Adotados por Deus

Adotados por Deus

Adotados por Deus

 A doutrina da adoção nos dá a segurança da salvação. Fazer parte da família de Deus é a certeza de que nEle estaremos seguros.

Fomos adorados por Deus, justificados, regenerados, santificados e adotados em Cristo Jesus. É um privilégio fazer parte da família de Deus!

Texto Bíblico (Romanos 8.12-17)

O termo Adoção

Huiothesia, formado de huios, ‘filho’ e thesis, ‘posição’ cognato de tithemi, ‘pôr’, significa o lugar e condição de filho dados àquele a quem não lhe pertence por natureza. A palavra só é usada pelo apóstolo Paulo.

Em Romanos 8.15, é dito que os crentes receberam ‘o espírito de adoção’, quer dizer, o Espírito Santo que, dado como as primícias, os primeiros frutos de tudo o que será dos crentes, produz neles a realização da filiação e a atitude pertencente a filhos.

Em Gálatas 4.5, é dito que eles receberam ‘adoção de filhos*, ou seja, a filiação dada em distinção de uma relação que é meramente consequentemente no nascimento; aqui dois contrastes são apresentados:

(1) entre a filiação do crente e a não originada filiação de Cristo;

(2) entre a Uberdade desfrutada pelo crente e a escravidão, quer da condição natural pagã, quer de Israel sob a lei” (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento, 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 374).

Adoção no termo Jurídico

A ‘adoção’, um termo jurídico, é o ato da graça soberana mediante o qual Deus concede a todos os direitos, privilégios e obrigações da filiação àqueles que aceitam Jesus Cristo. Embora o termo não apareça no Antigo Testamento, a ideia se acha ali (Pv 17.2).

A palavra grega huiothesia, aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de Deus, não nos tornamos divinos.

A divindade pertence ao único Deus verdadeiro. A doutrina da adoção, no Novo Testamento, leva-nos, desde a eternidade passada e através do presente, até a eternidade futura (se for apropriada semelhante expressão).

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Paulo diz que Deus ‘nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo’ e ‘nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo’ (Ef 1.4,5).

Diz também, a respeito de nossa experiência presente: ‘Porque não recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebeste o espirito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ha patêr]’ (Rm 8.15).

Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos “a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo’ (Rm 8.23).

A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1 .ed, Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 374).

Relacionamento

Além de justificar, regenerar e santificar, características de mudança da nossa posição diante de Deus, o Pai deseja estabelecer conosco um relacionamento mais próximo, íntimo, e o melhor termo para conceituar esse processo é “Adoção”.

Este é um termo técnico jurídico em que os pais concedem direitos e privilégios à criança filiada de maneira não biológica, mas voluntária. Foi assim que Deus tratou conosco!

Éramos merecedores da condenação eterna, mas por meio da obra de Jesus Cristo fomos justificados, regenerados, santificados e adotados, acolhidos na família de Deus, onde “o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

Um apontamento interessante que o teólogo pentecostal Pecotafaz é que não há um termo para “adoção” no Antigo Testamento, embora a ideia apareça em Provérbios 17.2: “O servo prudente dominará sobre o filho que procede indignamente; e entre os irmãos repartirá”.

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Mas em o Novo Testamento a palavra, do grego huiothesia, aparece cinco vezes nos escritos do apóstolo Paulo. É uma doutrina que atesta que em Cristo fomos eleitos e predestinados para sermos da família de Deus (Ef 1.4,5).

Diferentemente do tempo de trevas, de escravidão e de vergonha, na família de Deus fomos chamados para sermos livres para andar no Espírito, viver no Espírito e, assim, termos uma relação de pai e filho com Deus (Rm 8.15).

A Doutrina da Adoção

A doutrina da adoção nos dá a segurança da salvação. Fazer parte da família de Deus é a certeza de que nEle estaremos seguros. Fomos justificados, regenerados, santificados e adotados em Cristo Jesus. É um privilégio fazer parte da família de Deus!

Entretanto, sabemos que ainda não vivemos a plenitude do que está prometido para nós. Embora sejamos plenamente filhos de Deus, num futuro, quando deixarmos o nosso “tabernáculo terreno”, receberemos a plenitude da adoção, “a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

O que significa que vivemos a realidade da adoção neste tempo presente, mas quando a ressurreição dentre os mortos for realizada, ou por meio do Arrebatamento da Igreja, a nossa adoção será plena. Será o dia em que veremos o Pai como Ele é.

Por isso, o apóstolo Paulo disse: “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1Co 13.12).

Em nossa cultura, adota-se quem não é filho, mas no caso da Bíblia a adoção espiritual é para quem já é filho de Deus. A Bíblia é clara: “adoção de filhos” (Rm 8.15; Gl 4.5). Deus não adota um crente como filho; este é gerado como tal, pelo Espírito Santo, na regeneração.

Adoção de Filhos

Na adoção, recebemos a posição de filhos adultos e herdeiros, espiritualmente falando. “Adoção de filhos” não é nossa colocação na família de Deus; isto se dá no novo nascimento.

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Na adoção, o crente já como filho é elevado à posição de filho adulto e herdeiro da família. Na regeneração há mudança de natureza, pela filiação; na adoção, há mudança de posição. Lembremo-nos: Deus só adota a quem já é seu filho!

A nossa adoção de filhos de Deus tem ainda um aspecto a cumprir-se no futuro: Rm 8.23 — é a nossa ressurreição ou transformação do nosso corpo, quando então seremos conformados com Jesus Cristo (1Jo 3.2). Filhos de Deus (Cap. 8, v.14 Romanos).

Somos filhos de Deus por adoção (adotados por Deus) através do sacrifício de Jesus (vv.15-17; Gl 4.5,6). Como filhos, recebemos o Espírito Santo, e, por meio dEle, somos guiados (v.14).

Eis porque o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (v.16). O grande privilégio dos filhos de Deus é ser morada do Espírito Santo (1Co 3.16,17).

Adoção de filhos é uma das grandes doutrinas da cristã. Ela nada tem com filiação, e sim com posição. A expressão deriva de dois termos gregos: “huios” = filho, e “thesis” = posição.

A adoção quase não era usada entre os judeus. Os casos mencionados na Bíblia ocorreram fora do ambiente cultural de Israel, como o caso de Moisés (no Egito), Êx 2.10 e At 7.21. O caso de Ester (na Pérsia), Et 2.7,15.

O mundo greco-romano onde foi escrito o Novo Testamento, sim, este praticava a adoção de filhos. O termo “huiothesia” é de origem romana, adotado pelos gregos. Paulo, inspirado pelo Espírito Santo o emprega cinco vezes: Rm 8.15,23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5.

Conclusão

Os muçulmanos prostram-se diante de Alá (Deus em árabe) como escravos e não como filhos. Os judeus não ousam dirigir-se a Deus como Pai apesar de Deus chamar Israel de filho (Os 11.1). No entanto, podemos dirigir-nos a Deus, clamando: Aba Pai. Quão grande é o nosso privilégio!

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