Santificação – Comprometidos com a Ética do Espírito

Santificação - comprometidos com a ética do espírito

Santificação: comprometidos com a Ética do Espírito

A santificação é um processo provido por Deus através do qual o crente torna-se santo. Ela faz a diferença entre os que vão subir aos céus e os que vão ficar na segunda vinda de Jesus.

Texto Bíblico (1 Pedro 1.13-23)

O valor da Santificação

(1 Tessalonicenses 4:2,3).

Mandamentos dados por Jesus (v.2).

“Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.2,3). No versículo 2, o apóstolo chama a atenção dos fiéis, enfatizando que os “mandamentos” entregues em Tessalônica lhe foram dados diretamente “pelo Senhor Jesus”. Não se tratava de instruções comuns de um pastor a seus discípulos, ou de um professor a seus alunos. Todavia, eram mandamentos de Deus, “no Senhor Jesus”, e “pelo Senhor Jesus”. Com idêntica convicção e autoridade divina, ele disse aos crentes de Corinto: “Eu recebi do Senhor o que também vos ensinei” (1Co 11.23).

A santificação é a vontade de Deus para o crente (v.3).

Ao aceitar a Cristo como Salvador, o novo convertido torna-se santo pela lavagem da regeneração do Espírito (Tt 3.5), por meio da Palavra de Deus (Ef 5.26). A santificação é também um processo gradual e contínuo que conduz ao aperfeiçoamento do caráter e da vida espiritual do crente, tornando-o participante da natureza divina (2Pe 1.4; 2Ts 2.11; Rm 6.19,22; 2Co 7.1; 3.18). Sem a santificação, jamais alguém vera a Deus (Hb 12.14).

Abstendo-se da prostituição (v.3).

Aqui, no original, o termo prostituição refere se tanto à venda do corpo quanto a qualquer tipo de relação sexual ilícita. Deus criou o sexo no princípio e estabeleceu suas leis imutáveis. Na Bíblia, temos esses preceitos em vários textos como em Mateus 5.32; 15.19; 19.9 (relações ilícitas); 1 Coríntios 5.1 (fornicação); 6.18; 7.2 (impureza); Ap 17.2 (devassidão). As Escrituras Sagradas hoje nos advertem: “que vos abstenhais da prostituição” (4.3). Na sociedade grega, as práticas sexuais ilícitas eram comuns. O homossexualismo, aliás, era defendido por alguns filósofos. Abusos e perversões eram largamente praticados. Um dos últimos alertas da Palavra em torno da vinda de Jesus (Ap 22.6-20) trata justamente da imoralidade sexual (Ap 22.15; 21.8).

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OBS: ARGUMENTO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO – A santidade revela a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus e, por isso, ela é elevada. O fracasso de muitos em vivê-la não altera em nada o santo ideal de Deus para o homem, que é a sua imagem e semelhança. Nesse sentido, mostre a beleza da santidade, o valor elevado de representar o Reino de Deus com coerência e sinceridade de coração. O ideal santo está em Deus, não no homem. Ainda temos o Espírito Santo como a fonte de toda a santidade, que nos ajuda a manifestar o caráter de Cristo. Apresente esse santo ideal a sua classe, e ore com ela, a fim de que o Santo Espírito esclareça o padrão bíblico de uma vida santa.

Ética no relacionamento com os irmãos

Não oprimir nem enganar.

“Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos” (4.6). Este é o ensino da Bíblia de caráter ético por excelência, enfatizando a fidelidade, a sinceridade e a honestidade cristãs. Pelo contexto do v.7, a expressão “negócio algum” inclui também o assunto da sexualidade. Todo o contexto, mas precisamente até o versículo 8, parece tratar contra os vários abusos sexuais. O texto acentua que “o Senhor é vingador de todas estas coisas”. O cristão não deve vingar-se. Só Deus tem esse direito (Rm 12.9).

Chamados para ser santos.

“Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (4.7). Deus nos chamou para que sejamos santos em todos as esferas e aspectos da nossa vida. “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15). Ver Lv 19.2; 20.7; 21.8; 11.44,45. Sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.4).

Desprezando a Deus.

“Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (4.8). O “isto” refere-se à santificação que Deus exige de seus servos. Quem, pois, despreza esse ensino não despreza ao homem, “mas sim a Deus”.

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OBS: ARGUMENTO APOLOGÉTICO: “Os cristãos também estão familiarizados com o conceito de santidade. Quando ensinou os discípulos a orar, o Senhor Jesus disse que deveriam começar com as palavras: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mt 6.9). A palavra ‘santificado’ é antiga variante da palavra ‘santo’.

A primeira e mais importante coisa que os crentes têm de fazer é deliberadamente separar o nome de Deus como algo especial. Deus tem de ser o valor supremo dos crentes, os quais devem lembrar-se desse fato quando se dirigem a Ele. (É, então, muito triste quando esse conceito, fundamental para a expressão da vida cristã, se perde em uma oração formal, murmurada sem pensar pela congregação eclesiástica). […] Não precisamos pensar muito para perceber que, aos olhos de muitas pessoas, Deus perdeu sua glória e valor.

A santidade degenerou-se em um conceito exclusivamente negativo. Longe de pensar-se na santidade de Deus como algo glorioso, elas associam a santidade com a monotonia e ausência de vida e cor – o oposto da glória” (LENNOX, John C. Contra a Correnteza: A inspiração de Daniel para uma época de Relativismo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.49-50).

A necessidade de uma Vida Santa para frutificar

“‘Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo aquele que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda’ (Jo 15.2). A poda fere, machuca, mas é necessária para que aquilo que é bom seja aumentado ou melhorado. Deixemos, portanto, que Deus pegue a podadeira da disciplina e vá eliminando o que for preciso. Em nossas vidas, há coisas que devem ser cortadas. Algumas, apenas diminuídas, outras, totalmente decepadas.

Confiemos no Lavrador! Ele sabe o que faz. Aqui, corta um broto de egoísmo, ali, um ramo de preconceito. Passa a foice de alto a baixo pelo tronco, e elimina a linguagem suja, a gritaria em casa, a fofoca e a mentira. Alguns brotinhos são tão minúsculos e tenros, que não é preciso ferramenta, basta a unha do Jardineiro. Como aquela pequena ponta de inveja… É bom mesmo que seja eliminada antes que cresça.

Outras obras da carne desenvolveram-se tanto, que só mesmo uma podadeira afiada é capaz de extirpá-la. Como aquele ramo da hipocrisia… Algumas coisas são boas, mas não podem crescer demasiadamente ou tornam-se nocivas. É o caso da autoestima, por exemplo. É bom termos a noção do nosso valor, conhecermos nossas habilidades, todavia, ‘nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo’ (Fp 2.3)” (ANDRADE, Marta Doreto de. Quando o Amado desce ao jardim. RJ: CPAD, 2004, p.191).

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OBS: ARGUMENTO DEVOCIONAL – “É impossível e não há base bíblica para se crer que um avivamento que só recebe o Espírito Santo como inspirador da Palavra ou da ação, e não da santificação pessoal também, continue no seu poder. ‘Entristecer’ o Espírito de Deus por falta de santificação (Ef 4.30) com certeza termina também na ‘extinção’ do Espírito de Deus na sua manifestação (1 Ts 5.19). O plano divinamente equilibrado revelado no Novo Testamento é onde o Espírito Santo se assemelha na origem tanto do fruto como do dom; e para as duas abençoadas fases da nossa redenção Ele é bem-vindo e obedecido. […] [Também] existe o erro de que receber o batismo com o Espírito Santo torna o crente sem pecado, perfeito ou algo parecido com isso.

A verdade bíblica é a de que, em seguida ao batismo com o Espírito, haja uma grande ‘porcentagem’ de santificação pessoal ainda necessária no crente, e isso se processa à medida que os filhos de Deus agora continuem a ‘andar em Espírito’ (Gl 3.2,3; 5.16-25). É inútil pensar que qualquer ‘benção’ ou ‘experiência’ possa substituir um ‘andar’ contínuo no Espírito – por mais útil que tal bênção possa muitas vezes ser” (GEE, Donald. Como Receber o Batismo no Espírito Santo: Vivendo e testemunhando com poder. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.60,61).

Conclusão

Viver em santidade não é fácil, mas é possível, pois o Espírito que no crente habita quer operar a santificação. Ele é chamado “o Espírito de santificação” (1Pe 1.2). É indispensável que o cristão seja santificado para poder andar na presença de Deus e habitar com Ele no porvir. Não adianta ser membro de uma igreja aqui, e, depois, enfrentar o Juízo Final, por haver desprezado a santificação e vivido fora da vontade de Deus, que é a nossa santificação (4.3).

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