequiel, dentre outros. Trata-se de uma classificação simplesmente didática. Ambos os grupos desempenharam o mesmo ofício, mas em épocas diferentes. Todos falaram em no medo Deus de Israel. As Escrituras empregam a mesma expressão para ambos os grupos: “veio a palavra do SENHOR a” ou fraseologia similar (1 Sm 15.10; Is 38.4; Jr 1.2). Todos esses profetas usavam a chancela de autoridade divina: “assim diz o SENHOR” (1 Sm 15.2; Is 7.7; Jr 2.2).

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ARGUMENTO TEOLÓGICO – “[O ofício do profeta] – Ao abordarmos o ofício do profeta, encontraremos uma relação estreita entre palavra e visão. É indivisível a função de ser vidente e portador da palavra. O profeta sempre será visionário, já que, no desempenho do seu trabalho, fará com que os receptores de sua mensagem alcancem uma compreensão divina do presente e, também, fará com que se perceba o futuro sem as incertezas que ocasionam o devir daqueles que, ignorando a profecia, vivem alheios aos desígnios de Deus e, portanto, se convertem em títeres das circunstâncias temporais ou, o que poderia ser pior, acabam sendo vítimas da manipulação dos multiformes oráculos dos falsos profetas ou iluminados de plantão.

Para uma maior compreensão da relação entre profeta e vidente, farei referência a três termos hebraicos que se referem, de forma especial, ao profeta do Antigo Testamento. Ainda que, com mais empenho, eu me refira ao que talvez seja o vocábulo mais importante: nabbi. Esse termo comumente se traduz “profeta” mais de 300 vezes nas Escrituras hebraicas. A ideia básica do significado de nabbi é: “alguém que fala em lugar de Deus”; o nabbi foi necessariamente estabelecido para transmitir a mensagem de Deus. […] Quero fazer referência a outros dois termos para profeta, traduzidos como “vidente”.

Um é ro’eh, e o outro é hozeh. Ambos são usados muito menos que o termo principal nabbi. A palavra hebraica Ro’eh aparece em 12 ocasiões. Hozeh é utilizada 18 vezes; a raiz de ambas destaca o sentido de “ver”. Portanto, a ideia fundamental que quero destacar consiste na capacidade que se outorga ao profeta de poder visualizar a vontade de Deus. Isso pressupõe um enfoque revelacional na capacidade de o profeta escutar a voz de Deus. Por conseguinte, o oposto a essa capacidade de ver é a cegueira própria de quem, tendo olhos, não vê, já que se trata do âmbito do oculto aos sentidos humanos e é necessário que Deus tire o véu do mundo espiritual e se dê a conhecer” (ESCOBAR, Juan Carlos. Profetas e Visionários. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, pp.23,27).

OS falsos Profetas nos Dias de Ezequiel

1 – Oráculos contra os Falsos Profetas e Falsas Profetisas (13.1-23).

Ezequiel deu dois sinais (ver Ez 12.3-6 e 18-20) e, então, cinco mensagens (ver as notas em Ez 12.21). O capítulo 13 descreve a terceira mensagem (oráculo). As duas primeiras deram advertências contra os escarnecedores que perverteram as mensagens do profeta, negaram a validade de suas profecias, ou afirmaram que, se verdadeiras, elas não se realizariam nos seus dias. A terceira mensagem desenvolve o assunto, afirmando que os falsos profetas e as falsas profetisas diziam mentiras e tinham visões falsas. Estes declararam que haveria paz e prosperidade nos seus dias, em vez de terror. Garantiram, também, que Yahweh e outros deuses os inspiraram. De fato, eles eram hipócritas, mentirosos, atores corruptos, simuladores, entusiastas auto-enganados, idólatras e apóstatas.

2 – Os dois lados.

Tudo na vida tem seu lado positivo e seu lado negativo. Como há o bem, há também o mal; como há galardão, há castigo; como há amigos, há inimigos; como há bênção, há maldição; como há verdadeiro, há mentiroso; como há justo, há injusto; como há vida, há morte; como há céu, há inferno. Assim também como há profetas legítimos enviados por Deus, há falsos profetas provenientes da parte de Satanás.

O termo falsos profetas não está no V.T., mas a perspectiva histórica acertou em designá-los assim. Havia duas classes de falsos profetas: aqueles que eram representantes de algum objeto de culto, outro que não o verdadeiro Deus, como, por exemplo, Baal, Moloque (cons. o desafio de Elias aos profetas de Baal, I Reis 18:19 e segs.); e aqueles que falsamente se propunham a falar em nome de Jeová (cons. a oposição de Micaías aos profetas de Acabe, I Reis 22:5-28).

A mais forte acusação desses enganadores foi feita por Jeremias, que se lhes opôs com base moral, pessoal e política (Jr. 23:9-32). Durante os últimos suspiros de Jerusalém, Hananias se opôs a Jeremias na pátria (Jr. 28) e Acabe, Zedequias e Semaías se lhe opuseram na Babilônia (Jr. 29:15-32). Ezequiel neste capítulo também denuncia os falsos profetas e as falsas profetizas. (Veja A.B. Davidson, “The False Prophets”, O.T. Prophecy, págs. 285-308). Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Ezequiel. Editora Batista Regular. pag. 55-56.

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OBS: Essa advertência foi dirigida aos falsos profetas, que declaravam mensagens mentirosas, ditas com a intenção de ganhar popularidade, para agradar as pessoas. Os falsos profetas não se importavam com a verdade, como fazia Ezequiel. Acalmavam as pessoas, transmitindo uma falsa sensação de segurança, tornando o trabalho de Ezequiel ainda mais difícil. Tome cuidado com as pessoas que distorcem a verdade para obter poder e popularidade. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1045.

3 – A expressão ”profetas de Israel” só aparece mais duas vezes no Antigo Testamento e somente em Ezequiel (13.16; 38.17).

Não existe, nas Escrituras hebraicas, uma palavra específica para ”falso profeta”. O termo ”profeta” pode se aplicar a falsos profetas, tanto os de Jerusalém (Jr 5.30,31; 14.13-18) quanto os que estavam entre os exilados na Babilônia (Jr 29.8-10,21-23) e também aos falsos doutrinadores da atualidade (2 Pe 2.1). Ezequiel descreve ainda a natureza da atividade profética desses enganadores do povo. Os ”profetizadores”, ou ”que profetizam”, ou ainda, ”estão profetizando do”, é um pleonasmo, uma redundância até certo ponto sarcástica. Ele denuncia os falsos profetas que ”profetizam o que vê o seu coração” (v.2).

O oráculo começa com a introdução profética tradicional, indicando a fonte do discurso: A palavra do Senhor veio a mim. Essa palavra é uma ordem para Ezequiel profetizar contra os profetas de Israel (v. 2). Ezequiel ridiculariza esses mensageiros usando o título de “profetas”, como eram conhecidos. Essa expressão “profetas de Israel” só aparece três vezes no Antigo Testamento e apenas Ezequiel faz uso dela (vv. 2, 16; 38.17). É um título louvável e de alto nível; no entanto, o contexto revela que os profetas tinham traído sua posição de privilégio.

O contexto da profecia deixa claro que os destinatários originais dessa mensagem são falsos profetas (vv. 3-7). Não existe no Antigo Testamento hebraico a palavra “falso profeta”. A diferença entre o verdadeiro e o falso se reconhece pelo contexto ou adjetivo que acompanha a palavra “profeta”. Deus fala deles usando a expressão “meus servos, os profetas” (2Rs 9.7; 17.13; Jr 7.25). Moisés, Samuel, Elias e Eliseu são chamados nas Escrituras de “homens de Deus” (Dt 33.1; 1Sm 9.6; 2Rs 4.9). O termo é aplicado a Eliseu 29 vezes, a Moisés 7 vezes e a Samuel 6 vezes, sem contar o seu emprego aos profetas anônimos (1Sm 2.27; 1Rs 20.28; 2Cr 25.7, 9). Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 64-65.

Conclusão

Hoje, vemos falsos profetas realizando sinais e prodígios, como curas miraculosas, expulsão de demônios e transes místicos. Outros pregam doutrinas espiritualistas, realizando manifestações mediúnicas de adivinhação ou comunicação com os mortos, práticas abomináveis, segundo a Bíblia (veja Levítico 19:31; Deuteronômio 18:10, 11). Professos cristãos pregam a prosperidade como resultado de suas ofertas, ou a liberação sexual baseada no amor ao próximo. Eles negam a lei de Deus, alegando que ela foi abolida na cruz. De fato, muitos deles fazem isso com tanta convicção que faz parecer que realmente crêem nos seus próprios enganos.

A situação está tão terrível hoje, que ficamos perplexos, sem saber em que acreditar. “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos” (Mateus 24:24). “Vejam que Eu os avisei antecipadamente” (Mateus 24:25 – leia até o verso 28). Da mesma forma que Deus avisou Israel por meio dos verdadeiros profetas, Ele também nos avisou, para que não morrêssemos entregues ao engano, assim como foi na época de Ezequiel.

 

Bibliografia

A Bíblia Plenitude – E.R.C.

A Bíblia de Estudos das profecias. E.R.A.

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