Tentação – A Batalha por nossas escolhas e atitudes

Tentação A Batalha por nossas escolhas e atitudes

Tentação – A Batalha por nossas escolhas e atitudes

 

Que doença vem a ser a tentação que, desde os nossos primeiros genitores, vem comprometendo até mesmo os gigantes na piedade? Os escolhidos do Senhor também as enfrentam, mas, são fortalecidos pelo Espírito de Deus, que os capacita a vencê-las.

 

TEXTO BÍBLICO

(Mateus 4.1-11)

1- Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

2- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

4- Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

5- Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

6- e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

7- Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

8- Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-Ihe todos os reinos do mundo e a glória deles.

9- E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10- Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.

11- Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

 

O QUE É A TENTAÇÃO

Definição.

Oriunda do vocábulo latino tentatione, a palavra “tentação” significa: indução, seja externa, seja interna, que impulsiona o ser humano à prática de coisas condenáveis.

Definição teológica.

Estímulo que leva à prática do pecado. Embora a tentação, em si, não constitua pecado, o atender às suas reivindicações caracteriza a transgressão das leis divinas.

Eis porque, na Oração Dominical, ensina-nos o Senhor a clamar ao Pai: “E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!” (Mt 6.13). (Dicionário Teológico)

Sem dúvida alguma a tentação é o estímulo externo ou interno, que impulsiona o ser humano à prática do pecado.

Observação: O teólogo inglês, Matthew Henry, mostra quão perigosa é a tentação na vida de um servo de Deus: “O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados”. Como não reconhecer essa realidade?

Às vezes somos de tal forma tentados, que almejamos venha o Senhor, e leve-nos de imediato para os céus. Se Ele, porém, o fizer, como haverá de contar com as vozes santas e redimidas que protestem contra a iniqüidade do presente século? Portanto, lembre-se: vencer a tentação faz parte das disciplinas da vida cristã.

O AGENTE DA TENTAÇÃO

Sentindo-se premido pelas dificuldades espirituais que, constantemente, entristecem os seguidores do Nazareno, Thomas De Witt Talmage endereça-lhe esta oração: “Ó Senhor, ajuda-nos a ouvir o guizo da serpente antes de sentir suas presas”.

Que Satanás é o agente da tentação, não há o que se discutir; a própria Bíblia assim no-lo aponta: “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1 Jo 3.8).

O tentador.

Nas Sagradas Escrituras, Satanás é o tentador por natureza (Mt 4.3; 1 Ts 3.5). É o grande opositor de Deus e o arquiinimigo do ser humano.

Os nomes do tentador.

Além de tentador, recebe o agente da tentação as seguintes alcunhas nas Sagradas Escrituras: Satanás que, em hebraico, significa adversário (1 Cr 21. 1; 2 Co 2.10,11); Diabo que, em grego, quer dizer: caluniador (Mt 4.1; At 13.10); Homicida e pai da mentira (Jo 8.44); Acusador (Ap 12.10). Ele é conhecido também como o dragão e a antiga serpente (Ap 12.9).

O principal trabalho do tentador.

O trabalho que mais agrada ao maligno é desviar-nos da disciplina da vida cristã. Ele sabe que temos “uma carreira para correr”; por isto, busca, de todas as formas, colocar obstáculos em nosso caminho (Gl 5.7). Não foi o que ocorreu com os irmãos da Galácia? Embora progredissem eles na carreira cristã, caíram no fascínio do adversário e, neste fascínio, acabaram por cair da graça (Gl 3.1; 5.4).

Observação: Satanás é o agente da tentação. O trabalho que mais o agrada é desviar o crente das disciplinas da vida cristã.

 

POR QUE O SER HUMANO É TENTADO

Em nossa jornada espiritual, vemo-nos constrangidos a inquirir de nós mesmos: “Se eu aceitei a Cristo, como o meu Salvador, por que sou, ainda, tentado?” Martinho Lutero parece ter encontrado a resposta: “Minhas tentações têm sido minhas mestras de teologia”.

Não vêm elas, porém, atrapalhar-me nas disciplinas espirituais? Sem as tentações, convenhamos, não existiriam as disciplinas. Por isso, esforça-se o adversário, a fim de nos desviar delas; somente assim, haverá de seduzir-nos com as suas tentações.

O ser humano é tentado por causa da transgressão de nossos primeiros pais.

Se você ler reflexivamente o capítulo três de Gênesis, entenderá a teologia do pecado original. À semelhança de Adão, todos pecamos (Sl 51.5); veio, entretanto, o Senhor Jesus, como o segundo Adão, redimir-nos da morte espiritual, proporcionando-nos um novo nascimento (Jo 3.8). Estando nós, agora, em Cristo, tudo se nos fez novo (2 Co 5.17). Apesar das tentações, o Espírito fortalece-nos para que sigamos, rigorosamente, as disciplinas de uma autêntica vida cristã.

O ser humano é tentado por suas próprias concupiscências.

Leia Tiago 1.14. Eis porque devemos vencer cada uma de nossas concupiscências; estas não provém do Pai; do mundo procedem e para o mundo convergem, causando a destruição dos filhos de Deus (1 Jo 2.16). O consolo é que podemos vencer cada uma de nossas concupiscências (Gl 5.16).

Positivamente considerada, a tentação pode (e deve) impulsionar o santo a ser ainda mais santo.

Afirmou mui oportunamente Frederick P. Wood: ‘Tentação não é pecado; é o chamado para a batalha”. O Senhor Jesus, embora Deus, foi tentado, como homem, dando-nos um exemplo de que é possível vencer a tentação (Mt 4.1; Hb 2.18). Por conseguinte, não deve a tentação ser considerada pelo crente, como se fora uma oportunidade para pecar; é uma oportunidade para que nos tornemos ainda mais santos (Ap 22.11).

As razões pelas quais o cristão é tentado são: transgressão de Adão, concupiscências pessoais, e impulsionar o crente a ser mais santo.

 

COMO VENCER A TENTAÇÃO

Ponderou alguém, certa feita: “São necessárias duas pessoas para fazer da tentação um sucesso; você é uma delas”. A outra, como todos o sabemos, é o adversário de nossas almas. De nada adianta, porém, pôr-lhe a culpa por nossas transgressões; por estas, apenas nós seremos responsabilizados (2 Co 5.10). Todavia, é possível vencer as tentações; os exemplos bíblicos não são poucos.

Orando e vigiando.

A advertência é do próprio Cristo: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

O piedoso F. B. Meyer é enfático: “Cristo não irá guardar-nos se nos colocarmos descuidada e temerariamente no caminho da tentação”. Tem você vigiado? Tem orado constantemente? Lembre-se: Não se pode brincar com o pecado; ele não é um brinquedo: é uma serpente prestes a dar o bote contra os incautos (Gn 4.1).

Não dando lugar ao Diabo.

Em sua epístola aos efésios, admoesta o apóstolo: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4.27). O que vem a significar esta admoestação? Willard Taylor, do Comentário Bíblico Beacon, é conclusivo: dar lugar ao Diabo é permitir que ele tenha liberdade para “semear atitudes erradas em nosso espírito”.

Andando em Espírito e não cumprindo as concupiscências da carne.

Aos irmãos da Galácia, escreveu Paulo: “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). Quem anda no Espírito Santo, não cumpre as concupiscências da carne; e não as cumprindo, como haverá de ceder às tentações?

Guardando a Palavra de Deus no coração.

O salmista, demonstrando quão temente era ao Senhor, confessou-lho: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Sl 119.11 – ARA). Em seu comentário do saltério hebraico, Charles Spurgeon assim interpreta este versículo: “A Palavra de Deus deve ser compreendida e retida no coração; ela tem de ocupar nossas afeições e entendimento. Nossa mente demanda ser impregnada pela Palavra de Deus. Somente assim não haveremos de pecar contra Ele”.

Observação: O crente pode vencer a tentação se: orar e vigiar, não dar lugar ao Diabo, andar em Espírito e guardar a Palavra de Deus no coração.

CONCLUSÃO

Se as tentações são fortes, temos abundantes promessas divinas que nos asseguram: podemos resisti-las com a Palavra de Deus.

Veja quão consoladoras são as palavras do autor da Epístola aos hebreus: “Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 2.18). E estas de Pedro: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (2 Pe 2.9).

Por conseguinte, mantenhamos sempre a disciplina da vida cristã, evitando o pecado que tão de perto nos rodeia. Deus está sempre à disposição quando somos tentados. Ele não olha passivamente, mas intervém ativamente.

O Todo-Poderoso não somente limita a força da tentação como também mostra o caminho do escape. O Pai celestial não deseja que pequemos, por isso, Ele próprio faz tudo o que for necessário, em qualquer tentação, para nos dar um meio de saída: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10.13).

Referências

– Bíblia de Estudo Plenitude (ARC)

– A Bíblia de Estudos das profecias. E.R.A.

– Dicionário Online

– Apontamentos Teológico do Autor

– 2º Trimestre – Título: As Disciplinas da Vida Cristã – Trabalhando em busca da perfeição – Comentarista: Claudionor de Andrade

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