A Arca da Aliança

A arca da Aliança

A Arca da Aliança

 A arca da aliança era um dos artefatos mais importante de toda humanidade, do Templo de Salomão e do Templo de Herodes. Sem dúvida é a arca da aliança.

A arca da aliança era um objeto de muito valor para o povo, pois representava não só a presença de Deus, mas também todo o pacto entre eles e Deus, inclusive, um pacto que apontava para Cristo!

Texto Bíblico (Êxodo 25.10-22)

A Arca

1 – Definição

A Arca da Aliança (no hebraico: ארון הברית aróhn hab·beríth; grego: ki·bo·tós tes di·a·thé·kes”) é descrita na Bíblia como o objeto em que as tábuas dos Dez mandamentos e outros objetos sagrados teriam sido guardadas, como também veículo de comunicação entre Deus e seu povo escolhido.

A arca da aliança recebeu vários nomes na bíblia, entre eles:

  • A arca da aliança;
  • Arca do concerto;
  • Arca de Deus;
  • Arca do pacto;
  • Arca de israel.

“A Arca tinha uma tampa chamada de propiciatório ou cobertura. Ela era idêntica em comprimento e largura à Arca, e era de madeira de acácia coberta de ouro.

Nas extremidades da tampa estavam colocados dois querubins, provavelmente de ouro batido como era o castiçal. Estes querubins muito provavelmente tinham uma forma humana, com a exceção de suas asas, embora alguns estudiosos entendam Ezequiel 1.1-14 como uma descrição geral de sua aparência.

Eles são sempre retratados como estando em pé e com as faces voltadas um para o outro, olhando para o propiciatório com as suas asas estendidas por cima.

Observação

O Propiciatório da Arca era um prenúncio simbólico do sacrifício final por todo o pecado – o sangue de Cristo derramado na cruz para remissão dos pecados.

O apóstolo Paulo, um ex-fariseu que conhecia bem o Antigo Testamento, conhecia esse conceito muito bem quando escreveu que Cristo é a nossa cobertura pelo pecado em Romanos 3:24-25: “… sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a ”.

Assim como só havia um lugar para expiação de pecados no Antigo Testamento – o Propiciatório da Arca da Aliança – assim também há apenas um lugar para expiação no Novo Testamento e tempos atuais – a cruz de Jesus Cristo.

Como cristãos, não mais olhamos para a Arca, mas para o próprio Senhor Jesus como a propiciação e expiação pelos nossos pecados. https://www.gotquestions.org/Portugues/Arca-da-Alianca.html.

Glória de Deus

Era entre estes querubins que habitava a glória do Senhor. Esta era uma manifestação visível da presença do Senhor entre seu povo.

Pelo fato da Arca ser o lugar da habitação divina, nenhum homem comum podia comparecer diante do propiciatório, e nem mesmo o sumo sacerdote podia comparecer diante da Arca por sua própria conta ou sem o sangue do sacrifício.

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A penalidade por fazê-lo era a morte” (SPRECHER, Alvin. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu Encontro com Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.145).

A arca representava a presença de Deus, a famosa Shekinah, além do pacto entre Deus e o povo – Deus sempre estaria com seu povo.

A arca por si próprio não tinha poder algum, mas quando o povo lembrava-se do dono da arca e voltava-se ao arrependimento, então Deus se manifestava entre eles, por intermédio de uma fumaça, chamada Shekinah. https://estudodedeus.com.br/o-que-era-a-arca-da-alianca-e-o-que-ela-representava/

2 – O conteúdo da Arca

As tábuas da Lei.

‘Na arca porás o documento da aliança que te darei’ (Êx 25.16). Como as tábuas da Lei representavam a vontade de Deus para com o povo de Israel, elas apontavam para Jesus, que tinha a vontade de Deus no seu coração (Sl 40.8).

Também apontavam para o crente (Jr 31.33). Moisés, ao descer do monte Sinai, indignado com a idolatria do povo, quebrou as tábuas escritas por Deus (Êx 32.19).

A vara de Arão.

Essa vara, florescida, fala da ressurreição de Cristo, e também de um ministério aprovado que dá flores e frutos (Nm 17.5-9).

A justiça e o juízo, simbolizados pelas tábuas da Lei e pela vara de Arão, não permitiam a presença do pecador. A graça e a misericórdia vieram por Cristo em esplendor e glória, ‘porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade por meio de Jesus Cristo’ (Jo 1.17).

Jesus percorreu o caminho da glória ao pó da morte, ou seja, do Propiciatório, de entre os querubins da glória, até o altar de bronze, a cruz do Calvário, e o percorreu também de volta, aspergindo o seu sangue em todos os lugares, até o trono de Deus.

O maná.

Colocado num vaso dentro da Arca, o maná indica a provisão de Deus para o seu povo (Êx 16.32-34). O maná, por sua vez, apontava para a pessoa de Jesus (Ap 2.17).

3 – A Arca da Aliança, que ocupava posição privilegiada dentro do Santo dos Santos, é a primeira peça do Tabernáculo mencionada por Deus a Moisés.

A sua grande importância está em que ela formava a base do trono do Senhor. O seu próprio nome dá uma ideia da sua importância.

Uma arca destina-se a guardar algo de valor, e no caso desta, estamos considerando-a o repositório de nada menos que os elementos representativos da aliança firmada entre o Senhor e o seu povo” (ALMEIDA, Abraão. O Tabernáculo e a Igreja: Suas Características, Tipologia e Significado Espiritual (3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.56-58).

Como a Arca deveria ser transportada e quem poderia transportar

A arca nunca poderia ser colocada num carro (isso é uma pratica dos filisteus), ela deveria ser transportada sobre os ombros dos homens da família de Coate (Êxodo 25:12-14; Número 4.15; Números 7:9), utilizando as varas determinadas.

Apenas a família de Coate podia transportar a arca – não bastava ser levita, tinha que ser levita, mas da família de coate. Esse é um dos motivos que Uzá morreu ao tocar na arca do Senhor para seu transporte, foram colocadas quatro argolas de ouro nas laterais, onde foram transpassados varas de acácia recobertas de ouro.

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Assim, o objeto podia ser carregado pelo meio do povo. Repare na imagem, fica melhor o entendimento.

Obs.: A Arca só poderia ser carregada nos ombros – Sinal de responsabilidade!

Última ver que foi vista a Arca da Aliança

O desaparecimento da arca, segundo algumas especulações aconteceu na conquista de Jerusalém por Nabucodonosor. Segundo o livro de II Macabeus, o profeta Jeremias foi o responsável por escondê-la no Monte Nebo.

O fato é que antes de atear fogo ao Templo, os soldados de Nabucodonosor levaram para a Babilônia todos os objetos e utensílios sagrados que os Judeus usavam nos rituais em seu santuário, como trunfo de sua vitória.

Porém, nessa terceira invasão no ano 586 a.C a Arca da Aliança foi escondida em uma caverna próxima à Jerusalém e desde aquele dia, a Arca da Aliança nunca mais foi vista. https://estudodedeus.com.br/o-que-era-a-arca-da-alianca-e-o-que-ela-representava/

Observação

Não se sabe ao certo seu paradeiro. Uns dizem que os israelitas a tiraram quando perceberam a iminente destruição e a esconderam nos túneis sob a cidade, depois levando-a para outro local.

Fontes não bíblicas também dizem que foi colocada numa caverna do Monte Nebo, depois lacrada, sem que tenha sido marcado o local. Outra versão diz que está guardada em uma igreja na Etiópia, para onde foi levada por aquele que seria não só o imperador local como o filho de Salomão e da Rainha de Sabá, Menelik I.

O Novo Santuário e a Nova Aliança

“O novo santuário e a nova aliança (Hebreus 8).

Antes de considerar detalhadamente a obra sacerdotal de Cristo (cap. 9; 10.1-18), o autor apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da relação entre o novo santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).

1 –  O novo santuário

O autor inicia o argumento dizendo: ‘Quanto ao assunto em discussão, este ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos um Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à sua posição no santuário celeste’. Este santuário foi divinamente estabelecido sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).

A obra de Cristo como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que Cristo não pertencia à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles (vv.5,6).

2 –  A nova aliança

O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas reconheceram imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de estabelecer uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por uma segunda aliança (v.7).

Daí entendemos que havia no coração do povo santo que viveu no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam algo superior. E essa aliança melhor já fora prometida, como provam as Escrituras (Jr 31.31-34; Ez 36.25-29; vv.8-12).

  • Características da Nova Aliança:

  • Inclui todo o povo da Antiga Aliança – Israel e Judá – e mais os gentios (v.8).
  • É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9), através da qual Deus ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para testemunho do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à ‘nação santa’ (assim representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada pela Nova Aliança.
  • Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua eficiente operação transformaria o coração daqueles que cressem, de um modo tão definitivo que os mandamentos fariam parte da personalidade deles (v.10).
  • É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a ‘casa de Israel’, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).
  • Apoia-se na graça de Deus, suficiente para prover um perdão absoluto. O pecado seria removido até da memória divina (v.12)”. (Comentário Bíblico — Hebreus. CPAD, págs.145-147).
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A prática antiga desnecessária

Para quem realmente tem preocupação sobre a legitimidade ou não da utilização da réplica da Arca da Aliança e dos demais elementos utilizados nos cultos do Antigo Testamento em nossos dias, uma leitura cuidadosa da Epístola aos Hebreus, principalmente o capítulo 9, pode ser muito útil.

Segundo o autor de Hebreus, voltar a essas práticas é retornar a um estágio anterior da revelação de Deus. É abraçar a Antiga Aliança e desprezar a Nova Aliança em Cristo. É trocar o definitivo pelo que era temporário.

Diante disso, o autor bíblico faz uma exortação à perseverança na fé. Ele cuida de mostrar a superioridade de Cristo em relação à religiosidade revelada no Antigo Testamento, onde tais elementos serviam para apontar para a obra definitiva e completa realizada por Jesus.

Símbolo da presença de Deus

A Arca da Aliança no Antigo Testamento era o símbolo máximo da presença de Deus e da propiciação. Mas agora,  em Cristo temos a revelação real de Deus (Colossenses 1:15).

Na Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo nos ensina que Deus ofereceu Jesus como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça (Romanos 3:25). Não necessitamos mais do propiciatório da Arca, pois Cristo é a propiciação perfeita pelos nossos pecado.

Agora que Cristo veio, a função de tutor da Lei Cerimonial, juntamente com seus símbolos e rituais, foi encerrada (Gálatas 3:23-27). https://estiloadoracao.com/o-que-era-arca-da-alianca/.

Conclusão

Um dos objetos mais importantes para representar a presença de Deus se perdeu no tempo, hoje não temos necessidade de objetos para receber a presença de Deus, basta nos entregarmos a Ele com arrependimento. Concluímos que a vida com Jesus é necessário para quem deseja a presença de Deus.

Mesmo que a Arca da Aliança tenha sua grande importância histórica e simbólica, hoje sabemos que a Aliança entre Deus e o ser humano não se baseia em locais ou objetos.

Como templos do Espírito Santo que somos (1 Coríntios 6.19), é em nós que Ele habita, desde que O aceitemos como nosso Senhor por intermédio de Seu Filho, Jesus Cristo que é para nós, a nossa ARCA, ALELUIAS!

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