O avivamento no ministério de Pedro

O Avivamento no ministério de Pedro

O Avivamento no Ministério de Pedro

Pedro foi impulsionado pelo Espírito a pregar um sermão específico em relação ao que Deus havia prometido. “Para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38). O sermão de Pedro confrontou as pessoas presentes à necessidade de  arrependimento e, somente após a transformação realizada através da eficácia da Palavra de Deus, é que veio o crescimento numérico da igreja.

TEXTO BÍBLICO (Atos 2.14-24).

Os Apóstolos

1 – No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens.

Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influenciar a igreja muito depois de haverem morrido. Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade.  “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo”  (Lc 6.12-13).

A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como “Galileia dos gentios”. O próprio Jesus disse: “Tu, Carfanaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno”  (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a cristã.

O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus. Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer “conjeturas razoáveis” sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.

2 – Os doze apóstolos foram:

A) André

B) Bartolomeu (Natanael)

C) Tiago (Filho de Alfeu)

D) Tiago (Filho de Zebedeu)

E) João

F) Judas (não o iscariotes)

G) Judas Iscariotes

H) Mateus

I) Filipe

J) Simão Pedro

L) Simão Zelote

M) Tomé

N) Matias (Substituindo a Judas)

Relato Sintético acerca de Simão Pedro

1 – Simão Pedro

Era um homem de contrastes. Em CesarEia de Filipe, Jesus perguntou: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Ele respondeu de imediato: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: “E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo…” Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro. Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: “Nunca me lavarás os pés.” Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça” (Jo 13.8,9). Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: “Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!” (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71). Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o ES o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um “homem-rocha” (Pedro significa “rocha”) em todo o sentido.

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Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar “ouvir”. O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa “rocha”. O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa “Pedra” ou “rocha”; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três. Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: “Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas” (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42)

Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que “permaneceram a contemplar de longe estas coisas” (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: “…eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo…” Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o  líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).

O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma. Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja  e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT. A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.

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OBS: ARGUMENTO TEOLÓGICO – “Depois da ascensão de Jesus, os discípulos estavam reunidos em um aposento para orar, aguardando a promessa do dom do Espírito Santo. Pedro sugeriu que um deles fosse escolhido para ocupar o lugar de Judas, para que o apostolado fosse completo. No dia de Pentecostes, ele pregou a mensagem inicial à multidão que se reuniu, e declarou que eles deveriam arrepender-se e ser batizados no nome do Senhor Jesus. Cerca de 3 mil pessoas converteram-se, e a Igreja começou (At 2.14-42). Durante os primeiros anos da Igreja em Jerusalém, Pedro foi reconhecido como seu líder. Ele realizou grandes milagres (At 3.1-10; 5.12-16), defendeu a causa perante o Sinédrio (4.5-12), e disciplinou ofensores como Ananias e Safira (5.1-11). Embora tenha saído da cidade depois da perseguição de Herodes em 44 d.C. (At 12.1-17), ele retornou a Jerusalém para participar do conselho relacionado à liberdade dos gentios (15.6-11). Ele concordou com Paulo contra os legalistas, onde os gentios não deveriam ser obrigados a obedecer à lei cerimonial como uma condição de salvação além da fé em Cristo” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1492).

Pedro Pós-Pentecostes

1 – No dia de Pentecostes, Pedro foi o principal orador para a multidão em Jerusalém (Atos 2:14), e a Igreja começou com um influxo de cerca de 3.000 novos crentes (versículo 41).

Mais tarde, Pedro curou um coxo mendigo (Atos 3) e pregou corajosamente diante do Sinédrio (Atos 4). Nem mesmo a prisão, espancamentos e ameaças poderiam diminuir a determinação de Pedro de pregar o Cristo ressuscitado (Atos 5). A promessa de Jesus de que Pedro seria fundamental na construção da Igreja foi cumprida em três etapas: Pedro pregou no dia de Pentecostes (Atos 2). Sendo assim, ele estava presente quando os samaritanos receberam o Espírito Santo (Atos 8). Finalmente, ele foi convocado para a casa do centurião romano Cornélio, que também acreditou e recebeu o Espírito Santo (Atos 10). Dessa maneira, Pedro “destrancou” três mundos diferentes e abriu a porta da Igreja para judeus, samaritanos e gentios.

2 – Mesmo como apóstolo, Pedro experimentou algumas dores de crescimento.

No início, ele havia resistido levar o evangelho a Cornélio, um gentio. No entanto, quando Pedro viu os romanos receberem o Espírito Santo da mesma maneira que ele, Pedro concluiu que “Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Depois disso, Pedro defendeu fortemente a posição dos gentios como crentes e estava convencido de que não precisavam se conformar à lei judaica (Atos 15:7-11). Outro episódio de avivamento  na vida de Pedro diz respeito à sua visita a Antioquia, onde ele desfrutou da comunhão de crentes gentios. No entanto, quando alguns judeus legalistas chegaram a Antioquia, Pedro, para apaziguá-los, retirou-se dos cristãos gentios.

O apóstolo Paulo viu isso como hipocrisia e o repreendeu (Gálatas 2:11-14). Mais tarde na vida, Pedro passou um tempo com João Marcos (1 Pedro 5:13), o qual escreveu o Evangelho de Marcos com base nas lembranças de Pedro sobre seu tempo com Jesus. Pedro escreveu duas epístolas inspiradas, 1 e 2 Pedro, entre 60 e 68 d.C. Jesus disse que Pedro morreria como um mártir (João 21:18-19) — uma profecia cumprida, presumivelmente, durante o reinado de Nero. A tradição diz que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo em Roma e, embora essa história possa ser verdadeira, não há testemunho bíblico ou histórico sobre os detalhes da morte de Pedro.

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3 – Algumas lições que podemos aprender com o avivamento no ministério de Pedro:

3.1 – Jesus vence o medo. Seja saindo de um barco em um mar agitado ou atravessando o limiar de um lar gentio pela primeira vez, Pedro encontrou coragem em seguir a Cristo. “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo… ” (1 João 4:18).

3.2 – Jesus perdoa a infidelidade. Depois de ter se gabado de sua fidelidade, Pedro negou fervorosamente ao Senhor três vezes. Jesus amorosamente restaurou Pedro ao serviço. Pedro foi um fracasso anterior, mas, com Jesus, o fracasso não é o fim. “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).

3.3 – Jesus ensina pacientemente. Repetidamente, Pedro precisou de correção, e o Senhor a deu com paciência, firmeza e amor. O Grande Mestre procura por estudantes dispostos a aprender. “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir…” (Salmo 32:8).

3.4 – Jesus nos vê como Ele pretende que sejamos. Na primeira vez em que se encontraram, Jesus chamou Simão de “Pedro”. O pescador rude e imprudente era, aos olhos de Jesus, uma rocha firme e fiel. “…aquele que começou boa obra em vós há de completá-la…” (Filipenses 1:6).

3.5 – Jesus usa heróis improváveis. Pedro era um pescador da Galileia, mas Jesus o chamou para ser pescador de homens (Lucas 5:10). Porque Pedro estava disposto a deixar tudo o que tinha para seguir a Jesus, Deus o usou de muitas maneiras. Conforme Pedro pregava, as pessoas ficavam impressionadas com sua ousadia porque ele era “iletrado” e “inculto”. Mas então notaram que Pedro “havia estado com Jesus” (Atos 4:13). Estar com Jesus faz toda a diferença.

Conclusão

A igreja deve preservar a sã doutrina, mas só conseguirá tal intento mediante o estudo sistemático e ortodoxo da Palavra de Deus (Tt 2.1).  Assim diz a prescrição bíblica, “Não apagueis o Espírito” (1Ts 5.19). Na Lei havia apagador de fogo (Êx 25.38), mas nesta dispensação da multiforme graça de Deus, não. A conservação do Pentecostes vem pela constante renovação espiritual do crente. Tito 3.5 fala de regeneração e renovação do Espírito Santo. Ver At 4.8,31; 6.5; 7.55; 11.24; 13.9,52; 2Co 4.16; Ef 4.23; 5.18; Cl 3.10. Em todas estas referências há uma mensagem de renovação espiritual. Quem procede segundo a natureza carnal, precisa de renovação do Espírito Santo: “tendo começado pelo Espírito, acabais agora pela carne?” (Gl 3.3).

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