A sutileza das Ideologias contrárias à Família

A Sutileza das Ideologias Contrárias à Família

 Nos parece que O confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. Entre todos os ataques do inimigo contra a família que Deus instituiu, está os mais preferidos de Satanás: O matrimônio e a família, aborto, a ideologia de gênero, o sexo sem compromisso e a separação e o divórcio.

TEXTO BÍBLICO (Gênesis 2.18-24)

Conceito e atribuições da Família

1.Conceito.

Família é o sistema social básico, instituído no Éden por Deus, para a constituição da sociedade e prossecução da raça humana. Os primeiros capítulos de Gênesis revelam que a família foi a primeira das instituições divinas na terra. Jesus utilizou-se da família para ilustrar certos atributos, atos, qualidades e dádivas de Deus, como o amor, o perdão, a longanimidade, a paternidade. Vários dos milagres de Jesus estão relacionados à família, suas necessidades, provações, encargos e responsabilidades (Mt 8.5-15; 9.18-26; Jo 2.1-11; 4.46-54; 11.1-45). Isto nos leva a imaginar o grande valor que Deus confere a esta sua primeira e vital instituição humana.

Atribuições da família. Dentre as muitas atribuições da família, enumeramos algumas consideradas relevantes:

a) Vida íntima conjugal. Só o casamento justifica e legitima a união sexual marido-mulher. Logo no primeiro capítulo da Bíblia está escrito a respeito do primeiro casal, “Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (v.28). E como se dá tal multiplicação? Pela união física do casal, que deve decorrer do amor e do consenso mútuo. No capítulo seguinte (Gn 2.24) está também registrado que, após o casamento, homem e mulher “serão ambos uma carne”.

b) Propagação do gênero humano. Este foi um dos propósitos de Deus quando da instituição da família: a geração de filhos, para o povoamento da terra e a prossecução do gênero humano. Deus conferiu esta faculdade ao casal, o que constitui uma elevada responsabilidade (Gn 1.28).

c) Subsistência. Basicamente, a motivação que está subentendida no desempenho diuturno e penoso do trabalho e igualmente do exercício das profissões é o sustento, o conforto, o bem-estar; enfim, o atendimento suficiente e sensato das necessidades dos membros da família.

d) Educação. Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em cinco principais responsabilidades para os pais: um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc); um estômago para alimentar; uma personalidade para formar; uma mente para educar e uma pessoa completa para ser conduzida a Cristo, seu Salvador e Senhor.

e) Proteção. É responsabilidade dos pais prover no lar paz, harmonia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.

f) Afeto. As relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propício e acolhedor, que a criança recebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e aprende a praticá-lo.

OBS: ARGUMENTAÇÃO DA VIDA CRISTÃ – O CONCEITO CRISTÃO DE FAMÍLIA – “O casamento cristão pressupõe a formação de uma nova família e, como resultante, o nascimento de filhos. Está inserida na criação dos filhos, a responsabilidade familiar de prover o sustento e todo o cuidado indispensável para o desenvolvimento do ser humano. Por conseguinte, entre outros deveres e obrigações do casal, inclui-se o planejamento familiar. A Declaração de das Assembleias de Deus professa que ‘a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho(s) – ‘quando houver’. Reitera ainda a Declaração que o ‘pai e a mãe integram, de forma originária, determinante e estruturante, a família, e a eles a Bíblia impõe o dever de sustentar, formar, disciplinar os filhos e instruí-los moral e espiritualmente” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.102).

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A Instituição da Família

(Gn 2:18-24)

1 – Deus instituiu o matrimônio e celebrou o primeiro casamento. Ele deseja, portanto, que o casal permanecia unido, até que a morte os separe, em benefício da família e da sociedade. As organizações humanas por mais sólidas que sejam, tendem a se desestruturar com o tempo. No entanto, o que Deus estabeleceu, tem solidez, pois ele zela pela sua permanência até um determinado prazo. O que depende de nós, façamos com empenho, para manter a família unida. A família foi instituída por Deus como padrão da vida social, moral ou legal espiritual e doutrinária.

A – Padrão Social

Da família é que vem a sociedade, até porque em termos de unidade, ela é o conjunto de todas as pessoas que vivem sob o mesmo teto, proteção ou dependência do dono ou chefe da casa, que visam o bem-estar do lar; Em fim, que se comunica, se amam e se ajudam.

Na sociedade hebraica a família era o âmago da estrutura social. Na Tanach, exclusivamente em Berê’shlth (Gênesis), encontramos o princípio judaico-cristão da família no texto que diz: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão, E disse Adão; Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do vario foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne, E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam’ (Gn 2.18,21-25), Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o princípio da família é dado pelo texto da Escritura que diz: ‘deixará o varão o seu pai e a sua mãe’, regra infrangível ditada a toda a sociedade para que possa estabelecer-se e durar” (BENTHO, Esdras Costa, A Família no Antigo Testamento; História e Sociologia, Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p.23).

B – Padrão Moral ou Legal 

O casamento está amparado e garantido por lei: No ato do casamento os conjugues se submetem a um processo legal que regularmente a sua convivência e comportamento, de um para com o outro. A sagrada escritura é enfática quando dar base para os preceitos legais mais justos e dignos de confiabilidade acerca do casamento, (Rm 7.2).

C – Padrão Espiritual

O casamento tem como fundamento a vontade suprema do criador, e é nessa proporção que Deus criou homem e mulher (macho e fêmea), dois sexos distintos, com atração natural de um pelo outro. “Por isso deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher tornando-se dois numa só carne”(Gn 2.24).

D –  Padrão Doutrinário

O casamento é uma doutrina bíblica (Gn 2.18-24; Mc 10.6-9).Biblicamente o matrimônio está ligado intimamente ao desenvolvimento da soterilogia (Doutrina bíblica acerca da salvação).

OBS: A família é uma instituição Divina. Cada um de seus membros deve fazer a sua parte a fim de promover a felicidade, a integridade e o fortalecimento da união familiar; e desempenhar sua missão bíblica para a glória de DEUS.

2 – O Lar

A palavra lar vem de lare (Latim), significando, etimologicamente, ” a parte da cozinha onde se acende o fogo”; “a família”(fig.). Certamente, isso dá idéia de lugar íntimo, aconchegante. Daí, vem a palavra “lareira”, onde a família se reunia para conversar, ao redor do fogo, principalmente nas noites e dias frios. Podemos dizer que o lar é o ambiente em que convive uma família. Hoje, a TV tem prejudicado a reunião da família. É um verdadeiro “altar”.

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OBS: ARGUMENTOS BÍBLICOS: OS DEVERES DA FAMÍLIA CRISTÃ – Em sua Epístola aos Efésios, Paulo trata dos deveres dos maridos, das esposas e dos filhos (Ef 5.21-33; 6.1-4). Como fundamento para esses deveres, o apóstolo estabelece a regra da sujeição mútua (Ef 5.21). Nem o marido é sem a mulher e nem a mulher é sem o marido (1 Co 11.11). No texto bíblico, as mulheres recebem a incumbência de serem submissas aos esposos (Ef 5.22), os maridos são exortados a amar suas mulheres do mesmo modo como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25), e os filhos são orientados a obedecer e honrar pai e mãe (Ef 6.1,2). Uma família cristã que observa esses princípios vive em harmonia, e as deliberações são tomadas de comum acordo entre o marido e a mulher, cabendo a decisão final à cabeça do lar (Ef 5.23). Não obstante, as decisões do âmbito do lar têm como pressuposto o amor, e não a arbitrariedade ou autoritarismo” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.109).

Ataque contra Família

Reproduzimos aqui o comentário do Pastor Nocivaldo Costa (www.facebook.com/1523620334570320/posts/1691521174446901/). Segue:

A família tem sofrido sérios ataques. Os ataques surgem de diferentes áreas como a mídia (falada e escrita), internet, projetos malignos entre outras. Infelizmente a verdade e os valores morais e espirituais vêm sendo substituídos pelo engano. Existe uma orquestração diabólica para destruir a família. Um esforço desmedido de Satanás a procura de oportunidades para nos atingir. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. (1 Pe 5)

– Vejamos alguns elementos que vem contribuindo para o desmoronamento da família:

1.1. A INFLUÊNCIA DA MÍDIA

Os programas veiculados diariamente na TV apresentam cenas de violência, sexo e erotismo exagerados, amplamente difundidos nas novelas e nos famosos “realitys shows”, programas de auditório entre outros.

Os meios de comunicação são hoje os maiores divulgadores de valores antibíblicos e prejudiciais à vida espiritual. Satanás tem se apoderado desses meios para enganar e iludir as pessoas afastando-as de Deus.

OBS: O predomínio educativo da televisão, de autênticas características revolucionárias e subversivas, encobre outra realidade silenciada: a solidão do homem frente ao poder Inicia-se o novo curso: acadêmico, judicial, político… E estréia nova programação televisiva. Constata-se que, ano após ano, o espaço dedicado nos meios

de comunicação ao tratamento de novidades televisivas aumenta de forma constante. Isto é evidente, especialmente, nos meios escritos; fenômeno ao qual se juntam os “confidenciais” que circulam pela Internet. E não poderia ser de outra maneira, pois ocupa um espaço privilegiado no meio familiar e em outros âmbitos da vida cotidiana. A televisão substituiu, há duas décadas, quase três, a conversa familiar em torno à mesa do lar. Substituiu a experiência dos mais velhos pelas receitas “politicamente corretas”. Ocupa também, progressivamente, um maior espaço na vida das pessoas às custas de outras formas de ócio. Em definitiva: a comodidade do meio acarreta um empobrecimento moral e cultural da sociedade em seu conjunto. A televisão, em teoria, é um instrumento moralmente neutro. Pode ser empregada com uma finalidade informativa, recreativa, formativa e cultural. Mas isso se pratica de forma excepcional. É mais, os programas enfocados ao ócio e a mera evasão ocupam a maior parte dos espaços televisivos, especialmente as horas de maior audiência. E não o fazem de forma neutra. Em sua imensa maioria incorporam certos modelos de vida, receitas de comportamento cotidiano que respondem ao estilo de vida consumista, utilitarista e relativista predominante no Ocidente desenvolvido atual; um modelo exportado a todos os confins do mundo dada a universalidade do meio. https://www.acidigital.com/familia/televisao.htm – Da revista Arbil Nro. 61.

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1.2. A INVERSÃO DE VALORES

A sociedade já não valoriza os princípios morais e éticos; mas, de forma coercitiva, impõe uma nova filosofia de vida, desprovida de responsabilidade e fora da Palavra de Deus. (Ex. Enaltecem cantores que morreram por overdose, mostrando-os como heróis; tentam mostrar para os jovens que virgindade é caretice; que religião é pra gentalha). Ver Isaías 5.20.

A sociedade hodierna faz uma inversão de valores e estabelece e novo padrão de normalidade. O que era certo parece tornar-se errado e o que era errado parece tornar-se certo.

Estão destronando Deus como autoridade absoluta e colocando o homem no centro de tudo.

O materialismo que põe a abundância dos bens materiais como alvo principal da vida.

Devemos agir com sabedoria rejeitando valores contrários a vontade do Senhor.

Diante dessa trágica realidade constatamos que grande é a nossa responsabilidade de mantermos as estacas e os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o qual se mantém firme a nossa família.

O Lar e as influências Mundanas

2.1. O Mundanismo

O termo mundanismo está relacionado ao modo de viver, agir e acomoda-se aos padrões do mundo.

2.2. A influência do Mundanismo

O mundanismo tem influenciado o modo de vida de muita gente. O inimigo tem usado as coisas que mais gostamos e admiramos a fim de nos atrair para nos derrubar. Assim sendo, nos tornamos mundanos à medida que buscamos apenas os gozos materiais.

2.3. O Cristão e o Mundo

Há duas coisas básicas que a Bíblia alerta em relação ao mundo:

– Não ameis o mundo (1 Jo 2.15)

– Não vos conformeis com este mundo (Rm 12.2)

A Bíblia mostra as razões porque não devemos amar o mundo:

– 1º Quem se torna amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tg 4.4).

– 2º Os prazeres pecaminosos que o mundo oferece, não vem de Deus (1 Jo 2.16).

– 3º O mundo é passageiro (1 Jo 2.17).

3. Os cuidados que o Cristão deve ter

3.1. Deixe Cristo ser o Senhor absoluto da sua vida – Quando Cristo é o Senhor da nossa vida, significa que Ele ocupa o primeiro lugar. Nada é mais importante que Ele (Mc 12.30).

3.2. Mantenha a Palavra de Deus como regra de fé e prática – É nas Escrituras que encontramos as respostas que precisamos para obter uma vida cristã sadia. (Sl 119.9,11,105)

3.3. Não aceite o padrão de normalidade estabelecido pela sociedade – Como filhos de Deus não devemos aceitar o padrão estabelecido pela mídia. Nós fomos chamados por Deus para fazermos a diferença (Ml 3.18).

Fiquemos alerta, o nosso adversário está furioso. Revistamo-nos das armaduras de Deus (Ef 6.10-18). Só assim, bloquearemos os seus dardos inflamados (Ef 6.16).

Conclusão

A Bíblia é clara quando afirma que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.15). Isto também é verdade no relacionamento familiar. O Senhor, sendo o centro do lar em tudo, concederá a sua bênção no sentido de que cada membro da família dê sua contribuição para que o relacionamento cristão ideal seja uma realidade no lar, a fim de honrar o nome do Senhor.

A Palavra de Deus é um guia para tudo na nossa vida. É dela que vamos extrair o padrão de comportamento que cada membro da família deve ter, a partir da mais tenra infância. Procedendo assim, a vida de cada um de nós se aproximará bastante do ideal estabelecido por Deus. Os dias aparecem mais difíceis, onde o mundo globalizado caminha contra a família instituída por Deus e nós, igreja, somos essa família, além de Igreja, e, devemos tomar posse de toda a armadura que Deus nos dispensou e fugirmos desta guerra, até porque está escrito que nós somos mais que vencedores em Cristo Jesus! Façamos a nossa parte e nunca venhamos a nos omitir e ficarmos fora do conselho de Josué (Js 24:15).

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