O Poder de Deus na Missão da Igreja

O poder de Deus na missão da Igreja

O Poder de Deus na Missão da Igreja

INTRODUÇÃO

Ele é quem chama, quem capacita, quem envia e quem sustenta. Ele é quem sopra vida sobre as pessoas e põe fome e sede no coração de quem nos ouve. Não podemos subestimar a necessidade do poder do Espírito Santo na realização de Missões.  É uma experiência animadora ver homens e mulheres responderem ao mandamento de testemunhar com oração e, revestidos do poder do alto, pregarem o Evangelho porque tiveram um encontro inesquecível com o Senhor.  Mesmo não entendendo perfeitamente a grande comissão, pregam com convicção e resultados, pois, quando o Espírito se apodera deles, há um impulso irresistível de testemunhar.

I – TEXTO BÍBLICO

Atos 13.1-4

V, 1 – Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Niger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.

V, 2 – E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

V, 3 – Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

V, 4 – E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

II – A ONISCIÊNCIA É ATRIBUTO DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA

– O Espírito Santo conhece todas as coisas. Este é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: ―porque habita convosco e estará em vós‖ (Jo 14.17). A primeira declaração denota a permanência do Espírito em nós; a segunda, sua presença dentro de nós.

1 – O Espírito Santo revela

– Aos que amam a Deus, o Espírito Santo revela, já nesta vida, as infinitas e indizíveis bênçãos preparadas para os salvos e muito mais na outra. O profeta Isaías, pelo Espírito, profetizou essas maravilhas (Is 64.4; 52.15). Os demais profetas também tiveram a revelação divina dessas coisas admiráveis que os santos desfrutarão na glória (1 Pe 1.10-12). O Espírito também revelou aos escritores do Novo Testamento essas maravilhas consoladoras, inclusive a Paulo (v.10).

2 – O Espírito Santo como Mestre.

– Ele é o nosso divino Mestre na presente dispensação da Igreja, como já estava predito em Provérbios 1.23. Concernente a esta missão, Jesus declarou: ―o Espírito Santo… vos ensinará todas as coisas‖ (Jo 14.26; Lc 12.12).

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3 – Diferentes espíritos mencionados.

– O ―Espírito de Deus‖ é mencionado nos vv.4,10-14. O Espírito de Deus deve ter toda primazia em nossas vidas. O ―espírito do homem‖ é mencionado no v.11. Ele só entende as coisas humanas e naturais (Pv 20.27; 27.29; Jr 17.9). A passagem em apreço também alude ao ―espírito do mundo‖ (v.12), que é pecaminoso e nocivo ao cristão (1 Jo 2.15-17; 5.19; Jo 14.30; 17.14,16).

4 – Diferentes coisas mencionadas.

– Seis diferentes ― coisas‖ são aqui mencionadas. Uma dessas, refere-se à esfera humana; as demais são da parte de Deus: a) ― Coisas que Deus preparou para os que O amam‖ (v.9); b) ― Coisas das profundezas de Deus‖ (v.10); c) ― Coisas do homem‖ (v.11); d) ― Coisas de Deus‖ (v.11); e) ― Coisas espirituais‖ (v.13); f) ― Coisas do Espírito de Deus‖ (v.14).

5 – Diferentes homens mencionados.

– A Palavra de Deus divide a humanidade em três grupos de pessoas, isto no sentido espiritual:

  1. a) O homem natural — literalmente ―homem controlado pela alma‖ (v.14). Este não é salvo e vive de acordo

com a natureza adâmica, por isso, é chamado natural.

  1. b) O homem espiritual — isto é, ―homem controlado pelo Espírito‖ (v.15). Este é aquele que o Espírito Santo governa e rege seu espírito, alma e corpo. Nele, o ―eu‖, pela em Cristo, está crucificado (Rm 6.11; Gl 2.19,20).
  2. c) O homem carnal — ou seja, ―homem controlado pela natureza carnal‖ (3.3). Trata-se do crente espiritualmente imaturo e que assim continua através da vida — menino em Cristo (3.1).

– A vida do crente carnal é mista, dividida. Esse crente vive um conflito interior entre a natureza humana e a divina, sendo a sua alma o campo de batalha (Gl 5.13-26). Ninguém pode escapar dessa classificação. Todos nós somos um desses ―homens‖ diante de Deus. Identifique-se, você, homem ou mulher!

6 – Poder

– O divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas. Ele tem poder próprio. É dEle que flui a vida, em suas dimensões e sentidos bem como o poder de Deus (SI 104.30; Ef 3.16). Isso é uma evidência da deidade do Espírito Santo. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento. Em 1 Coríntios 2,4, na única referência (no original) em que aparece o termo traduzido por ‗demonstração do Espírito Santo‘, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do Espírito, cujo efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (1Co 2.4,5)‖ ;(GILBERTO, Antônio. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 175). Estude também sobreo único e verdadeiro Deus.

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III – A EFICÁCIA DO PODER DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DA IGREJA

1 – Demonstração de poder

– É do Espírito Santo que flui a vida, bem como o poder de Deus (Sl 104.30; Ef 3.16; At 1.8). Esta é uma evidência da deidade do Espírito Santo: Ele tem autoridade e poder inerentes. Em todo o Novo Testamento, o versículo 4 é a única referência em que aparece no original o termo traduzido por ― demonstração‖ do Espírito Santo. Literalmente, o termo designa uma demonstração operacional, prática e imediata do Espírito Santo na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo (vv.4,5). Isso contrasta nitidamente com os métodos repetitivos dos mestres e filósofos gregos da época, que tentavam conseguir discípulos mediante recursos retóricos e argumentação filosófica (v.5). Que diferença faz o evangelho de poder do Senhor Jesus

Cristo! A oratória desses mestres era somente um espetáculo teatral vazio, que atingia apenas os sentidos dos espectadores. Em Paulo, ao contrário, operava o poder de Deus (vv.4,5; Cl 1.29; 1 Ts 1.5; 2 Co 13.10).

2 – O poder de Deus mediante o Espírito.

– Esse divino poder é manifestado através da pregação do evangelho de Cristo em cinco ocasiões específicas: a) na conversão dos ouvintes (At 2.37,38); b) no batismo com o Espírito Santo (At 10.44); c) na expulsão de espíritos malignos (At 8.6,7; Lc 11.20); d) na cura divina dos enfermos (At 3.6-8); e) na obediência dos crentes ao Senhor (Rm 16.19).

IV – O ESPÍRITO SANTO COMO AUTOR E REALIZADOR DE MISSÕES NA IGREJA

–   O pré-requisito para o cumprimento da tarefa missionária é o poder do Espírito Santo (At 1:8).  Precisamos de um poder sobrenatural para lutar contra um inimigo sobrenatural.  Com a vinda do Espírito, a Igreja compreendeu as palavras de Jesus:  “em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (Jo 14:12).  No discurso que contém esse versículo, o Espírito Santo é central (Jo 14:16), e os discípulos devem esperá-lo. Ele não é apenas o autor, mas também o realizador de missões.  Com sua vinda sobre os primeiros discípulos houve o sinal sobrenatural de “línguas”, que indicava claramente que o Evangelho deveria ser pregado a todas as raças e nações.  Podemos dizer que o Espírito garante o sucesso missionário no mundo.

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V –  O ESPÍRITO SANTO COMO PROMOTOR DE MISSÕES

– O Espírito Santo está por trás de todos os acontecimentos em Atos.  Ele é quem atuava quando: a Igreja se iniciou com 3.000 e depois 5.000 convertidos (2:41, 4:4); Pedro e os outros discípulos testemunharam ousadamente frente à perseguição (3:11-26); Os primeiros seguidores venceram o egoísmo e deram liberalmente à obra do Senhor (4:32-37); morreu o primeiro mártir, mostrando vitória gloriosa sobre a perseguição (6:8-7:60);

O Evangelho da salvação alcançou o primeiro lar gentio (11:12); a mensagem de perdão espalhou-se pela Etiópia e África (8:27-29);   as Igrejas na Judéia, Galiléia e Samaria vieram a se estabelecer firmemente (9:31);  a maravilhosa Igreja missionária de Antioquia começou a prosperar em preparação para seu envio de missionários (11:22-26);  o amor mútuo das primeiras comunidades cristãs manifestou-se através da coleta incentivada pelo profeta de Ágabo (11:28-29); a Igreja de Antioquia lançou seu programa missionário (13:2);  

Paulo venceu seu primeiro inimigo, Elimas, em Chipre (13:9);  os apóstolos alegraram-se na preseguição em Antioquia da Psídia (13:50-52); os apóstolos reconheceram a obra entre os gentios e pronunciaram liberdade da lei para os cristãos gentios (15:28); Paulo foi impedido de continuar na Ásia, sendo dirigido à Europa; um marco missionário significante (16:6-10); os líderes foram escolhidos para tomar conta da Igreja local em Éfeso (20:28). Assim, o Espírito Santo acompanhava todos os passos decisivos na expansão missionária da Igreja.

CONCLUSÃO

– O Espírito Santo desempenha muitas tarefas na vida da Igreja. Ele nos consola, nos lembra de verdades eternas, nos ensina todas as coisas relacionadas com a vida em Deus. Porém, vimos que, um dos trabalhos mais vibrantes do Espírito Santo está na área missionária, At 1.8, “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

 

– Bibliografia

– Bíblia de Estudos Conselheira A.R.A

– Dicionário Online

– Apontamentos do Autor

– https://www.pregaapalavra.com.br/estudo/licao3.htm

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