Dádivas, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança

Dádivas, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança

Dádivas, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança

É certo que os inúmeros privilégios que a Nova Aliança oferece a todos aqueles que creem no sacrifício de Jesus e buscam se achegar a Deus, não nos isenta da nossa responsabilidade.

 

TEXTO BÍBLICO

Hebreus 10.1- 7, 22 – 25

1 PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

2 Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.

3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados,

4 Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.

5 Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;

6 Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.

7 Então disse: Eis aqui venho ( No princípio do livro está escrito de mim ), Para fazer, ó Deus, a tua vontade.

22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,

23 Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.

24 E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,

25 Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.

 

A EFICÁCIA DA NOVA ALIANÇA

Cristo obedeceu a Deus (v.9).

Jesus foi obediente até à morte (Fp 2.8). Ele cumpriu todos os desígnios divinos no intuito de salvar o homem da perdição eterna. Sua morte foi prova inconteste da sua total resignação, obediência e submissão à vontade de Deus.

Ele afirmou: “Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade”. Trata-se de uma lição de valor espiritual inigualável para todos nós: Jesus, sendo Deus, voluntariamente despojou-se de sua glória, e apresentou-se ao Pai na disposição irrestrita de cumprir cabalmente o plano divino de redenção da humanidade (ver Fp 2.5-8).

O Velho Pacto substituído pelo Novo (v.9).

Ao dizer a Escritura “tira o primeiro para estabelecer o segundo”, vemos a substituição definitiva do antigo sistema legal mosaico, no qual os sacrifícios eram ineficazes para salvação, pelo Novo Pacto, estabelecido por Cristo, com seu sacrifício perfeito.

Comparação entre o velho e o Novo Concerto.

A lei não transformava o homem em termos morais; o evangelho de Cristo transforma, pois “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16); a lei apenas condenava o culpado; a graça de Deus o liberta.

A lei consistia de símbolos da realidade; a graça consiste na realidade dos símbolos; a lei era “o ministério da morte” (2 Co 3.7); a graça é “lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus” (Rm 8.2).

PRIVILÉGIOS E RESPONSABILIDADES DO CRENTE EM JESUS

Entrar no santuário de Deus (v.19).

No Antigo Pacto, as pessoas comuns do povo não podiam adentrar no santuário propriamente dito. Só chegavam até ao pátio, que era a parte exterior do tabernáculo.

Em Cristo, no entanto, homens e mulheres salvos são “sacerdotes reais” (1 Pe 2.9), e têm “ousadia para entrar no Santuário pelo sangue de Jesus”.

Este é um privilégio que só os fiéis lavados e remidos pelo sangue de Cristo podem ter. Tais crentes não precisam de medianeiros, guias, orixás ou gurus. Jesus é “o único mediador entre Deus e o homem” (1 Tm 2.5).

Como chegar a Deus (vv.22-25).

Não se pode chegar a Deus de qualquer maneira. O escritor, em sua incisiva exortação, nos mostra os cuidados que devemos ter para chegarmos à presença de Deus:

a) “Com verdadeiro coração”.

Só podemos ter acesso ao Pai e ser aceitos por Ele se tivermos um coração sincero, limpo e puro (Mt 5.8).

b) “Em inteireza de fé”.

O crente, ao buscar a presença de Deus, não pode ter dúvida alguma de sua existência, do seu poder e de sua graça.

c) “Tendo o coração purificado da má consciência”.

Para Deus não valem as aparências. Ele vê o interior do homem. O salmista disse que Deus nos sonda e entende o nosso pensamento (Sl 139.1,2). Se dermos lugar à iniquidade, Ele não nos ouvirá (Sl 65.18).

d) “O corpo lavado com água limpa”.

Certamente, o texto bíblico aqui refere-se à purificação do crente pela Palavra, como se lê em Ef 5.26: “purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra”, isto em relação à Igreja.

e) Retendo firmes a confissão da esperança.

Em Hb 3.6 somos exortados a “conservar firme a confiança e a glória da esperança até ao fim”. A confissão da esperança indica a nossa fé nas gloriosas e infalíveis promessas de Deus, “porque fiel é o que prometeu”.

O autor de Hebreus faz uma série de exortações e uma delas é: ‘Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança’ (Hb 10.23). O autor retorna à sua preocupação pelos leitores, que estão em perigo de se afastar de sua fé e da confissão da esperança em Cristo (cf. 2.1-3; 3.12-14; 4.1; 6.4-6; 10.26-31).

‘Reter firme’ significa literalmente não se desviar nem para um lado nem para o outro’, e deste modo significa estar ‘firme’, ‘estável’, ‘inabalável’. Para os leitores, reter firme sua ‘esperança’ em Cristo como judeus convertidos incluía permanecerem firmes em sua fé, crendo que Jesus Cristo é o seu sacrifício pelo locado e o seu sumo sacerdote diante de Deus.

A ‘esperança’, porém, é mais abrangente do que a ‘fé’, porque inclui as promessas específicas de Deus sobre o futuro. O incentivo mais forte possível 11, ira continuarem em direção à esperança é o caráter fidedigno de Deus: ‘Porque fel é o que prometeu’.

Nossa esperança é baseada na promessa infalível de Deus; porque não apreciamos e confessamos isto confiante e ousadamente.

f) Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade [ou ao amor] e às boas obras’ (Hb 10.24).

Este verso enfoca o ‘amor’ (Hb 10.24,25), que completa a tríade com a fé (Hb 10.22) e a esperança (Hb 10.23).

Os cristãos devem encorajar-se mutuamente e estimularem-se uns aos outros (‘incitar’, ‘provocar’) às expressões práticas do amor. O objetivo desta ação é o aumento e o aprofundamento do ‘amor e das boas obras’ em meio aos crentes.

O amor deve ter ‘um resultado prático’ e ‘uma expressão tangível (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 1602).

O bom relacionamento entre os crentes é condição importante para o acesso a Deus. A caridade (amor em ação) é a marca do cristão. Boas obras são dever do salvo (Ef 2.10).

g) “Não deixando a nossa congregação”.

Aqui não se refere ao sentido físico: deixar a igreja local para ir congregar-se em outro bairro; mas sim, que não devemos deixar de congregar-nos, de nos reunirmos, tendo em vista a necessidade da comunhão coletiva. Somos membros uns dos outros (Rm 12.5). É equivocada e carnal a ideia de que alguém pode ser “crente em casa”, a menos que esteja doente.

Obs.: Sobre a importância de congregar (Hebreus 10.25). Quando vedes que se vai aproximando aquele dia. O dia da volta de Cristo para buscar os seus fiéis está se aproximando […]. Até chegar esse dia, enfrentaremos muitas provações espirituais e muitas falsificações na doutrina.

Devemos congregar-nos regularmente para nos encorajarmos mutuamente e nos firmarmos em Cristo e na fé apostólica do novo concerto. 10.26 Se pecarmos voluntariamente.

O escritor de Hebreus volta advertir seus leitores sobre o caso de abandonar a Cristo, como fizeram em 6.4-8. Leia mais em Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pp.1914,15.

h) “Admoestando-nos uns aos outros”.

Admoestar, aqui, tem no original o sentido de animar, encorajar. Essa prática, quando realizada com amor, tem grande efeito no fortalecimento e encorajamento espiritual da comunidade cristã.

CONCLUSÃO

Instituído por Deus, os sacrifícios de animais eram a única forma de se aplacar a ira divina contra o pecado e aproximar o homem do seu Criador.

Entretanto, tais sacrifícios demonstraram ser ineficazes porque apenas aplacavam temporariamente a ira de Deus, mas não removiam o pecado.

Desta forma, havia a necessidade de um sacrifício único e perfeito, que propiciasse aos homens a certeza da reconciliação com Deus. Portanto, cremos que não há lugar para qualquer dúvida quanto à superioridade do Novo Concerto, baseado no perfeito e único sacrifício de Cristo em relação ao antigo, realizado na base de sacrifícios de animais, que apenas cobriam provisoriamente os pecados do povo.

 

Referências

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– Dicionário Online

– Apontamentos do Autor

– Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 3º Trimestre de 2001 – Título: Hebreus — “… os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes”. Comentarista: Elinaldo Renovato – Lição 4: Repouso para o povo de Deus – Data: 22 de Julho de 2001

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