A Vida segundo o Espírito de Deus

Vida segundo o Espírito

A vida segundo o Espírito

 

Em continuidade, deixaremos um pouco a lei e a carne e passaremos a dar mais importância ao Espírito denominado de “vida”.

Porém, nesta lição, encontramos uma nova lei, a do Espírito de vida, um novo princípio que veio quebrar a lei outrora existente, a do pecado e da morte.

Contudo, veremos, agora, sobre a submissão do cristão à lei de Cristo, que é a lei do Espírito de vida, e os seus resultados.

 

Neste artigo você estudará sobre:

1. Definindo Liberdade

2. O conflito da carne

3. O fruto do Espírito

4. Conflitando com o Lei

5. Os que estão em Cristo Jesus

6. Seguindo a Carne ou o Espírito?

7. A morada do Espírito Santo

8. Adoção de filhos

Bons estudos!

 

DEFININDO LIBERDADE

A definição humana de liberdade, segundo Aurélio, é: “Faculdade de cada um decidir ou agir segundo a própria determinação. Estado ou condição de homem livre”.

Seguindo este raciocínio, as pessoas tendem a pensar que liberdade é simplesmente poder fazer na vida tudo o que desejam.

Mas, a Palavra de Deus ensina que não se pode ser livre “andando segundo a carne”, pois a carne escraviza. Por outro lado, quem anda segundo o Espírito é, de fato, livre. É possível, portanto, ter uma nova vida em Cristo.

Assim, servir a Deus livremente, pois “os que são segundo o Espírito inclinam-se para as coisas do Espírito”. Desta forma, esta lição explica a liberdade debaixo da lei do Espírito, a qual mostra-nos que embora submissos à lei de Cristo.

Ele não nos trata como escravos, mas como filhos amados. Recebemos o Espírito Santo e por meio dEle somos guiados.

 

TEXTO BÍBLICO

(Romanos 8.1-14).

 1 — Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

2 — Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.

3 — Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne,

4 — Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

5 — Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

6 — Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

7 — Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

8 — Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

9 — Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

10 — E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.

11 — E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita.

12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.

13 — Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

O CONFLITO DA CARNE

1 – Texto Bíblico

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23 – Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26.

Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

2 – Suas obras

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21).

Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

3 – As obras da carne incluem

(a) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(a) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(c) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(d) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(e) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(f) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(g) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

Continua…

(h) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(i) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(j) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(l) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(m) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(n) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(o) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(p) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

 (q) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

 

O FRUTO DO ESPÍRITO

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”.

Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). Leia mais sobre o propósito do fruto do Espírito.

1 – O fruto do Espírito inclui:

(a) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(b) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).

(c) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(d) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(e) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

Continua..

(f) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

(g) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(h) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

(i) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

 

CONFLITANDO COM A LEI

1- Considerações

Observe que o texto em pauta começa com a conjunção “portanto” (v.1), que mostra sua ligação com o capítulo anterior. E necessário entender a parte final do referido capítulo (7.13-25). Pois só entenderemos o capítulo 8 de Romanos se compreendermos devidamente o conflito da lei.

2 –  O Homem do conflito em questão

Há muitas discussões sobre este tema: “O conflito da lei” (7.13-25). O mais provável é que o homem do conflito, em questão, é o apóstolo Paulo, representando os cristãos na sua luta contra o pecado. E, para essa interpretação, há três argumentos:

a) A natureza pecaminosa do homem. Ninguém está totalmente isento do pecado: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos” (1Jo 1.8).

b) O tempo verbal. Antes do v.12, o apóstolo usa o verbo no tempo presente, por exemplo: “…mas eu sou carnal” (v.14), “o que faço não aprovo… o pecado que habita em mim” (vv.15,17). O que não acontece antes do v.13: “… despertou em mim… reviveu o pecado e eu morri… me enganou, e me matou” (vv.8,9,11), que dá a ideia de passado.

c) Reconhecimento de suas fraquezas. O conflito espiritual abrange a confissão de alguém com elevado grau de maturidade cristã, pois reconhece suas debilidades diante da lei, algo que um não convertido dificilmente reconheceria.

3 –  Objetivo do texto de Rm 7.13-25.

Paulo mostra a luta do homem religioso querendo obedecer à vontade de Deus, sem Jesus e sem o Espírito Santo.

O propósito do apóstolo, nessa passagem, é mostrar que nada podemos fazer para obedecer a Deus sem a ajuda do Espírito Santo. Somos absolutamente impotentes, e necessitamos da libertação do pecado e do “eu”.

Mas isso só é possível em Jesus Cristo, nosso Senhor. Por isso, o Espírito Santo não aparece nessa passagem, e o nome de Jesus só aparece no v.25, que é o versículo de transição para o capítulo 8, e que inicia com “portanto”.

 

OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS

 1 –  A dupla bênção (vv.1,2).

Jesus Cristo, em sua morte e ressurreição, nos salvou da condenação — “nenhuma condenação há” (v.1) e “a lei do Espírito de vida me livrou da lei do pecado e da morte” (v.2).

Em Romanos, a palavra “lei” pode ser aplicada ao Pentateuco (3.21) e a todas as Escrituras (3.19), pois dos vv.10 a 18 há uma citação de Isaías e cinco dos Salmos. Aqui, no v.2, “lei do Espírito de vida” significa um princípio divino. Princípio esse que quebrou outro princípio maligno — a “lei do pecado e da morte”.

2 –  Carne (v.3).

O conceito paulino de carne em Romanos pode aplicar-se à humanidade (Rm 3.20), à natureza humana (1.3), ao corpo (2.28), à descendência de um homem (4.1), à fragilidade humana (6.19), à velha natureza do crente (6.6; 7.18,25) e ao homem não regenerado (8.8). No v.3 diz respeito à natureza humana de Cristo (8.3). Ver 1Jo 3.5; 1Pe 2.22; 2Co 5.21.

3 –  Uma obra divina.

Uma vez que a carne está debilitada e impotente para guardar a lei, acha-se esta impossibilitada de salvar. O problema, então, não era da lei, mas do homem sem qualquer poder para guardá-la.

A lei diz: “faça e viva”, entretanto, a graça diz: “viva e faça”. Fazemos a vontade de Deus com a ajuda e a direção do Espírito Santo para a nossa santificação.

4 – A liberdade do Espírito (v.4).

A liberdade em Cristo que gozamos advém do fato de não estarmos debaixo da lei, mas da graça (Rm 6.14). Uma vez debaixo da graça, “não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”. É no capítulo 8 que a operação do Espírito Santo na vida do cristão é manifesta com mais clareza.

 

SEGUINDO A CARNE OU O ESPÍRITO?

1 –  Carnais e espirituais (vv.5,6).

O apóstolo fala de dois grupos de pessoas os carnais e os espirituais. Cabe a cada crente fazer uma análise introspectiva para verificar se suas inclinações são carnais ou espirituais. O homem é aquilo que imagina a sua alma (Pv 23.7).

E Jesus afirmou que o homem fala daquilo que o seu coração estiver cheio (Lc 6.45). O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carnal, resultando em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual, resultando em vida e paz.

2 –  Inclinação da carne (v.7).

Isso significa ter mente carnal, vida controlada pela carne. Tal pessoa não está sob o domínio do Espírito. Quem assim vive, não pode agradar a Deus (v.8). Só conseguiremos agradar a Deus fazendo-lhe a vontade. Mas só o conseguiremos se estivermos sob a direção do Espírito Santo.

3 –  Inclinação do Espírito.

Os que são justificados pela fé em Cristo, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de Deus. Eles ocupam-se inteiramente das coisas de Deus. Procuram conhecer cada vez mais a Cristo, inteirar-se da Palavra de Deus, dedicar-se à evangelização, à oração, ao jejum, ao louvor. Sua expectativa é a vinda de Jesus!

Paulo descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as que vivem segundo o Espírito.

(1) Viver ‘segundo a carne’ (‘carne’, aqui, é o elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles.

Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva, etc. (ver Gl 5.19,21), mas também da obscenidade, de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim por diante.

(2) Viver ‘segundo o Espírito’ é buscar a orientação e a capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de Deus.

É estar sempre consciente de que estamos na presença de Deus, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós.

(3) É impossível obedecer à carne e ao Espírito ao mesmo tempo (vv.7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do Espírito Santo, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), toma-se inimigo de Deus (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna o aguarda (v.13).

Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de Deus, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele (vv.10,11,15,16)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD).

A MORADA DO ESPÍRITO SANTO

1 –  Mudança de homem religioso para homem espiritual.

Interessante é observar o contraste entre os capítulos 7 e 8 de Romanos. No capítulo 7, o apóstolo afirma por duas vezes: “o pecado habita em mim” (Rm 7.17,20). No capítulo 8, é o Espírito Santo quem habita em nós (v.9). Agora, somos devedores ao Espírito, que nos deu vida, e não à carne, que resulta em morte (vv.12,13).

2 –  O Espírito de Deus (v.9).

O Espírito Santo é chamado “Espírito de Cristo” (At 16.7; Fp 1.19). São referências à deidade absoluta de Jesus (Jo 1.1; 9.5; Tt 2.13). Veja que o Espírito Santo, ou “Espírito de Cristo”, habita em nós (v.9). No versículo seguinte, lemos que Cristo habita em nós (v.10), e o v.11 diz que somos morada da Trindade.

3 –  Filhos de Deus (v.14).

Somos filhos de Deus por adoção através do sacrifício de Jesus (vv.15-17; Gl 4.5,6). Como filhos, recebemos o Espírito Santo, e, por meio dEle, somos guiados (v.14). Eis porque o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (v.16). O grande privilégio dos filhos de Deus é ser morada do Espírito Santo (1Co 3.16,17).

 

ADOÇÃO DE FILHOS

Adoção de filhos é uma das grandes doutrinas da fé cristã. Ela nada tem com filiação, e sim com posição. A expressão deriva de dois termos gregos: “huios” = filho, e “thesis” = posição.

A adoção quase não era usada entre os judeus. Os casos mencionados na Bíblia ocorreram fora do ambiente cultural de Israel, como o caso de Moisés (no Egito), Êx 2.10 e At 7.21.

O caso de Ester (na Pérsia), Et 2.7,15. O mundo greco-romano onde foi escrito o Novo Testamento, sim, este praticava a adoção de filhos. O termo “huiothesia” é de origem romana, adotado pelos gregos. Paulo, inspirado pelo Espírito Santo o emprega cinco vezes: Rm 8.15,23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5.

Em nossa cultura, adota-se quem não é filho, mas no caso da Bíblia a adoção espiritual é para quem já é filho de Deus. A Bíblia é clara: “adoção de filhos” (Rm 8.15; Gl 4.5). Deus não adota um crente como filho; este é gerado como tal, pelo Espírito Santo, na regeneração.

Na adoção, recebemos a posição de filhos adultos e herdeiros, espiritualmente falando. “Adoção de filhos” não é nossa colocação na família de Deus; isto se dá no novo nascimento. Na adoção, o crente já como filho é elevado à posição de filho adulto e herdeiro da família. Na regeneração há mudança de natureza, pela filiação; na adoção, há mudança de posição.

Lembremo-nos: Deus só adota a quem já é seu filho!

A nossa adoção de filhos de Deus tem ainda um aspecto a cumprir-se no futuro: Rm 8.23 — é a nossa ressurreição ou transformação do nosso corpo, quando então seremos conformados com Jesus Cristo (1 Jo 3.2).

 

CONCLUSÃO

Notemos que uma pessoa normal e consciente jamais procura ou busca algo sem conhecê-lo, não anda sem destino ou trabalha sem finalidade.

Então para obter a liberdade do Espírito precisamos saber exatamente o que é, como consegui-la e como se manifesta na vida do cristão. Que Deus através do Santo Espírito nos guie em tudo e que possamos seguir o caminho mais excelente que não é outro, se não, o do Espírito Santo.

 

REFERÊNCIAS

– Bíblia do Pregador Pentecostal (ARC)

– Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

– Apontamentos Teológico do Autor

– Dicionário da Língua Portuguesa Online

– Lições Bíblicas Jovens e Adultos EBD, CPAD, 2º Trimestre 1998, Pr. Ezequias Soares

– BEP – http://www.vivos.com.br/326.htm

 

Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC. Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB). Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama). Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI). Conferencista, Seminarista, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

 

 

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