O Novo Homem em Cristo Jesus

O novo homem em Jesus Cristo

O novo Homem em Cristo Jesus

A necessidade de nos tornarmos um novo Homem atinge a todos os seres humanos, pois se afastaram de Deus. Podemos chamar o novo nascimento de mudança de coração no sentido de uma mudança da disposição regente (incluindo os afetos bem como a vontade), mas o novo coração não apaga completamente a velha natureza do homem. A natureza carnal fica. (Rm 7.14-25; Gl 5.17). Portanto é necessário controlá-la através da ação do Espírito Santo em nossa vida.

Texto Bíblico  João 3.1-16

A necessidade do Novo Nascimento segundo o Evangelho de João

1 – Jesus fala a Nicodemos

Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). O  Senhor e Salvador Jesus Cristo fala a Nicodemos: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus‘ (v. 3). A réplica de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?’ (v, 4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv, 6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v, 7).

2 – A palavra grega aõthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer ‘de novo’ ou de cima’.

Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de ‘de novo’ leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ‘de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (v, 6), é obra do Espírito Santo (v. 8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo ( 2 Co 5.17) (ZUCK, Roy B, Teologia do Novo Testamento, 1.ed, Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp, 245-6).

Obs.: Conversão: [Do hb. sub, voltar atrás; do gr. metanoeo, voltar; e, do lat. conversionem, transformação] Mudança que Deus opera na vida do que aceita Cristo como o seu Salvador pessoal, modificando-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir.

A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois lados: um subjetivo e outro objetivo. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.115. Quem era Nicodemos Autoridade entre os Judeus Nicodemos tinha autoridade, era um fariseu, religioso que creu em Jesus, porém preferiu não nascer de novo por conta da sua posição na sociedade. Jo 12:42-43.

Nicodemos também esteve presente no sepultamento de Jesus. Jo 19:38-40. Porque Jesus responde sem haver uma pergunta Porque este Mestre Espiritual que era Jesus consegue perceber o que ia na alma das pessoas. Ele sabia quais eram os conflitos de cada um, assim consegue perceber a de Nicodemos antes mesmo deste perguntar: “Com fazer para entrar no Reino de Deus?” (Jo 2:24). Há uma luta entre as obras da carne e o Espírito, impedindo a produção de frutos.

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OBS: “Atualmente, há urgente necessidade de renovada ênfase à doutrina da santificação nos círculos pentecostais. Em primeiro lugar porque são raros os pentecostais que hoje aceitariam a ideia de estar precisando de renovação espiritual. A despeito de muitíssimos crentes terem sido batizados no Espírito Santo, são muitas as igrejas pentecostais que não possuem a vitalidade e a eficácia que nelas se evidenciavam em anos anteriores.

Em segundo lugar, a ênfase pentecostal ao batismo no Espirito e aos dons sobre naturais do Espirito tem resultado numa falta de ênfase ao restante da obra do Espírito, inclusive a santificação. Em terceiro lugar, a aceitação mais generalizada dos pentecostais e dos carismáticos parece ter ameaçado a distinção tradicional entre a Igreja e o mundo, lançando dúvidas sobre muitos dos antigos padrões de santidade. E, finalmente, os pentecostais de hoje dão muito valor à popularidade que acabaram de conquistar e, no afã de preservá-la, zelam por evitar qualquer aparência de elitismo espiritual” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.412).

3 – O Que é Nascer de Novo (João 3:3)

Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus tratou de uma das doutrinas fundamentais da cristã: a regeneração, ou o nascimento espiritual. Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de Deus, receber a vida eterna e a salvação mediante Jesus Cristo. Jo 3:1-8 Tt 3-5.

A regeneração é a transformação da pessoa, efetuadas por Deus e o Espírito Santo. Rm 12:2 Ef 4:23-24 2Co 5-17 Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio Deus é outorgada ao crente, e este se torna um filho de Deus e uma nova criatura Jo 3-16 Jo 1-12. Porque a regeneração é necessária Porque todo ser humano pela sua natureza estar ligada ao pecado, não consegue Obedecer a Deus e de agradar-lhe. Sl 51:5 Sl 58:3 Rm 5:12 Gn 6:5.

Obs.: Jesus fala a Nicodemos, da necessidade do novo nascimento da água (do grego hudor) e do espírito (do grego pneuma).

Aqui o mestre se refere ao simbolismo do batismo de João (que os fariseus não aceitavam), e da renovação pelo Espírito Santo. O batismo em água não era de todo desconhecido de Israel. O batismo vinha desde o exílio babilônico, porém professado aos prosélitos, cidadãos de outras nações que se convertiam ao judaísmo.

O Novo Homem em Cristo Jesus como Filho de Deus

Este “aprendizado incessante” tem um objetivo, uma finalidade, que é o de se chegar à estatura completa de Cristo. Fomos salvos para sermos conforme a imagem de Jesus Cristo, a fim que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29). A nossa salvação tem por finalidade fazer com que nós pareçamos com Cristo, que sejamos confundidos com o Senhor Jesus, passar a ter o comportamento d’Ele, a viver como Ele viveu aqui sobre a face da Terra.

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Como filhos de Deus, precisamos ter o mesmo “DNA espiritual” de nosso Pai, ou seja, ter as Suas mesmas características, ficar parecidos com o nosso “irmão mais velho”, que é Cristo Jesus, que é “um com o Pai” (Jo 10.30). Assim, quando ficamos parecidos com Cristo, ficamos, “ipso facto”, também parecidos com o Pai, pois quem vê o Filho, vê o Pai (Jo 14.9).

É sabido que o aprendizado do filho se dá, por primeiro, pelo exemplo deixado pelos pais. Bem antes da pedagogia explicá-lo, as Escrituras já o diziam quando, na determinação para que coubesse aos pais israelitas ensinar a lei do Senhor a seus filhos, há a expressa orientação para que, antes, as palavras do Senhor estivessem nos corações destes pais, sem o que de nada adiantaria o ensino aos filhos (Dt 6.6,7; 11.18,19).

Como filhos de Deus, temos de aprender com Ele a partir do exemplo. Mas, como fazê-lo se não podemos ver o Pai, se ninguém até hoje O viu (Jo 1.18; 1 Jo 4.12)? Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo, pois quem O vê, vê o Pai (Jo 14.9), pois Ele é a expressa imagem da Pessoa do Pai (Hb 1.3), o último Adão (1 Co 15.45), ou seja, a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27). Por isso, o apóstolo Paulo que, na companhia de Barnabé, foi discipulador na igreja de Antioquia, ensinava os coríntios para serem seus imitadores, como ele era de Cristo (1 Co 11.1), pois ser discípulo é aprender com Jesus, é seguir-Lhe o exemplo.

O discipulado tem por finalidade fazer com que aprendamos a imitar a Jesus, a seguir os Seus passos, pois só assim efetivamente seremos novas criaturas. Isto é o que significa “estar em Cristo Jesus” (Rm 8.1,39; 2 Co 5.17). Daí a grande importância de, no discipulado, termos como foco o exemplo deixado pelo Senhor Jesus, dando ênfase no estudo dos Evangelhos e nos principais sermões de Nosso Senhor e Salvador, procurando, sempre, moldar nossa conduta e nossa vida com o exemplo deixado por Ele. O próprio Senhor Jesus disse que ser Seu discípulo é “segui-l’O” (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23) e este seguimento é algo contínuo, que sucede a duas outras atitudes: a abnegação e a tomada da cruz.

Entregar-se a Jesus Cristo envolve, por primeiro, a abnegação, ou seja, negar a si próprio, renunciar a si mesmo, abrir mão de seu “eu”, de sua vontade para passar a fazer a vontade de Deus, para passar a agradar ao Senhor e não a si próprio. Quem devemos observar para atingir este objetivo? O Senhor Jesus que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas tomou a forma de servo e humilhou-Se até a morte, e morte de cruz, para fazer a vontade do Pai, que, disse Ele, era a “Sua comida” neste mundo (Jo 4.34; Fp 2.4-8). A tomada da cruz tem a Jesus como exemplo, pois a própria expressão utilizada pelo Senhor O põe como a referência, já que a cruz simboliza toda a Sua missão salvífica, toda a Sua entrega para assumir o lugar do pecador e salvá-lo.

Tomar cada dia a cruz (Lc 9.23) nada mais é que cumprir a vontade de Deus em nossas vidas, exercer o papel que Ele nos dá no Seu corpo, que é a Igreja, para glorificarmos, a exemplo do que fez Nosso Senhor e Salvador, o nome de Deus na Terra (Jo 17.4). Ir após Jesus não se resume, porém, à renúncia de si mesmo e a tomar cada dia a cruz, mas, principalmente, em segui-l’O. Aqui, a palavra grega utilizada é “akoloutheo” (άκολουθέω), cujo significado é “estar no mesmo caminho, i.e., acompanhar (especialmente como discípulo), seguir, alcançar”.

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Temos aqui, portanto, a determinação do Senhor Jesus para que nós O imitemos, estejamos no Seu caminho, andemos como Ele andou, vivamos como Ele viveu. Não é sem motivo que o apóstolo Pedro diz que devemos seguir as pisadas de Cristo, pois Ele nos deixou o exemplo (1 Pe 2.21), passagem bíblica que inspirou o pastor norte-americano Charles Monroe Sheldon (1857-1946) a escrever “Em seus passos, o que faria Jesus?”, uma obra recomendada para a leitura do discipulando. Por isso mesmo, Jesus, que jamais aceitou títulos ou qualquer respeito por parte dos homens (Mt 19.17; Mc 10.18; Lc 18.19; Jo 6.15) sempre aceitou ser chamado de Mestre (Mt 10.25; 23.8,10; 26.18; Mc 14.14; Lc 22.11; Jo 13.13), a nos mostrar como queria ser reconhecido como tal, precisamente para que nós O tomemos como exemplo, para que andemos como Ele andou, vivamos como Ele viveu (1 Jo 2.6).

No discipulado, é fundamental que transmitamos esta verdade bíblica aos novos convertidos, que devem tomar a Cristo como Seu exemplo, como Seu referencial, como Seu modelo, sempre mostrando a eles que o verdadeiro Cristo é testificado pelas Escrituras (Jo 5.39), pois só a Bíblia é a Palavra de Deus e a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17), assim como o próprio Senhor Jesus é a verdade (Jo 14.6). Ser “cristão” é tomar este caminho, seguir este exemplo, pois só assim seremos “parecidos com Cristo”, “pequenos cristos”. Paulo, por imitar Jesus (1 Co 11.1), dizia-se cristão (At 26.28,29) e Pedro considerava que o cristão era aquele que, em suas atitudes, copiava aquilo que Jesus fizera durante Sua peregrinação terrena, inclusive participando das mesmas aflições por Ele sofridas (2 Pe 4.7-19).

OBS: “Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. 0 termo ‘justificação’ refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo na cruz. Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas consequências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. 0 Deus que detesta ‘o que justifica o ímpio’ (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque Cristo já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21-26). Constamos, portanto, diante de Deus como plenamente absolvidos” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.372).

Conclusão

Quando nos arrependemos e cremos em Jesus, ele nos torna santos. Nossos pecados são todos apagados e somos purificados (1 Coríntios 6:11). Agora vivemos para agradar a Deus, não para o pecado. Podemos entrar na presença de Deus sem medo, porque já fomos perdoados (Hebreus 10:22). Não estamos sozinhos na busca por santidade. O Deus santo e todo-poderoso está conosco, nos ajudando e ensinando com amor e carinho.

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